quarta-feira, 29 de abril de 2015

Altas conexões



Herval receberá cestas de alimentos para amenizar crise da estiagem



O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) garantiu, nesta terça-feira, 28, a liberação de cerca de 1000 cestas básicas de alimentos para assentados da reforma agrária e pequenos agricultores de Herval, na Zona Sul gaúcha. O município foi o primeiro a decretar situação de emergência devido à estiagem que afeta a região desde janeiro deste ano.

A ajuda foi anunciada pelo diretor do Departamento de Apoio à Produção Familiar, André Machado, do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). De acordo com dados de relatório feito pela prefeitura de Herval, além do prejuízo causado pela queda na produção de soja, milho e leite, cerca de 400 famílias do meio rural estão sem água para consumo humano e animal. 

 “Sabemos que a doação de alimentos não vai resolver a crise, mas ameniza a situação de muitos agricultores que estão em vulnerabilidade, pois sua única fonte de renda vem da produção agrícola,” afirmou o deputado Marcon, que encaminhou ao governo federal e defendeu a importância do atendimento imediato dessa demanda do município.

Os municípios de Jaguarão, Canguçu, Pedras Altas, Cerrito e Santa Vitória do Palmar, também já decretaram situação de emergência.


Texto e foto: Marci Hences/Assessoria de Imprensa deputado Marcon

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Convênio com IPERGS é garantido a municipários


Foto: assessoria de imprensa AZONASUL



O Município de Herval ajuizou ação contra o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul – IPERGS e conseguiu liminar no processo tombado sob n.º 1.15.0045613-7 que tramita na 5.ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, desde 20 de março de 2015, garantindo aos funcionários da Prefeitura de Herval a manutenção do convênio.

Conforme o procurador do Município, Dorval Luiz Latorres, em nenhum momento aludida liminar foi cassada pela Justiça, logo o réu não pode descumprir a ordem judicial, sob a possibilidade de incorrer em pena a ser aferida na esfera criminal, conforme petição protocolada junto à Juíza, na data de 06 de abril, deste ano.

Atendo aos procedimentos adotados pelo réu IPERGS, a administração municipal tem mantido controle processual diário para inibir qualquer retaliação por parte da autarquia, ficando os esclarecimentos e informações aos municipários a cargo das Secretarias de Administração e Assuntos Jurídicos.

Texto: Nívea Bilhalva de Oliveira
Publicado originalmente no site da prefeitura: www.herval.rs.gov.br

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Momento poético



O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS
(Mário de Andrade)

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui
para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jaboticabas...
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam
poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir
assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo
de secretário-geral do coral.
‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa…
Sem muitas jaboticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,
muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com
triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua
mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!

Nem só de pão viverá o homem



Autorretrato


"Yo", recebendo homenagem do Rotary Clube como escritor hervalense, sábado (18), durante a 1ª. Feira do Livro da "terrinha"

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Ação pelas águas: "Amigos do arroio Grande" avançam mais uma etapa na construção coletiva



Em reunião realizada na manhã de sexta-feira (17), na escola de tempo integral Cândida Silveira Haubmann - Arroio Grande - o grupo Amigos do arroio Grande avançou mais um degrau em busca de sua institucionalização.

Segundo a coordenação do Grupo, foram convidados os mais diversos segmentos da sociedade e do poder público para o encontro, e obtiveram êxito com a presença do Secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Herval, Toninho, juntamente com a Bióloga Tamna Cunha, o vereador José Cláudio Ávila da Silva - de Arroio Grande, a representante da Secretaria Municipal de Educação de Herval, os guardas parque do Mato Grande - Jeferson e Fábio - também representado a SEMA, membros da equipe técnica da Emater de Herval e membros do Grupo GEAN.

O encontro foi reforçado com a presença do Presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica da Lagoa Mirim e do Canal São Gonçalo - André Oliveira que, prestou importantes esclarecimentos a respeito das atribuições e da atuação do Comitê, bem como disponibilizou informações de quais os procedimentos devem ser adotados pelos Amigos do arroio Grande, a fim de que possam efetivamente atuar como um órgão perpendicular ao Comitê. Expor todos os usos da água, identificar os possíveis conflitos e associar seus interessados em solucioná-los é uma das metas a serem alcançadas, para que a água seja um bem de qualidade, quantidade e acesso a todos.

O Grupo já tem nova reunião marcada para dar continuidade no trabalho que pretende envolver cada vez mais representantes das comunidades de Herval e Arroio Grande nesse processo.

Texto: Anelize Carriconde
Publicado originalmente no blog do jornal Meridional:
http://jornalmeridional.blogspot.com.br/2015/04/acao-pelas-aguas-amigos-do arroio.html?spref=fb

Terceira edição da Festa da Literatura Infantil



Em sua terceira edição a Festa da Literatura Infantil – Felin, organizada pela equipe da Secretaria de Educação, com coordenação do secretário Mogar Miranda, encerrou suas atividades nesta sexta-feira (17) oferecendo diversas atividades a todos os alunos da rede municipal de ensino.

Foram realizadas na praça central de Herval, a qual foi toda decorada com personagens da literatura infantil, oficinas de contação de história, Sítio da Leitura, espaço histórias em quadrinhos, exposição de caixas literárias e tenda do saber.

A Felin deste ano integrou a programação da primeira Feira do Livro do município, que acontece entre os dias 15 e 19 de abril. A iniciativa de realização é do Rotary Club e da Prefeitura Municipal. A Feira do Livro foi elaborada juntamente com a Secretaria de Educação, que mobilizou todas as escolas do município para participar integralmente do evento. Além disso, o Instituto Estadual São João Batista, auxiliou na elaboração e também mobilizou todos seus alunos para o evento.

A Casa das Oficinas, um projeto cultural inovador, que busca retirar jovens da vulnerabilidade social por meio da inclusão social, artística e cultural, realizou apresentações durante todos os dias do evento, demonstrando mais uma vez sua valia para o município.

Também haverá homenagens, na noite de sábado (18), a diversos escritores do município, entre eles o Secretário de Planejamento e Meio Ambiente Toninho Veleda. 

Durante o evento foi feito o lançamento do novo site da Prefeitura Municipal (www.herval.rs.gov.br), sob a coordenação da jornalista Nívea Bilhalva de Oliveira e do coordenador técnico em informática João Roberto Medeiros.


Texto: Nívea Bilhalva de Oliveira
Publicado originalmente no site da prefeitura: www.herval.rs.gov.br

Versos del alma gautia



quinta-feira, 16 de abril de 2015

Prefeitura lança projeto piloto de utilização de patrulha agrícola




Na última sexta-feira, 10, o prefeito Ildo Sallaberry participou do ato de entrega de equipamentos agrícolas à Associação dos Agricultores da Comunidade São Virgílio.

As máquinas e equipamentos fazem parte de um projeto piloto da secretaria de Agropecuária e Desenvolvimento, que tem como objetivo fazer uma experiência no uso das patrulhas agrícolas sob a gestão das próprias comunidades beneficiárias, na intenção de otimizar o trabalho e agilizar o acesso a esse maquinário.

O kit é composto por um trator, uma aradora, uma grade tatu, uma plantadeira mecanizada e uma colhedora de forragem. A prefeitura ainda fornecerá 6 litros de combustível por hora até atingir 200 horas, mediante repasse adiantado, totalizando 1.200 litros de combustível, sendo que ao final de cada repasse a Associação deverá fazer a prestação de contas da utilização do respectivo combustível, através de laudos expedidos pela EMATER e Secretaria de Agropecuária e Desenvolvimento.

Em fala emocionada, os representantes da Associação da São Virgílio elogiaram, agradeceram e ressaltaram a importância da iniciativa. De acordo com o vereador Valmir Miliorança, morador no assentamento, esse projeto reforça o compromisso da administração municipal com os produtores e a melhoria das condições de produção nos lotes da reforma agrária e pequenas propriedades rurais. Ele ainda destacou que o projeto contribui imensamente para fortalecer a organização dos produtores.

O prefeito Ildo argumentou que essa medida não é obra do acaso. Segundo ele, esse investimento é fruto da capacidade de organização da Associação dos Agricultores da Comunidade São Virgílio, do compromisso do atual governo com os pequenos produtores rurais e das parcerias com atores ou instituições em prol do desenvolvimento do município e da vocação produtiva local, a exemplo da parceria com a EMATER. Sallaberry ressaltou também a colaboração de diferentes setores da administração e da Dra. Denise Silveira, que prestou apoio jurídico a essa Associação, permitindo o cumprimento das exigências burocráticas para a firmatura do convênio.

Por fim, o chefe do executivo salientou a importância de uma boa gestão desses equipamentos, tendo em vista que esse é o caminho para fortalecer e levar até outras comunidades o projeto que ora inicia pela São Virgílio.

Também participaram do ato o vice-prefeito, Bebeto, o secretário de Agropecuária e Desenvolvimento, Fernando Silveira, a primeira dama e secretária de Assistência Social, Tania Sallaberry, o secretário de planejamento e meio ambiente, Toninho Veleda, a presidenta do Condica, Dra. Denise Silveira e representantes do escritório local da EMATER.

Arte nas alturas






quarta-feira, 15 de abril de 2015

Parada pedagógica



Meio Ambiente pauta encontro da AZONASUL em Aceguá



Dando prosseguimento à realização de reuniões descentralizadas, a Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) promoveu ontem (9) um encontro de prefeitos no município de Aceguá. Presidido pelo prefeito de São Lourenço do Sul, Daniel Raupp (PT), a reunião discutiu as políticas a serem adotadas pela nova direção da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e assinalou a passagem dos 15 anos de emancipação política da localidade com saudações especiais ao prefeito Julio César Pintos (PMDB).

Conforme o coordenador de programas e relações institucionais do órgão, Altemir Goldmeier, três frentes de trabalho serão priorizadas na Fepam: municipalização ambiental, como forma de dar mais agilidade à tramitação de licenciamentos ambientais; apoio às consolidações de Distritos Industriais nos municípios, onde atualmente 80 localidades aguardam os licenciamentos para instalação de empresas e investimentos para a construção de estações de tratamento de água e esgoto. Goldmeier também destacou que a nova direção vem buscando aprimorar o diálogo com as prefeituras atendendo as demandas. “Quando necessário, estamos propondo uma gestão compartilhada para a solução dos problemas”, disse.
 
Dentro da mesma pauta, o presidente do Consórcio Público do Extremo Sul (Copes), Eduardo Morrone (PT)), prefeito de Santa Vitória do Palmar, detalhou o trabalho que vem sendo realizado por técnicos ligados às prefeituras associadas à Azonasul no que diz respeito ao levantamento de dados para a estruturação dos Planos Municipais de Saneamento Ambiental, que atualmente encontram-se em fase de diagnósticos para o levantamento das situações em cada uma das localidades envolvidas na elaboração dos trabalhos. O assunto sobre a correta destinação dos resíduos sólidos, uma das pautas que mais aflige gestores municipais mereceu uma série de debates e a apresentação de inúmeras possibilidades a serem estudadas pela equipe técnica da Azonasul.  O presidente Morrone também relatou as demais ações de compras coletivas e captação de recursos para novos investimentos dentro da organização.

PPA – O secretario executivo da Azonasul, Henrique Feijó, chamou a atenção para o evento da próxima segunda-feira, em Pelotas, com a presença do governador do Estado, José Ivo Sartori, quando as lideranças regionais encaminharão os projetos da Zona Sul para inclusão no Plano Plurianual estadual para os próximos três anos. Ao alertar sobre a importância da participação dos prefeitos, Feijó destacou que os prefeitos terão a oportunidade de conhecer e propor novos projetos durante a reunião programada para o mesmo dia no período da manhã, na sede da Azonasul.

FUSÃO – Seis edis uruguaios, cargo que corresponde ao de deputado estadual no Brasil, acompanharam o encontro da Azonasul declarando que os gestores do país vizinho também atravessam problemas semelhantes, principalmente, na administração de resíduos sólidos. Em pronunciamentos, uma das representantes cogitou o firmamento de convênios de apoio entre os dois países que possam auxiliar na busca de soluções integradas.

TEXTO: Jornalista Kariza Barros
publicado originalmente no site da Azonasul: www.azonasul.org.br

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Autorretrato


"Yo", em meio a integrantes das comitivas do Cideja e da prefeitura de Herval que prestigiaram os 15 anos de aniversário de Aceguá na última quinta-feira

Música para os meus ouvidos


Quando digo não acreditar mais no amor, em grande parte, estou me servindo de uma licença poética, que utiliza o amor como fonte farta de inspiração para aflorar casos concretos ou inventados acerca desse universo quase sempre dual, que mistura ou pode conter cenas de prazer e amargura, doçura e fel, cumplicidade e oportunismo.

Portanto, não estou necessariamente assumindo uma posição de desdém ou anti-amor, nem fazendo-me de coitado ou apresentando como prisioneiro sem cura dos males de amor ou desencontros amorosos do passado. Estou, isto sim, abordando o amor sem mitos ou máscaras, sem rótulos ou romantismos desatinados; amor enfim, que move e conforta, mas que pode também se transformar em mágoa, desgosto ou mal amor.

É claro que minha vida amorosa, com saborosas exceções, é marcada por histórias que nunca deveriam ter começado (pena que só agora percebo isso), por um festival de encenações ou pelo meu vacilo, indecisão e fraquezas diante de chantagens emocionais feitas para manipular meus sentimentos ou dar o bote no meu bolso (sempre debilitado).

Mas nunca fui de “lamber feridas” para todo o sempre e uma de minhas maiores virtudes foi e seguirá sendo dar a volta por cima e sempre acreditar no amor entre corpos e almas ou por tudo nesse mundo que exala afeto e é bom ao espírito.

Para celebrar o amor e a amorosidade que há em mim, compartilho uma canção maravilhosa que é uma profunda declaração de amor e verdadeiro hino de esperança de que amor existe e amar é um bem e faz bem.




sexta-feira, 10 de abril de 2015

Momento poético




O Bicho
(Manuel Bandeira)

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.



BANDEIRA, M., Belo Belo, 1948.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Pitada filosófica



Catando estórias



Quando Gandhi estudava Direito na Universidade de Londres tinha um professor chamado Peters, que não gostava dele, mas Gandhi não baixava a cabeça.

Um dia o prof. estava comendo no refeitório e sentaram-se juntos.

O prof. disse:

- Sr. Gandhi, você sabe que um porco e um pássaro não comem juntos?

Ok, Prof..... Já estou voando...... e foi para outra mesa.

O prof. aborrecido resolve vingar-se no exame seguinte, mas ele responde, brilhantemente, todas as perguntas.

Então resolve fazer a seguinte pergunta:

- Sr. Gandhi, indo o Sr. por uma rua e encontrando uma bolsa, abre-a e encontra a Sabedoria e um pacote com muito dinheiro.

Com qual deles ficava?

Gandhi respondeu....

- Claro que com o dinheiro, Prof.!
- Ah! Pois eu no seu lugar Gandhi, ficaria com a sabedoria.
- Tem razão prof., cada um ficaria com o que não tem!

O prof. furioso escreveu na prova "IDIOTA" e lhe entregou.

Gandhi recebeu a prova, leu e voltou:

E disse...

- Prof. o Sr. assinou a prova, mas não deu a nota!


Moral da história.

Semeie a Paz, Amor, compreensão. Mas trate com firmeza quem te trata com desprezo. Ser gentil não é ser capacho, nem saco de pancadas...

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Pensar é preciso


As críticas de parcelas da população, integrantes da oposição e até mesmo da situação, fazem com que o momento político da presidente Dilma Rousseff (PT) seja delicado. No mês em que milhares de pessoas foram às ruas para se posicionar de forma contrária às iniciativas da gestão petista, o deputado federal Henrique Fontana (PT) defende que o partido se reestruture, ouça as críticas e tenha capacidade de reação, inclusive “cortando na carne” políticos do partido envolvidos em investigações sobre desvios de recursos públicos.

Nesta entrevista ao Jornal do Comércio, Fontana crítica o estigma de que o PT é uma legenda corrupta, acusa setores da oposição e da mídia de incitarem posições “totalitárias que julgam de forma unilateral e coletiva um partido político e um governo” e defende a investigação irrestrita às irregularidades, em todos os partidos e setores sociais. “Não dá pra aceitar a simplificação da temática, porque a corrupção no Brasil não começou no governo do PT”, disse.

Fontana defende uma reestruturação partidária com o retorno de lideranças histórias que possam auxiliar no momento de crise. Ex-líder do governo Dilma – até a vitória do desafeto Eduardo Cunha (PMDB) para a presidência da Câmara dos Deputados – o parlamentar dá um ultimato no principal aliado e, muitas vezes, mais polêmico partido da base aliada: o PMDB. “O PMDB tem que tomar a decisão se vai sustentar o governo. Não podemos mendigar o apoio. O PMDB que tem que dizer se é governo ou oposição”, sentencia.



Jornal do Comércio – Como avalia os protestos pró e anti-governo federal das últimas semanas?

Henrique Fontana – A primeira grande questão é que os movimentos reivindicatórios devem ser saudados dentro de uma democracia. Óbvio que do meu ponto de vista devem ter claros os seus objetivos. Impeachment, golpe militar e incitação ao preconceito temos que criticar e refutar. As manifestações favoráveis que também incutiam críticas a determinadas a ajustes nos benefícios sociais temos que absorver e discutir. E a parte das manifestações contrárias ao governo, que reivindica ajustes na política econômica, reforma política, política mais próxima do cidadão, o combate às mordomias que, ao longo da história, os acompanham processos de poder, o pedido de lideranças mais próximas e de austeridade precisam ser ouvidos com atenção.

JC – O PT consegue ouvir essas demandas? Na Assembleia Legislativa, a avaliação feita na tribuna pelos deputados do partido é de que se tratavam de manifestações da elite.

Fontana – O PT não deve enveredar por esse caminho, deve tanto respeitar a manifestação crítica ao governo, como deve acolher as manifestações que apoiam o nosso governo. O que o PT deve é ser muito firme contra essa parcela da manifestação que sai com cartazes nas ruas pedindo a volta da ditadura militar. É verdadeiro que as pesquisas de institutos demonstraram que a maioria dos manifestantes foram eleitores do (senador e ex-candidato à presidência da República, do PSDB) Aécio Neves, mas isso não retira a legitimidade das manifestações. Não é correto e bom para o PT rotular a manifestação que critica o governo. Ao longo do tempo, a tendência é de que fiquem mais claras as posturas dos grupos que integraram as manifestações, aqueles que quiserem apostar no impeachment vão ter que se assumir como tal e não usar de artifícios de uma manifestação legítima. O momento do Brasil trocar de governo, se a maioria da população tiver essa vontade, será em 2018. É preciso entender que democracia é o sistema em que a maioria legitimamente ganha uma eleição, como a Dilma ganhou, e governa com erros e acertos, procurando ouvir o todo.

JC – O pacote de medidas anticorrupção apresentado pela presidente Dilma foi uma resposta incisiva para os pedidos que emergiram nos protestos?

Fontana – Contesto duramente quem diz que o pacote é de medidas requentadas. Se o Parlamento tiver coragem de não enrolar e não engavetar, só a criminalização do caixa dois, isso seria uma revolução nos costumes da política brasileira. O combate à corrupção não pode ser uma cruzada contra a política, tem que ser um combate com medidas institucionais que possam estreitar o espaço dos envolvidos em corrupção.

JC – Como vê o debate sobre corrupção no País?

Fontana – Há uma convergência nacional de priorizar o combate à corrupção. Acredito que parte da instabilidade política que a presidenta está administrando se deve à coragem de não aceitar a criação de um ambiente de acordos que incluísse uma diminuição da intensidade dos processos investigatórios. Partes da oposição e da mídia estão instrumentalizando a discussão com o objetivo de derrubar a presidenta, através de simplificações grosseiras e do incentivo ao preconceito e à intolerância, com frases totalitárias que julgam de forma unilateral e coletiva um partido político e um governo. Os julgamentos têm que ser individuais e os comprometidos com corrupção devem pagar pelos atos ilegais que cometeram. Não dá pra aceitar a simplificação da temática, porque a corrupção no Brasil não começou no governo do PT. Os casos de corrupção durante os governos do PT me incomodam profundamente e continuarei trabalhando para evitar que ocorram e para punir os responsáveis. Mas também temos que ir a fundo, com a mesma força, para investigar o cartel e as propinas pagas na Companhia de Trem de São Paulo que é dirigia pelo PSDB.

JC – Como reverter esta construção social que aponta o PT como um partido corrupto?

Fontana – Primeiramente, temos que debater com a sociedade que a corrupção deve ser punida com o mesmo rigor em todos os partidos, no setor empresarial, na sociedade e no serviço público. E o PT tem que ter capacidade de cortar na própria carne e punir aqueles que dentro do partido ou nos governos que dirigimos, respeitado o processo legal. Mas será que as pessoas acreditam que as empresas, até começar o governo do PT, fizeram todas as obras ao longo da história do Brasil, sempre no preço justo? Que nunca teve nenhuma propina, nunca nenhum servidor público ou político das fases anteriores que recebeu vantagens? O argumento da oposição, de que agora há uma corrupção sistêmica, não é verdade.

JC – Cortar na carne significa afastar os políticos investigados ou esperar o julgamento e, somente em caso de condenação, retirá-los?

Fontana – Depende de cada caso e das provas que apareçam. Quando o PT afastou o deputado André Vargas (cassado por quebra de decoro parlamentar, em 2014), estava claro que o conjunto de evidencias indicava contra ele. Acredito que a maior parte das pessoas que estão citadas nesta lista do procurador-geral (da República, Rodrigo Janot, na Operação Lava Jato), ao final serão consideradas culpadas. Na política, quando surgem evidencias fortes de problema, as pessoas têm que afastar da função não porque estejam condenadas, mas porque perderam as condições políticas para desempenhar suas tarefas. Defendo que o PT deve recompor, com exceção do presidente, toda a direção nacional, que leve os seus quadros mais experientes e testados para preparar o partido nesse momento de grande embate. Defendo que vá para a direção nacional do PT, um Tarso Genro, um Olívio Dutra e um Raul Pont, pessoas que tem uma experiência e nesse momento não estão em cargos eletivos, porque nosso partido está precisando. Quando temos um conjunto de quadros que estão disponíveis, grandes quadros da intelectualidade que têm simpatia conosco, temos que fazer uma direção política de grande densidade e de grande experiência política. A disposição de uma parte dos nossos adversários é de trabalhar pelo golpe e pelo impeachment e não adianta disfarçarem. Mas não vamos entregar a rapadura.

JC – Estes quadros não deveriam estar em ministérios? Os ministros e mesmo o Congresso Nacional consegue dar sustentação ao governo?

Fontana – Temos um problema sério na conjuntura política nacional, Eduardo Cunha não será um bom presidente para o Parlamento brasileiro. O sistema político brasileiro está num grau de exaustão e inadequação para as necessidades do País enorme e Eduardo Cunha tem trabalhado para criar constrangimentos e dificuldades à governabilidade de uma gestão eleita por quatro vezes consecutivas, pela maioria da população.

JC – Ficou evidente a força de Eduardo Cunha na saída do ex-ministro da Educação Cid Gomes (Pros), já foi o deputado quem anunciou a demissão?

Fontana – Não acho. O anuncio da saída faz parte estilo provocador, de uma postura autoritária do Eduardo Cunha. Acredito que a presidenta está pedindo ao vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), que ajude a organizar a base de sustentação, porque temos a obrigação e a responsabilidade de sustentar um governo. O governo não é do PT. A presidenta é do PT e o vice do PMDB, mas não dá para o vice ser do PMDB e uma parte do PMDB querer ocupar ministérios e não ter responsabilidade de sustentar o governo dentro do parlamento. O PMDB tem que tomar a decisão se vai sustentar o governo. Não podemos mendigar o apoio. O PMDB que tem que dizer se é governo ou oposição, não pode passar o resto da vida em uma espécie de ambiguidade que lhe permite tudo, ser governo e não ser governo ao mesmo tempo.

JC – Quem vai fazer essa cobrança? O PT tem como fazer essa pergunta?

Fontana – Se eu fosse líder do governo não poderia dizer disso, mas algumas pessoas tem que dizer o que está acontecendo. Espero que o PMDB, por maioria, decida ficar no governo e que efetivamente pactue um modus de convívio. Existe a independência do poder, mas o presidente da Câmara não pode continuar fazendo opções permanentes de oposição.

JC – Nesse cenário qual a possibilidade de votação da reforma política?

Fontana – Temos que fazer a reforma política, o presidente da Câmara vai resistir muito a essa mudança estrutural do financiamento, mas acredito que possa sair. A sociedade está se mobilizando e alguns se perguntarão: será que o parlamento vai ouvir a sociedade? Esse jogo está sendo jogado. Sempre defendi o financiamento público exclusivo para as campanhas, mas para a realidade brasileira defendo a proposta da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) de, primeiramente, estabelecer a proibição total de empresas financiarem eleições e partidos políticos a qualquer tempo, ou seja, dinheiro de empresas zero. Segundo, acolhe-se que pessoas físicas possam colaborar com valores máximos. Terceiro, define tetos que rebaixam profundamente os custos de campanha e isso vai simplificar o marketing eleitoral e quarto criminaliza o uso de caixa dois.

JC – Diante dessa conjuntura como o PT vem para a disputa municipal de 2016? O senhor concorre?

Fontana – A questão principal é fazer um esforço para montarmos uma aliança forte, uma coalizão que represente todo um conjunto de méritos que se acumularam naqueles anos de administração popular em Porto Alegre. É muito importante a recomposição de setores e defendo um esforço para termos o PCdoB, PSB, conversar também com o P-Sol, com outros partidos que estão no governo atual. Desses partidos, aparece o nome da deputada estadual Manuela d’Ávila (PCdoB), que tem uma qualidade enorme, é uma líder política por quem tenho profundo respeito e com quem tenho uma enorme afinidade de posicionamento político. Aparece meu nome, aparece o nome da (deputada federal) Maria do Rosário (PT), e eventualmente poderão aparecer outros. Algum dos grandes líderes da geração anterior à nossa pode se dispor a voltar e concorrer a prefeito seria acolhido com grande apreço. É precipitado falar em nomes, devemos apostar na constituição de uma aliança política sólida, capaz de produzir um programa que empolgue a cidade e que consiga de fato colocar todos em um uma mesma candidatura, preferencialmente. A eleição tem dois turnos, mas é melhor fazermos todo um esforço para uma candidatura única, sem imposições de parte a parte. Não há candidaturas naturais, não há naturalidade pra dizer que quem tem que ser cabeça de chapa é partido A ou partido B, temos que estar abertos a todos os cenários, e quem quer ter apoio tem que estar disposto a apoiar.


“Roubartilhado” de: http://www.henriquefontana.com.br/henriquefontana/imprensa/itemitem_id=2143386

Altas conexões



quinta-feira, 2 de abril de 2015

Associação faz transporte de estudantes a Pelotas



Criada em janeiro deste ano e com inicio das atividades dia 23 de fevereiro, a Associação Estudantil Hervalense, tem por objetivo levar estudantes que residem em Herval para cursos na cidade de Pelotas.

A ideia surgiu pela necessidade dos alunos de Herval ter um meio de transporte para poder se qualificar através do estudo. Com este objetivo foi fundada a Associação, que fez parceria com a Prefeitura Municipal, a qual está destinando, através de convênio, um valor mensal de R$ 2,5 mil.

De acordo com Leandra Vieira, uma das coordenadoras da Associação, pode ser transportada pessoas que estão participando de cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação. “Hoje estamos com uma lotação de 18 pessoas, mas o veículo tem capacidade para 24 lugares e a empresa responsável pode disponibilizar até um veículo maior, dependendo da demanda”, informa Leandra.

O micro-ônibus sai da Praça Central todos os dias às 16h30min, retorna de Pelotas às 23 horas e chega novamente a Herval por volta da 1 hora.

Interessados em fazer parte da Associação, para poder usufruir do transporte, devem procurar Leandra Vieira ou Niara Ávila, no setor de Compras e Transportes da Prefeitura de Herval, ou através do telefone (53) 8434-2482. O valor da mensalidade paga a Associação é de R$ 7,90 e existem diversas categorias de sócios e o valor do transporte é de R$ 275,00, independente do número de vezes na semana que o aluno for utilizar o mesmo.


TEXTO: jornalista Nívea Bilhalva de Oliveira
Publicado originalmente no site da prefeitura: www.herval.rs.gov.br

Arte nas alturas





quarta-feira, 1 de abril de 2015

Pitada filosófica



Momento poético




DEFINITIVO


Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. 

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. 

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. 

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...