O Blog busca retratar coisas da vida interiorana e do meu interior, numa abordagem que mistura reflexão, notícias, riso, poesia, musicalidade, transcedentalidade e outras cositas más. Tudo feito com produções próprias, mas também com a reprodução do pensar ou do sentir dos grandes gênios que o país e a humanidade pariram.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Autorretrato


"Yo" falando ao microfone da rádio Clube de Pedro Osório, em entrevista ao comunicador Gualter Fernando

Presidente da AZONASUL destaca importância do PL para combate ao abigeato

O presidente da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), prefeito do município de Herval, Ildo Sallaberry, destacou durante audiência pública, em Brasília, a importância do Projeto de Lei 6999/2013, de autoria do deputado federal Afonso Hamm (PP), que trata do crime de abigeato e o comércio de carne e outros alimentos sem procedência legal. O evento que debateu sobre o crime de abigeato foi proposto por Hamm e realizado na Comissão de Agricultura.

Durante o evento, Hamm apontou sobre a preocupação no que se refere às perdas econômicas dos produtores (com os roubos e furtos de animais), o abate clandestino e também sobre questões de segurança alimentar e saúde pública, já que a carne sem procedência pode ocasionar diversos riscos à saúde das pessoas.

Na audiência, o presidente da Azonasul argumentou sobre a preocupação dos 23 municípios que integram a entidade em relação aos constantes roubos e furtos de gado na região. Na avaliação de Sallaberry, a proposta legislativa surge como uma resposta às angustias das pessoas lesadas com o crime. “Estamos convictos de que a ideia de penalizar de forma mais rígida os criminosos poderá frear os prejuízos aos criadores dos animais, assim como, para a população em geral, já que se trata de uma questão de segurança alimentar em relação à saúde das pessoas”, disse.

Sallaberry apontou sobre a deficiência que os municípios têm em termos de policiamento e exemplificou que tem delegados que atendem mais de quatro municípios. “Esse tipo de crime está fazendo com que alguns pequenos produtores abandonem suas atividades rurais, devido ao medo que têm de serem vítimas”, lamentou o prefeito ao observar que quando o criminoso vai preso, devido a legislação em vigência, no outro dia já está liberado, colocando novamente em risco às pessoas e também os policiais que o prenderam.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Música para os meus ouvidos

Amo Ana Carolina porque ela canta o que sinto e não sei extravasar pela garganta...




Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes mais palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser...


Nesses tempos que cifrão vale mais que um coração,
ser e sentir é nada ou caminho para cair em armadilhas.

Então, quero muito amor por mim.
Amor de mãe.
Amor da mãe.
Amor de pai.
Amor do pai.
Amor irmão.
Amor de filho.
Amor dos filhos.
Amor de colega.
Amor de amigo.
Amor de gente anônima.
Amor humano.
Amor Divino.
Amor abençoado por Deus.
Amor que curte.
Amor que compartilha.
Amor pela vida.
Amor que dá vida.
Amor que move.
Amor pelo meu próprio mundo.
Amor por esse mundão.
Amor sem nenhum vintém em troca.
Amor que vem e vai.

Sou poço sem fundo e sem fim de amor.
Todavia, a vida anda, dá voltas e ensina.

Enfarei de amor vazio ou de mentira.
Amor de mulher que amarra, amarga e solta
só me fez mal, não creio nem quero nunca mais!


sábado, 24 de maio de 2014

Autorretrato


"Yo", em entrevista para a rádio Nativa, de Piratini

Governo repassa máquinas para atender assentamentos na Região Sul



O Governo do Estado entregou nesta quinta-feira (22), em Piratini, na Região Sul, máquinas das Patrulhas Mecanizadas a serem utilizadas para melhoria das condições de trafegabilidade dos assentamentos de Reforma Agrária. A entrega do maquinário, feita, oficialmente, pelo secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Ronaldo de Oliveira, vai integrar a patrulha que atenderá Piratini e os municípios de Herval, Arroio Grande e Pedro Osório.
A entrega faz parte do convênio firmado com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), através do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e o governo estadual, por meio da SDR. As máquinas vão contemplar os projetos de assentamento estaduais, federais e mistos nestes municípios. Em Piratini, o Termo de Cooperação assinado destina R$ 2 milhões para a Patrulha Mecanizada, referentes a uma escavadeira hidráulica, uma motoniveladora, um trator-esteira e uma retroescavadeira.  
As patrulhas mecanizadas são repassadas aos municípios beneficiários, que disponibilizarão os operadores das máquinas, percentual de combustíveis e lubrificantes para cada patrulha atuar, além de elaborarem projetos e materiais necessários para recuperação das estradas. O levantamento das demandas vai ser realizado pelos representantes das prefeituras, pelos serviços de assistência técnica, assim como por assentados e técnicos da SDR.
De acordo com Ronaldo de Oliveira, está é uma das alternativas que o Governo do Estado encontrou para, junto com governo federal, melhorar a trafegabilidade nos assentamentos e, por consequência, outros fatores, como o acesso a escolas e o melhor escoamento da produção.
Em Piratini, a solenidade foi prestigiada pelo prefeito municipal, Vilson Agnelo, pelo deputado Edgar Pretto (PT), lideranças do MST e outras autoridades municipais e estaduais. Herval também marcou presença nesse ato, sendo representado pelo vice-prefeito Bebeto Perdomo, pelo secretário de Planejamento, Toninho Veleda, e pelo secretário adjunto de Agropecuária, Deomar Schafer (Gordo).
Fase um
Seis regiões do Estado vão ser beneficiadas com as Patrulhas Mecanizadas para atendimento nos assentamentos da reforma agrária. Nesta primeira fase do convênio entre os governos federal e estadual, vão ser repassadas 28 máquinas e equipamentos, num valor de quase R$ 8 milhões. No final do convênio, devem ter sido repassados pela União R$ 18 milhões. O Estado entra com uma contrapartida de R$ 200 mil.
Os recursos são destinados para aquisição de máquinas e equipamentos (motoniveladoras, escavadeiras hidráulica, retro-escavadeira, trator de esteira, rolo compactador, trator agrícola, raspadeira agrícola, caminhões com caçamba, caminhão trator e equipamento para o transporte de máquinas). Eles serão disponibilizados para as regiões de Piratini, Canguçu, Centro, Fronteira, Missões e Metropolitana.

Roger da Rosa – Jornalista


Nem só de pão viverá o homem




sexta-feira, 23 de maio de 2014

Pitada filosófica




Representantes da SDR visitam Herval para criar Comitê Gestor do Água Para Todos



O Programa de Universalização do Acesso e Uso da Água – Água Para Todos, é uma ação do Governo Federal e Estadual, que por meio de convênio entre o Ministério da Integração Nacional e a Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR/RS), promovem a universalização do acesso à água para consumo alimentar das famílias em situação de vulnerabilidade social.

Considerando as condições climáticas do município, com a ocorrência de frequentes estiagens, Herval é um dos municípios selecionados pelas administrações estadual e federal para receber investimentos vultosos em abastecimento de água em assentamentos rurais.

De modo a cumprir todas as etapas exigidas para garantir o início das obras previstas, o secretário adjunto da SDR, Ronaldo Franco de Oliveira, e o responsável pelo Departamento de Desenvolvimento Agrário da citada Secretaria, Leandro Fagundes, estiveram com autoridades de Herval, na tarde de terça-feira (20) para apresentar mais detalhes sobre o projeto e reforçar a necessidade da prefeitura ser um parceiro importante desse investimento, mesmo que os recursos não sejam aplicados através da administração municipal. “Estamos fazendo estas visitas aos municípios beneficiados para manter contato e esclarecer dúvidas, na perspectiva de envolver o poder público e a sociedade civil como parceiros dessa iniciativa fabulosa que pretende ampliar a oferta de água potável na zona rural e melhorar os indicadores de saúde do município”, disse Ronaldo. 

Na oportunidade, o prefeito Ildo Sallaberry falou dos investimentos em redes de abastecimento de água que a prefeitura vem realizando nos assentamentos São Virgílio, Santa Rita III e Cerro Azul, com recursos oriundos do governo federal, através da Funasa. O prefeito ressaltou a importância da iniciativa, porém manifestou preocupação quanto à gestão desse sistema, a partir da entrega das obras, a qual deverá ser feita pelas comunidades beneficiárias por meio de uma Associação. Segundo Sallaberry, “seria importante firmar parceria com o estado, no sentido de tratar esses investimentos como uma coisa só e reunir todos os beneficiários desses projetos na discussão e organização da administração dos sistemas de abastecimento de água a serem instalados nos assentamentos”.

Logo após o encontro no gabinete do prefeito, os representantes da SDR ainda participaram de reunião na Secretaria de Agropecuária e Desenvolvimento. Na ocasião, foi constituído o Comitê Gestor Municipal do Programa Água Para Todos, o qual terá a incumbência de fazer o controle social dos investimentos já assegurados, como também orientar novos investimentos em projetos de abastecimento de água na zona rural do município.

Em seu pronunciamento, o vice-prefeito Bebeto Perdomo, enalteceu a iniciativa e agradeceu a parceria que a SDR vem mantendo com a administração municipal. Ele enumerou uma série de investimentos já realizados pelo governo do estado em Herval ou que deverão acontecer, através da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, tais como a recente doação de uma retroescavadeira para a Secretaria Municipal de Agropecuária e a patrulha mecanizada entregue pelo governador Tarso Genro em Esteio, que deverá ser utilizada para a melhoria de estradas internas e de acesso a assentamentos de Herval, Piratini, Arroio Grande e Pedro Osório.

Ronaldo Franco falou da sua longa relação de trabalho com o Herval e os hervalenses, assim como ressaltou a importância das políticas públicas que vem sendo desenvolvidas pelo governo do estado em parceria com a União e as gestões locais, para fortalecer a principal matriz produtiva do município e região que é a agropecuária. Franco ainda falou sobre a importância da água potável para quem vive no campo, inclusive como medida estratégica para as pessoas se manterem na zona rural e melhorarem sua qualidade de vida. Por fim, ele esclareceu as regras de implantação do programa e da gestão do sistema, sendo que tudo ficará definido num regimento interno, o qual deverá prever a cobrança de uma tarifa a todos os beneficiários do sistema, de modo a assegurar racionalidade no uso da água e também uma fonte de recurso para a manutenção dessa estrutura, como ocorre nas cidades.

Em Herval, quatro assentamentos da reforma agrária serão beneficiados pelo programa, sendo eles: Bamburral, com obras de instalação e perfuração de poço, mais rede de água, no valor total de R$ 567.164,97; Nova Herval, com rede de água, no valor de R$1.529.529,34, Santa Rita de Cássia, com rede de água, no valor de R$ 176.535.86 e Querência I, com instalação e perfuração de poço, no valor de R$ 98.084.47.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Cenas da vida inventada




Obras para mudar a cara da cidade


Herval está a um passo de começar a receber obras de calçamento que deverão mudar a cara da nossa cidade e melhorar a vida dos hervalenses. Ainda faltam vencer algumas etapas em termos técnicos, administrativos e burocráticos, mas tudo deverá dar certo, o que vai representar o maior investimento em calçamento da história do município. Algo para torcer e jogar junto, afinal será um avanço que todos poderão desfrutar ou se orgulhar.
Na última sexta-feira, 16, o prefeito Ildo assinou contrato com a empresa ACPO Ltda. que prevê duas obras de calçamento, ambas originárias de emendas parlamentares do deputado federal Affonso Hamm (PP). A primeira prevê o calçamento da rua Dr. Ferreira, num valor de R$ 258.212,50, com recursos do governo federal, através do Ministério das Cidades. A segunda obra prevê o calçamento das ruas Bonifácio Nunes, Marechal Floriano e Vereadora Maria Gomes Mendes, situadas no bairro Caixa D' Água, num valor de cerca de R$ 397.714,20, provenientes do Ministério das Cidades e com uma pequena contrapartida financeira da prefeitura. As obras ainda aguardam pela liberação dos recursos para terem início, algo que deverá ocorrer brevemente, tendo em vista que a prefeitura já encaminhou a documentação exigida e também porque as obras precisam começar antes da largada da corrida eleitoral.
E não para por aí. O prefeito Ildo Sallaberry determinou máximo empenho ao comando e profissionais das Secretarias de Planejamento e de Administração, a fim de obter aprovação antes do período eleitoral para o início ou pelo menos para a abertura do processo licitatório relativo a outras duas obras. Uma oriunda de emenda do deputado federal Fernando Marroni (PT), que prevê a colocação de pavimentação asfáltica sobre as pedras irregulares existentes nas ruas Borges de Medeiros, XV de Novembro, Guerreiro Vitória e Barão do Aceguá, num investimento de cerca R$ 400 mil. Os recursos tem origem no Ministério das Cidades, sendo que a iniciativa representa algo inédito, visto que Herval ainda não conta com nenhuma rua asfaltada.
A expectativa é até a eleição alcançar a aprovação técnica junto à Caixa Econômica Federal para dar início também ao calçamento da Av. João Dias da Silva, num investimento de cerca de R$ 300 mil, com recursos a serem repassados pelo Ministério do Turismo. Aqui não se trata de emenda parlamentar, como chegou a ser alardeado por alguns. A obra foi conquistada a partir de proposta voluntária cadastrada pela prefeitura no Siconv (Portal de Convênios da União), cabendo destacar o apoio dado pelo deputado federal Eliseu Padilha (PMDB) que trabalhou politicamente em Brasília para assegurar a aprovação da proposta, de modo a atender pedido do vereador Passoca.
No entanto, é preciso destacar ainda a dedicação da equipe da Secretaria de Planejamento, que mesmo num período de férias, trabalhou intensamente para atender todos os requisitos da proposta, dentro do prazo exíguo que foi concedido, uma vez que para ser aprovado pelo Ministério do Turismo o pleito precisava estar adequado em termos técnicos da obra, mas especialmente ter um forte embasamento quanto à finalidade turística da mesma, a qual foi amparada e fundamentada na necessidade de melhorar o acesso ao Parque Aquático, um de nossos mais belos e destacados cartões postais.
Por questões técnicas e burocráticas, o maior volume de investimento em obras de calçamento vai ficar para depois do período eleitoral, porém os recursos já estão garantidos. Trata-se do investimento de R$ 1 milhão que serão destinados ao município pelo governo da Presidenta Dilma por meio do PAC Pavimentação, na modalidade financiamento. Ou seja, não se trata de dinheiro dado de graça, mas sim de um financiamento a juros baratos para calçar várias quadras de ruas no bairro Jango, onde se localiza a população mais pobre e que ao longo do tempo recebeu menores investimentos em termos de infraestrutura.

Juntas as obras pretendidas somam cerca de R$ 2,5 milhões, num investimento fruto do compromisso da administração municipal de melhorar a interligação dos bairros ao centro da cidade, das fortes relações políticas do governo, assim como da política do governo federal de aportar recursos significativos e de forma continuada nos municípios que buscam realizar obras de infraestrutura. Muito já foi feito, mas com tantas e tão importantes realizações a caminho, pode-se dizer que o melhor ainda está por vir!


Prefeito investe mais de R$ 650 mil em calçamento de ruas



Na última sexta-feira (16), o prefeito Ildo Sallaberry assinou contrato com a empresa ACPO Ltda. que prevê duas novas obras de calçamento, ambas oriundas de emendas parlamentares do deputado federal Affonso Hamm (PP).

A primeira obra prevê o calçamento da rua Dr. Ferreira, tendo valor de R$ 258.212,50, oriundos do governo federal, através do Ministério das Cidades. Para segunda obra está previsto no orçamento, o calçamento das ruas Bonifácio Nunes, Marechal Floriano e Vereadora Maria Gomes Mendes, situadas no bairro Caixa D' Água, no valor de 397.714,20, provenientes do Ministério das Cidades e com uma pequena contrapartida financeira da prefeitura.

Durante assinatura dos contratos, Ildo destacou o trabalho do secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Toninho Veleda e da coordenadora de projetos Cristiane D´Avila por superarem todos os processos burocráticos que precisam passar os projetos. “Esta data é muito importante para nós porque a caminhada foi longa, mas conseguimos superar o desafio”.

Aproveitando a presença de diversos secretários do governo e vereadores, Sallaberry anunciou que o vice-prefeito Luiz Alberto Perdomo será o coordenador de todas as obras do município. “É um orgulho muito grande receber esta incumbência, estou disposto a colaborar com a administração para atender as necessidades da comunidade”, destacou Luiz Alberto.

Apesar dos contratos terem sido assinados com a empresa construtora, as obras ainda aguardam pela liberação dos recursos para ter início, algo que deverá ocorrer brevemente, tendo em vista que a prefeitura já encaminhou a documentação exigida e também porque as obras precisam começar antes do início do período eleitoral.

Nívea Bilhalva de Oliveira
Assessora de Imprensa
(53) 8401-5328

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Autorretrato


"Yo", participando da entrega de máquinas em Esteio, com a barba por fazer. Fazer o quê?

Altas conexões




domingo, 18 de maio de 2014

Música para os meus ouvidos


O melhor da vida é de graça e Jeneci canta de um jeito que me faz sentir toda graça de estar vivo. Mais que demais, tudo de bom para os meus ouvidos!



Governador entrega máquinas de programa da SDR para municípios



Na presença de prefeitos e autoridades, o governador Tarso Genro entregou, na última quarta-feira (14), em Esteio, 28 máquinas e equipamentos para a recuperação de estradas, bueiros e construção de açudes em projetos de assentamentos da reforma agrária em 23 municípios, no valor de R$ 7,89 milhões.
A entrega faz parte da primeira fase de um convênio, no valor de R$ 18,2 milhões, sendo R$ 18 milhões na forma de repasse do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e R$ 200 mil de contrapartida do Governo Estado, por meio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento, Pesca e Cooperativismo.
O governador afirmou que a entrega é resultado do fluxo de comunicação com as prefeituras para melhorar a resolutividade das demandas de obras nesses municípios.  "Esta parceria com os governos estadual e federal é de extrema importância para as estradas do interior porque as prefeituras não têm condições de dar o suporte necessário de infraestrutura nessas localidades", disse o prefeito de Piratini, Vilson Agnelo.
Os 28 aparelhos completam seis Patrulhas Mecanizadas, que são compostas de seis retroescavadeiras, seis escavadeiras hidráulicas, seis caminhões, dois tratores de esteira, dois tratores agrícolas, dois caminhões rebocadores, duas caçambas (carrocerias), um rolo compactador e uma camioneta.
As patrulhas serão repassadas aos municípios beneficiários por meio de Termos de Cooperação, e as prefeituras disponibilizarão os operadores das máquinas, o combustível e os lubrificantes. Além disso, deverão elaborar projetos e materiais para a recuperação das estradas, conforme levantamentos de demandas realizados pelos representantes das prefeituras, assistentes técnicos e assentados.
O município de Herval, um dos que contemplados pela iniciativa, estava representado no ato de entrega das patrulhas mecanizadas pelo vice-prefeito Bebeto Perdomo, e pelo secretário de Planejamento, Toninho Veleda. As patrulhas deverão atender os municípios na forma de rodízio, sendo que Herval faz parte do grupo de prefeituras composto ainda por Piratini, Arroio Grande e Pedro Osório. As máquinas seguem inicialmente para Piratini e na sequência serão destinadas para cumprir o plano de trabalho estabelecido pela administração municipal, num trabalho que envolveu as Secretarias de Planejamento e de Obras e Mobilidade Urbana e Rural.
Municípios contemplados:

• Região Sul – Canguçu, Piratini, Herval, Arroio Grande e Pedro Osório
• Região Vale do Rio Pardo - Encruzilhada do Sul
• Região Centro - Júlio de Castilhos e Tupanciretã
• Região Noroeste Colonial - Jóia
• Região da Fronteira Oeste - Santana do Livramento, São Gabriel, São Borja, Itacurubi e Alegrete
• Região das Missões - São Luiz Gonzaga, São Miguel das Missões e Bossoroca
• Região Vale do Jaguari - Capão do Cipó
• Região Metropolitana - Eldorado do Sul e Viamão.
• Região Centro-Sul - Arambaré e Tapes
• Região Vale do Rio dos Sinos - Nova Santa Rita.
Texto: Aline Heberle
Complementos: Toninho Veleda
Edição: Redação Secom
Fonte: site SDR: www.sdr.rs.gov.br/conteudo.php?cod_conteudo=5119&cod_menu=2


sábado, 17 de maio de 2014

Ato político

O contrário da política é a guerra, o confronto violento, a cacicagem, a manipulação, a negociata com aquilo que é público. Portanto, aqueles que acreditam que os problemas e desafios do Brasil serão superados com a ausência ou criminalização da política, estão dando um tiro no pé e fazendo o jogo político dos fantasmas do passado que sempre afastaram o povo do palco das decisões políticas.

Ou seja, ao invés de propor e formular caminhos para uma política melhor, mais palatável e palpável por todos, apostam na política de colocar todos no mesmo saco. Ao invés de jogar no time dos que lutam para aperfeiçoar as regras do jogo político, pura e simplesmente lavam as mãos ou chutam o pau da barraca. Algo que só não é inútil porque reforça o jogo sujo das velhas raposas que sempre fizeram da alienação política ou da despolitização sua principal arma e estratégia para manter, ampliar ou recuperar seus espaços na luta pelo poder.

Temos muitos problemas ou desvios políticos, como em todos os segmentos da sociedade, mas estes não serão resolvidos com moralismos ou revolta. Os problemas da política no país não se resumem a má índole da maioria dos políticos, como bradam alguns. Para avançar na política é preciso descruzar os braços, deixar as simplificações de lado, estar atento para não morder iscas e engrossar o coro daqueles que pedem e trabalham por uma reforma política urgente, séria e profunda. Nosso sistema político é anacrônico e carcomido. Como diz Rui Falcão, presidente nacional do PT, “o Brasil passa por uma profunda transformação social, mas estagnou politicamente, é como um corpo novo numa alma velha”.

Além disso, é preciso não cair na onda de ódio contra a política e as instituições democráticas que vem sendo disseminada pelas vozes do autoritarismo e do retrocesso. Façamos parte do time que faz política para mudar as regras da política e melhorar a vida das pessoas, pois quando a política falha ou se afasta, no lugar da diplomacia e do diálogo, o ser humano precisa resolver as diferenças e disputas de interesses armadas com pedras e paus nas mãos, como nos velhos tempos das cavernas, onde prevalecia a política do mais forte. E só!

É nesse contexto que se insere a análise lúcida e certeira do governador Tarso Genro.

Das advertências que vem de lá
Tarso Genro

No Brasil, hoje, o que está sendo preparado pela grande mídia e pela direita, que é beneficiária conjuntural das suas manipulações, é a intolerância.

 
O colunista Arnaldo Jabor no jornal Estado de São Paulo (06.05), termina uma coluna política da sua lavra,  com o seguinte apelo: "O Brasil está sofrendo uma mutação gravíssima e nossas cabeças também. É preciso tirar do poder esses caras que se julgam 'sujeitos da história'. Até que são mesmo, só que de uma história suja e calamitosa". Este texto foi publicado no curso de uma campanha da mídia tradicional, não somente contra o governo da Presidenta Dilma, mas já combinada com uma campanha contra o Estado e contra os partidos em geral, especialmente contra tudo que cheira esquerda.

Esta cruzada já está contaminando, igualmente,  a suposta isenção da cobertura eleitoral, bem como a importância das eleições presidenciais. Já festejam  que quase 70% dos eleitores não gostariam de votar em 2014. De outra parte, a campanha contra Petrobrás e a favor de uma CPI, como se esta tivesse interesse em investigar corrupção e ilegalidades - de resto já sob análise do MP e da Polícia Federal - alcançou um paroxismo inédito.

Não há mais noticiário político, nas televisões,  com um mínimo de equilíbrio. Aliás,  os informativos tratam, principalmente, de crimes (assassinatos em especial), incêndios de ônibus nas grandes capitais; tratam de deficiências na prestação dos serviços públicos (com fatos singulares, como se fossem característicos das prestações dos serviços estatais); tratam  de pequenas e grandes corrupções, com acompanhamento (para humilhar) do cumprimento da pena do ex-Ministro José Dirceu (já privilegiando a  visita da sua filha!); tratam da impropriedade do BNDES subsidiar investimentos que promovem empregos.

Certamente o fazem  para que esqueçamos um fato já notório, atestado por juristas insuspeitos: Dirceu e Genoíno foram condenados sem provas, depois uma formidável pressão, promovida para desgastar a memória positiva, no meio popular,  dos governos do Presidente Lula.

Nem tudo que é publicado é inverdade ou manipulação. Inclusive sobre a esquerda em geral e sobre o próprio partido que pertenço, como se vê de casos recentes. Mas a grande mensagem que está sendo passada, de forma abrangente e totalitária não é, na verdade, destinada a criticar o sistema político, melhorar a vida interna e os procedimentos dos partidos ou mesmo as instituições públicas do Estado. A grande mensagem é outra e a questão de fundo está contida no texto de Jabor,  que diz com todas as letras: "O Brasil está sofrendo mutação gravíssima e as nossas cabeças também."

À medida que é dado tratamento distorcido ao Governo - seus problemas e suas conquistas -,  à medida que não se contrastam os problemas econômicos e financeiros do país com o cenário da crise global; à medida que é promovida uma propaganda  massiva do privatismo e do antiestatismo - relativizando ou deixando de lado todas as incompetências e corrupções do polo neoliberal,  desde a crise da água em São Paulo até o "mensalão mineiro";  à medida que se omite que a corrupção aparece mais,  porque os nossos Governos instituíram a Controladoria da União e aparelharam os demais órgãos de controle e a própria Polícia Federal; à medida que se coloca  como regra  que os políticos e os partidos,  em geral,  são ineficientes e corruptos, o que está se tratando, meticulosamente, é de promover uma disputa de fundo sobre o futuro. Esta "mutação gravíssima" do Brasil e das "nossas cabeças", como disse Jabor, vai para que direção? É isso que está em disputa e das suas respostas vai ser instituída uma democracia mais, ou menos substantiva, mais, ou menos  receptiva das desigualdades brutais que o nosso país ainda mantém.

Como as políticas de desenvolvimento e as políticas de redistribuição de renda  promoveram a redução das diferenças, internamente ao mundo trabalho  - diminuindo os espaços entre os assalariados de baixa e alta renda -mas não atingiram as desigualdades que ocorrem  na apropriação desigual  entre capital e trabalho (para reduzir a diferença entre  a "renda do capital" e "renda do trabalho"), fica claro que o Brasil, para avançar com mais estabilidade, terá de enfrentar agora um outro conflito: entre a totalidade dos assalariados que querem mais renda e mais Estado social, de um lado e, de outro, o grande capital quer mais "renda", através do sistema financeiro privado, e menos Estado social, com redução dos gastos públicos especialmente na área social.

O artigo de José Luís Fiori, "A miragem mexicana", (Carta Maior, 01.05.14) faz uma síntese perfeita do que está em disputa entre as grandes correntes políticas que incidem sobre as eleições de 2014.  A saber, entre os entusiastas do modelo mexicano, de corte liberal não-intervencionista (depreciadores da capacidade regulatória do Estado) e os que entendem que a capacidade regulatória do Estado pode criar uma sociedade mais coesa ( corrente neo-keinesianista social-democrata), própria para atenuar as brutalidades do capitalismo e abrir à sociedade, perspectivas de emancipação social.

Ressalto esta contradição porque é voluntarista entender,  hoje, que  o debate principal no país é entre socialistas e não socialistas. Esta análise gera divisões artificiais no campo popular e democrático, já que o debate real  foi bem colocado e com intenções muito claras pelo estrategista Jabor:  a mutação gravíssima das "nossas cabeças" embarcará na tolerância do caminho aberto da "tradição da dúvida"  - como diz Maria Rita Khel -,  ou se fixará na a "tradição da certeza".

Ficará com esta visão do caminho único, defendida pelo estrategista Jabor, que querem nos impingir  (de  mais desigualdades, guerras e intolerância),  ou se abrirá para o caminho da utopia democrática, que contém o socialismo ( não como repartidor de carências)  como democracia realizada no seu sentido pleno.

Na verdade, lamentavelmente, a História tem sido sempre "suja e calamitosa"  e ela revela, em todos os campos políticos, não somente as imperfeições humanas, mas também as grandezas, as escolhas morais, as capacidades dos indivíduos se posicionarem nos grandes conflitos sociais e econômicos, de um lado ou de outro. Mas ela também revela a capacidade de cada um escolher o seu desempenho ético,  naquilo que Lukács designou como "centralidade ontológica do presente".

No Brasil, hoje,  o que está sendo preparado pela grande mídia e pela direita - que é beneficiária conjuntural das suas manipulações - é a intolerância, não somente com os movimentos sociais,  com os comunistas ou com o PT, mas sobretudo com a democracia e com as instituições republicanas. Como disse, recentemente, aqui no meu Rio Grande, o líder empresarial  Jorge Gerdau, um dos homens mais ricos do mundo: "Os gaúchos estão felizes, mas por acomodação" (Zero Hora 04. 05). Se o texto não foi editado para prejudicar o entrevistado, o que parece improvável pelo posicionamento político tradicional do referido jornal, Gerdau  quer dizer que aqueles que não forem ricos como ele, não tem  direito à felicidade dentro da democracia. Mesmo que seja num momento de pleno emprego e de funcionamento razoável do Estado Democrático de Direito.

(*) Governador do Rio Grande do Sul
Artigo publicado na Carta Maior 


Rir é o melhor remédio




Pensar é preciso




terça-feira, 13 de maio de 2014

Momento poético



Tu eras também uma pequena folha


Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.

Pablo Neruda

Brigaduuuuuu!!!!!



Maio de 2007. Mais precisamente 13 de maio de 2007. Nesta data, tão marcante na luta pela liberdade no Brasil eu lançava meu olhar indiscreto e dissonante acerca da "terrinha", através das páginas de Um Lugar ao Sul: olhares indiscretos sobre o Herval.

Grato a todos que me apoiaram nessa empreitada e/ou me deram a honra da leitura dos meus escritos. Em breve outros virão!


domingo, 11 de maio de 2014

Pitada filosófica




Ser Cristão é saber amar, ainda que em meio a dor!



Para mim, a escolha de uma religião é assunto de foro íntimo, algo pessoal e intransferível. Por isso, nunca tento converter ninguém para a minha religião e até mesmo evito discutir essa questão.

Religiosidade, no entanto, é assunto irrestrito, inescapável e passível de ser apoiado em bases mais sólidas, muito além das crendices, ritos ou dogmas religiosos.

O fato é que, como anunciou Jesus Cristo, existem muitos por aí dizendo que são Ele, o que mais do que confundir, acaba por infundir teorias e práticas religiosas sectárias e contrárias ao exemplo de amor ensinado e vivido pelo grande Mestre.

“Ninguém vai ao Pai senão por mim”. Cristo não ensinou a escolher essa ou aquela religião, inclusive porque muitas delas nasceram e se sustentam da sede de poder, do ilusionismo, das falsas profecias ou do rancor entre as pessoas ou pontos de vista. Ou seja, são os tiranos ou vendilhões do templo do nosso tempo, e não verdadeiros seguidores do Mestre. O que Cristo pregou e deu o exemplo é que o único caminho para nos tornarmos seres melhores e mais sábios é seguir seus passos de amor e devoção ao próximo, independentemente das convenções ou instituições humanas, especialmente as que afastam ao invés de aproximar de Deus.

Tal episódio se verifica e repete em todas as épocas da humanidade. Não é algo novo e deverá perdurar por muito tempo. O fato é que assim como no passado, é preciso estar atento para não cair na armadilha daqueles que tentam esconder sua má índole ou incapacidade de amar atrás da máscara do Cristianismo. Vejam bem, o que abordo não se aplica aos que tem atitudes anti-Cristãs de forma deliberada ou assumida. Falo dos Cristãos da boca para fora que juram amar Cristo, mas são incapazes de traduzir esse amor em gestos e atitudes concretas em relação a seus semelhantes ou a si próprios.

Esquecem ou ignoram que para seguir Cristo verdadeiramente é preciso amar ao próximo como a nós mesmos, o que implica não fazer a ninguém o que não queremos para nós e ser capaz de se colocar no lugar do outro. É até um insulto ou motivo de descrédito andar com a bíblia debaixo do braço ou badalar o nome de Cristo e fazer exatamente o oposto do que pregam.

Não adianta berrar o nome de Deus ou de Jesus, querer agradá-los com cânticos ou louvores, se as atitudes não estiverem em sintonia com as coisas do Criador. Ou então, imaginar que podem se tornar bons ou melhores apenas orando, louvando ou jejuando da comida, sem colocar a 'mão na massa' ou jejuar dos 'pecados'. O 'Cara lá de cima" até pode permitir que se tenha alguma vitória e conquista temporária em termos materiais como forma de testar, mas se não soubermos ser gratos a Deus e a todos que estão ao redor ou que encontramos pelo caminho, a queda vai ser maior e mais dolorosa que a escalada. O que conta e vale mesmo é aquilo que se sobrepõe e sobrevive a matéria e também aquilo que imprime marcas de amor no mundo.

Deus não é uma fonte dos desejos que existe para atender nossos pedidos e vaidades. Deus também não é como um homem poderoso que procura humilhar, castigar e ser bajulado por seus súditos. Deus é infinitamente bom, soberano e justo e oferece a cada um exatamente segundo suas obras. E não falo de ganhos materiais. A perda ou ganho aqui é de outra natureza e muito mais duradoura que a nossa curta passagem terrena, sendo algo demasiadamente superior à imundície ou os objetos de desejo desse mundo.

O resultado concreto disso é que a religião perde seu verdadeiro sentido, se transformando em mero comércio, mar de oferendas ou culto à bajulação e o egoísmo. Por esta lógica, as escolhas passam a ser obras do acaso e o tom das relações passa a ser o salve-se quem puder ou pagar mais. É como se as pessoas não tivessem mérito, sentimentos ou livre-arbítrio e os erros e mazelas passam a ser atribuídos ao 'diabo', deixando de ser responsabilidade dos indivíduos, com o bem ou mal que isso sempre trás. E não faltam aqueles que tratam os objetos como gente e gente como objetos! E não são poucos os que pensam que tudo que recebem ou alcançam cai do céu, que Deus gosta tanto deles que dá de presente, ao passo que o que perdem ou deixam de ganhar é culpa do 'diabo'! 

Ledo engano! Deus não aceita a inércia, a bajulação, o desamor nem que ganhemos algo em prejuízo de alguém. Sempre que conquistamos algo a custas de outrem nos tornamos devedor, mesmo que não seja algo premeditado. Se o inferno está cheio de boas intenções, ele também está cheio de punhaladas dadas sem a intenção de matar. Resumindo: o que conta é sempre o que se faz, e não o que se diz ou se pretende fazer.

Deus também não espera que a vida se encerre nos estreitos limites da matéria ou da nossa forma de ver e estar no mundo. Portanto, as coisas sempre seguem e avançam, mesmo que fiquemos parados ou quando preferimos andar na contramão. Fomos criados para a eternidade e não será com atitudes vãs, mesquinhas ou contemplativas que haveremos de subir novos degraus em nossa jornada evolutiva.

Procuremos ser Cristãos para além da palavra, fazendo sempre o nosso melhor aos outros e a nós mesmos! Busquemos uma religião, mas procuremos antes e acima de tudo, estar em sintonia com o Alto por meio da mais pura e verdadeira religião que é a prática do bem, da caridade e do amor!

sábado, 10 de maio de 2014

Altas conexões




Ato político

Ou a gente segue mudando com Dilma ou a gente volta para o Brasil que avança para poucos e entrava a vida da grande maioria dos brasileiros. Ou a gente veste a camisa e colhe os muitos frutos dessa Copa ou a gente entra nessa onda de insanidade e deixa de perceber o real sentido do Mundial no Brasil e dos interesses políticos tacanhos e retrógrados daqueles que querem derrotá-lo. Ou a gente cai na real ou a gente embarca na onda turva de manipulações e calúnias pintadas na telinha que nunca esteve do lado das causas nobres desse país. Presta atenção e vai adiante Brasil! Esse é o alerta de Emir Sader e, principalmente, o sentido da Copa do Mundo e do jogo político atual no Brasil.


Qual o sentido das manifestações na Copa?


por Emir Sader


O sentido politico de qualquer fenômeno – uma greve, uma eleição, uma mobilização popular – só é possível de ser captado pela sua inserção na totalidade que o encerra. Até a própria análise da trajetória de um partido - segundo as indicações do Gramsci - não é dado por sua vida interna – que seria uma visão sectária, auto referente -, mas pela relação que esse partido tem com a totalidade da realidade social em que ele está inserido.

Quantas vezes uma reivindicação – justa em si mesma – desata um tipo de conflito que acaba tendo um significado que a transcende totalmente, chegando às vezes a ter o efeito oposto ao desejado originalmente. No final do governo da Luiza Erundina, por exemplo, depois da prefeitura ter perdido a luta para implementar uma reforma tributária socialmente justa, o governo ficou com recursos limitados. Naquele momento se desatou uma luta reivindicativa dos trabalhadores do setor de transporte publico. (Havia ainda a CMTC como empresa pública de transporte).

Os trabalhadores desse setor tinham o melhor salário do Brasil e sabiam que, para aumentá-lo, seria necessário elevar o preço das tarifas, o que penalizaria grande parte da população mais pobre da cidade. Mas a greve foi desatada, a Força Sindical e a CUT a levaram adiante, nenhuma das duas querendo aparecer como comprometida com o governo municipal.

Foi uma greve violenta, que quebrou centenas de ônibus da empresa pública de transporte. Era o ultimo ano do mandato da Erundina. O Maluf se aproveitou do clima criado e aprofundou sua campanha contra o PT, vencendo as eleições. Uma de suas primeiras medidas foi a privatização da CMTC, desaparecendo a principal empresa de transporte público de São Paulo.

Mobilizações atuais em torno da Copa tem que ser analisadas na sua inserção nas lutas politicas mais gerais, para que seja possível entender o seu conteúdo. Podem ter surgido a partir de reivindicações justas – melhoria da saúde e da educação no pais - ainda que de forma equivocada e demagógica, ao passar a ideia de que os investimentos da Copa prejudicavam aqueles das politicas sociais do governo.

Quando passou seu impulso inicial, movimentos que buscam enfrentamentos violentos, sem nenhum compromisso com os avanços que o Brasil vive, passaram a protagonizar o cenário das mobilizações, já com a ideia de que haveria que inviabilizar ou prejudicar ao máximo a Copa no Brasil. As mobilizações ficaram reduzidas a um numero mínimo de participantes, basicamente os que buscavam o enfrentamento violento com a Policia – sempre violenta.

Continuaram a ter espaços na mídia, seja pelas cenas que protagonizavam junto com a policia, seja pelas cenas de destruição de lojas, bancos, bancas de jornais, sinais de paradas de ônibus, entre outros, seja também pelo interesse da oposição de desgastar o governo.

É preciso inserir essas mobilizações nos dois marcos gerais que dão o seu sentido. Primeiro, a campanha eleitoral, em que a oposição – midiática e partidária – joga suas fichas nas possibilidades de desgaste na imagem do governo como reflexo de nova onda de enfrentamentos durante a Copa. A oposição apoia – por editoriais, destaques na mídia, colunistas inefáveis da direita e da extrema direita – as manifestações, consciente de que não se trata de apoiar as reivindicações. Ao contrario, os candidatos da oposição acenam com duros ajustes contra os recursos para politicas sociais, caso chegassem a ganhar. Mas apostam no desgaste do governo no processo eleitoral. Esse o primeiro sentido das manifestações atualmente: favorecer as candidaturas da direita contra o governo.

O segundo marco em que devem ser inseridas as manifestações é a campanha internacional contra o Brasil. Não é contra o Brasil das injustiças e das desigualdades sociais. Ao contrário, é uma campanha contra o Brasil do Lula, do governo que lançou o maior programa de combate às injustiças e às desigualdades sociais no Brasil.

Não por acaso essa campanha é protagonizada pelos órgãos mais renomados da direita internacional – Financial Times, The Economist, El Pais -, justamente os que sentiram incomodados pela imagem que foi projetada no Brasil recente – o de país que luta contra a miséria, a pobreza, a exclusão social e que lança ao mundo o desafio de terminar com a fome. A de país que, ao invés de se somar às politicas imperiais dos EUA, trabalha pela integração regional e intensifica os intercâmbios Sul-Sul no mundo. A de um país que reagiu frente à crise no centro do capitalismo não como a Europa fez mas, ao contrário, dando o exemplo de que é possível resistir a ela, com a ativação do papel do Estado e da distribuição de renda.

É este o país que é atacado sistematicamente na mídia internacional - e reproduzido aqui pela mídia subserviente -, com mentiras como a do Ministério de Relações Exteriores da Alemanha, de afirmar que somos “um país de alto risco”, contrastando com a realidade concreta e com a expansão dos investimentos de empresas desse país no Brasil.

Ou com calúnias puras e simples como a desaparição de crianças em Fortaleza como forma de limpeza social para a Copa ou a da noticia de que 25 das policias dos 27 estados brasileiros estariam em greve e ameaçariam parar durante a Copa. Ou mentiras ainda mais deslavadas, que só tem a finalidade de desconstruir a imagem – incomoda para o neoliberalismo e para a politica norte-americana no mundo – de que o Brasil se soma aos países que lutam pela construção de uma alternativa ao neoliberalismo e por um mundo multipolar, de resolução pacifica e politica dos conflitos, ao invés das intervenções militares.

É nesse marco geral – das eleições brasileiras e do interesse dos candidatos de direita e da campanha contra a imagem do Brasil do Lula – que se inserem as manifestações programadas durante a Copa. Basta algumas dezenas de pessoas com formas de armamento e a atitude violenta da polícia, para que os enfrentamentos existam e contarão com o beneplácito da mídia internacional, com suas câmaras e maquinas fotográficas atentas.

Por essa razão que está correta a posição do João Pedro Stedile e do Lula, entre outros, de considerarem negativo o aproveitamento oportunista da Copa para terem o brilhareco de 15 segundos, que tem um sentido político geral negativo e não leva a nada, tanto assim que, passada a Copa, os efeitos s'p podem ser um eventual desgaste do governo favorecendo os candidatos da direita e um eventual enfraquecimento da imagem positiva que o Lula projetou no mundo, favorecendo as forças internacionais de direita. O sentido politico das manifestações é esse.


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