O Blog busca retratar coisas da vida interiorana e do meu interior, numa abordagem que mistura reflexão, notícias, riso, poesia, musicalidade, transcedentalidade e outras cositas más. Tudo feito com produções próprias, mas também com a reprodução do pensar ou do sentir dos grandes gênios que o país e a humanidade pariram.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Cenas da vida inventada




Altas conexões




Prefeitura de Herval reapresenta demandas ao Incra



Em reunião realizada quinta-feira, 23, em Porto Alegre, representantes da administração municipal reapresentaram ao Incra solicitação para que este órgão do governo federal disponibilize ao município recursos com vistas a aquisição de óleo diesel para manutenção de estradas nos assentamentos, como também a recuperação de duas pontes em estradas internas dos assentamentos São Virgílio e Querência I.

O pedido já havia sido apresentado no início do ano pelo então prefeito em exercício Bebeto e pelo Secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Toninho Veleda. Na ocasião, a demanda foi entregue diretamente ao Superintendente Regional do Incra no RS, Roberto Ramos, porém como o orçamento federal se encontrava pendente de aprovação do Congresso naquele momento, apesar da reposta positiva do Incra, não fora possível atender o pleito da prefeitura imediatamente.

Na semana passada, o vice-prefeito Bebeto, acompanhado do Secretário Toninho, voltaram a bater nas portas do Incra. Desta feita, foram recebidos pelo engenheiro civil Clodoir Silva. Segundo Clodoir, neste momento, as questões que impediram o atendimento dos pedidos feitos anteriormente estão superadas e a compra do combustível deverá ser autorizada. No entanto, como a prefeitura possui um convênio para melhoria de estradas que se encontra em fase de execução, será preciso apresentar um plano de trabalho específico e detalhado sobre as ações pretendidas, que demonstre que sua finalidade é distinta do convênio ora em andamento.

Em relação ao pedido de recuperação das pontes, ficou acertado que o Incra deverá ir em busca dos recursos necessários, porém a administração do município terá a responsabilidade de providenciar a elaboração dos respectivos projetos técnicos para viabilizar tal intento.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Momento poético



Ato político



“Ato político” evoca a análise lúcida e pertinente de Marcelo Danéris. É bom lembrar que as forças oposicionistas e a grande mídia, antes da posse de Tarso, na tentativa de desiludir os gaúchos e gaúchos quanto à possibilidade de qualquer mudança no RS, alardeavam que nosso estado era ingovernável. Pois agora, eles tentam passar a ideia que nada foi feito, o que além de negar o importante trabalho do atual governo para tornar o RS "governável”, serve como principal argumento dos mesmos que esgualeparam a máquina pública gaúcha em sua busca por retomar as rédeas do Palácio Piratini.


ACREDITAMOS NO RIO GRANDE

*Marcelo Danéris


Quando dezenas de taxistas protestaram em frente a casa do governador de madrugada e este os recebe, percebemos que algo mudou no Rio Grande: o diálogo entre governo e sociedade. O Conselhão, o OP, o Gabinete Digital, dos Prefeitos e as interiorizações são alguns bons exemplos disso.

Quando mais de três mil policiais são contratados, novos presídios construídos, mil viaturas adquiridas, a saúde recebe 12% do orçamento, escolas de lata são desativadas, 5.500 professores nomeados, os reajustes chegam a 76% e ninguém recebe menos que o Piso do Magistério, podemos dizer que algo está mudando: a atenção às políticas públicas essenciais.

Quando, em pouco mais de dois anos, a atração de investimentos privados supera R$ 30 bilhões, temos um novo Fundopem, o Plano Safra Gaúcho, Simples Gaúcho, Política Industrial e Programas de Microcrédito, Irrigação, e conquistamos mais de R$ 20 bilhões em investimentos públicos para energia, saneamento e estradas, algo está mudando: o papel do Estado como indutor do desenvolvimento.

Quando problemas históricos, como a RS-010, RS-118, acessos municipais, pedágios, começam a ser destravados, junto à Presidenta Dilma são garantidos recursos da dívida com a CEEE, para as BRs, segunda ponte do Guaíba, aeroportos, Metrô, Copa do Mundo, e é estabelecida uma nova política de relações internacionais com diversos países nos campos econômicos, tecnológico e educacional, notamos que algo esta mudando: estamos de frente para o Brasil e para o mundo.

Quando o RS Mais Igual, juntamente com o Brasil Carinhoso, amplia de R$ 70 para R$ 100 a renda de 60 mil famílias com crianças de zero a seis anos, recuperamos o Piso Regional, criamos a Patrulha Maria da Penha, a Balada Segura, algo muito importante está mudando: o cuidado com quem mais precisa.

Quando são encaminhadas soluções estruturais para a Previdência, como o Fundo de Capitalização e alteração de alíquota, e para a reestruturação da dívida, com redução de juros e do índice de correção, e ainda, salários e condições de trabalho dos servidores são recuperados juntamente com a reorganização da gestão pública, através da Sala de Gestão, AGDI, EGR, é possível dizer que algo está mudando: a coragem para enfrentar problemas estruturais históricos das finanças do estado e para recuperar suas funções públicas.

Quando descobrimos que somos o segundo melhor estado brasileiro em geração de emprego, o quarto melhor para investir, segundo a The Economist, e as perspectivas para 2013 são de crescimento superior a 5% do PIB, com uma grande safra agrícola e recuperação da indústria, devemos reconhecer que algo não mudou: a capacidade trabalhadora e empreendedora da nossa gente.

Sabemos que muitos ainda são os desafios para retomar o desenvolvimento do estado e iniciar um círculo virtuoso de crescimento econômico com inclusão social ambientalmente sustentáveis, mas, com o esforço do governo estadual, a parceria do governo federal e a força do nosso povo, acreditamos no Rio Grande.


*Secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES-RS)

Representantes da prefeitura de Herval visitam Marcelo Danéris



O Secretário-Executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do RS (CDES-RS), Marcelo Danéris, recebeu na última quinta-feira, 23, a visita do vice-prefeito Bebeto e do Secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Toninho Veleda.

Na ocasião, as autoridades municipais elogiaram o trabalho da administração estadual para recuperar as principais funções do estado, que antes estavam paralisadas e, ao mesmo tempo, aprofundar a democracia, promovendo a ampliação da participação popular e das representações políticas e sociais como estratégia para a retomada do desenvolvimento no RS.

Segundo Bebeto, Herval tem a expectativa de alcançar novas conquistas em termos de infraestrutura e de melhoria da qualidade de vida da população, graças aos projetos dos governos federal e estadual que devem chegar ao município, como também ao esforço da administração municipal para se habilitar a esses projetos e manter a organização administrativa estabelecida pelo prefeito Ildo Sallaberry.

A visita teve como objetivo também, solicitar o apoio do Secretário Danéris e sua equipe para agilizar a execução de pleitos e projetos da prefeitura junto a gestão do governador Tarso Genro.

Também participou da reunião o chefe de gabinete de Danéris, o pelotense, ex-secretário de Turismo, Indústria e Comércio de São Lourenço do Sul e ex-chefe de gabinete do deputado federal Henrique Fontana, Zelmute Marten.


Pitada filosófica




segunda-feira, 27 de maio de 2013

Casa Civil recebe demandas da prefeitura de Herval



A Secretaria Adjunta da Casa Civil, Mari Perusso, recebeu em seu gabinete no Palácio Piratini na última quarta-feira, 22, a visita do vice-prefeito Bebeto e do Secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Toninho Veleda. A reunião teve como objetivo buscar o apoio de Perusso para acelerar a tramitação de pleitos e projetos da administração municipal junto ao governo do estado.

De acordo com Bebeto, Herval está fazendo sua parte em termos administrativos, mas para os projetos se transformarem em realizações, a política precisa andar lado a lado com o trabalho técnico. Temos a previsão de um volume significativo de investimentos no município oriundos da gestão estadual, porém para que isso ocorra é preciso manter as coisas em dia administrativamente, sem abrir mão das boas relações políticas, sendo que Mari Perusso, além de exercer um papel estratégico, se configura numa grande parceira do nosso município.

Entre as demandas encaminhadas, está o pedido de agilidade no processo de licenciamento ambiental do loteamento residencial José Ruy da Costa Lemos, o pagamento de projetos já aprovados e a conclusão do projeto executivo em elaboração pela Corsan, no prazo de até 30 dias, permitindo o início do investimento superior a R$ 1,5 milhões, através da Funasa, na construção de rede coletora e estação de tratamento de esgoto nos bairros Jango e Pilão.


Rir é o melhor remédio





sexta-feira, 24 de maio de 2013

Vice-prefeito de Herval visita SDR


Nesta quinta-feira (23), o vice-prefeito do município de Herval, Luiz Alberto Perdomo esteve na sede da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), onde foi recebido na Diretoria Geral da Secretaria. A visita serviu para o representante do executivo municipal se inteirar do andamento da execução do convênio firmado através da Secretaria, com a finalidade da construção de nove microaçudes no município. O vice-prefeito estava acompanhado do Secretário de Planejamento do município, Luiz Antonio Veleda.
Na oportunidade, os representantes da administração municipal receberam de Luciele Andretti a informação sobre a liberação de cerca de 67 mil reais para a realização das obras e que o município, a partir desta data,  poderia providenciar a abertura do respectivo processo licitatório.

Fonte: assessoria de imprensa SDR

Prefeito de Herval apresenta reivindicações



O prefeito de Herval, Ildo Roberto Lemos Sallaberry, esteve reunido na tarde de quarta-feira, dia 22, com o diretor-presidente da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), Tarcisio Zimmermann, para apresentar reivindicações visando a melhoria dos sistemas de água e esgotos do município. A primeira reivindicação do prefeito diz respeito ao projeto de esgotos sanitários que está sendo elaborado pela Corsan, recebendo a informação que dentro de noventa dias estarão concluídos os estudos para implantação do esgotamento nos bairros Jango e Pilão. Para execução das obras, previstas no segundo semestre, o município tem garantido R$ 1 milhão da Funasa, sendo outra parte dos recursos provenientes da Corsan.
A situação do tratamento da água da Vila Basílio também foi debatida, sendo acertado que a regional da Corsan dará apoio técnico para o treinamento da comunidade.  Sobre os trabalhos de substituição de redes, o prefeito recebeu a informação que a Corsan está cumprindo o que foi acertado no contrato renovado, com a troca de 10% por ano. Para que a Corsan possa substituir as redes antigas, priorizando onde a Prefeitura fará a repavimentação, ficou acertado que o município informará com antecedência as vias onde os trabalhos serão realizados. Por fim o prefeito solicitou que o escritório local passe à condição de unidade polo, passando a ter uma chefia local. O presidente Zimmermann prometeu avaliar a questão.
Também presentes o vice-prefeito Luiz Alberto Perdomo, o secretário de Planejamento, Projeto e Meio Ambiente, Luiz Antonio Veleda e o superintendente de Relações Institucionais da Corsan, André Finamor.

Fonte: assessoria de imprensa da Corsan


Planejamento entrega relatório aos vereadores



Em reunião realizada terça-feira, 21, o Secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Toninho Veleda, fez um relato aos vereadores da base de sustentação de governo no legislativo sobre os projetos da administração do prefeito Ildo Sallaberry que se encontram na fase de execução ou aguardam pela aprovação ou liberação dos recursos dos governos federal e estadual para saírem do papel.

No encontro, realizado no gabinete do presidente do legislativo, vereador João Bosco Paiva, o Secretário ainda entregou um documento, contendo informações detalhadas sobre a situação de cada projeto e os valores previstos em cada um deles.

Os vereadores elogiaram a iniciativa e argumentaram sobre a importância da mesma, uma vez que tais informações são indispensáveis não apenas para a defesa da administração, como também para informar a população. Segundo João Bosco, se pelo menos metade dos projetos previstos for executada, Herval dará um grande salto nos próximos anos em termos de infraestrutura e melhoria da qualidade de vida da população.

De acordo com Toninho, os vereadores são peça fundamental para auxiliar no cumprimento do programa do atual governo, na concretização dos projetos prioritários, para afirmar o conceito do governo perante a sociedade, assim como no trabalho político de aprovação de projetos, captação de recursos ou mesmo no planejamento estratégico da gestão. Nesse sentido, é importante que os vereadores se apropriem cada vez mais daquilo que o governo projeta e realiza.

Ainda de acordo com Toninho, outra contribuição da Secretaria de Planejamento para fortalecer e ampliar a relação do executivo com sua base de sustentação no legislativo está na presença do Secretário Adjunto de Planejamento, Chico Gonçalves, em todas as sessões legislativas, com o objetivo de levar informações e acompanhar diretamente as principais reivindicações e propostas dos vereadores em relação ao governo.

Também participaram da reunião o vice-prefeito Bebeto e o Secretário Adjunto de Planejamento Chico Gonçalves.


terça-feira, 21 de maio de 2013

Momento poético




Aninha e suas pedras


Não te deixes destruir…
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.



quarta-feira, 15 de maio de 2013

Secretaria começa Controle Populacional de Cães


A Prefeitura Municipal de Herval, através da Secretaria Agropecuária e Desenvolvimento, deu inicio há poucos dias nas atividades relacionadas ao Projeto de Controle Populacional de Cães residentes no município.

Os cadastros estão sendo feitos na sede da Secretaria e as informações referentes ao projeto são prestadas no próprio órgão responsável pelo serviço.

De acordo com o responsável técnico pelo Projeto, médico veterinário Paulo César Gomes Pereira, o proprietário interessado deverá realizar um cadastro e efetuar o pagamento de uma taxa no valor de R$ 24,33. Ainda segundo ele, serão anotados os dados do animal e as informações serão armazenadas juntamente com um termo de responsabilidade. Paulo esclarece ainda que o projeto abrange apenas a espécie canina, machos e fêmeas, e os proprietários devem ser domiciliados no município.

Segundo o Secretário Fernando Silveira, a iniciativa representa a concretização de algo muito aguardado. Conforme o Secretário, o controle da população canina é importante não apenas para o bem-estar do animal, mas como medida que deverá repercutir positivamente na saúde e segurança dos hervalenses, assim como na própria limpeza urbana.


Música para os meus ouvidos

Nei Lisboa não tem igual...



Ato político



Reforma política não é golpe, por José Dirceu


Volto ao complexo e controverso tema da reforma política para, desta vez, rebater as críticas feitas pelo ex-governador José Serra à proposta defendida pelo PT, elaborada pelo relator do principal projeto sobre o assunto na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS). A ofensiva foi feita em artigo do tucano publicado recentemente no jornal Estadão.

Primeiro, é preciso dizer que tais críticas seriam bem-vindas se, na contrapartida, trouxessem alternativas para os principais itens que defendemos, como o financiamento público das campanhas eleitorais, o voto em lista flexível e o fim das coligações proporcionais, dentre outros que visam valorizar o embate programático em detrimento do poder econômico e de arranjos casuístas nas eleições. Mas, objetivam apenas  desqualificar nossas propostas, classificando-as do início ao fim de “golpistas”.

O ex-governador estranhamente diz em seu texto que o PT pretendia "enfiar a reforma goela abaixo do país", já que não houve debate a respeito. Como não, se a reforma está em discussão no Congresso há mais de 15 anos e se o projeto apresentado pelo PT é fruto de amplas discussões com diferentes setores da sociedade?

O presidenciável critica de forma contundente a ideia do financiamento público exclusivo de campanha, sob o argumento falacioso, e também já bastante ultrapassado, de que ela oneraria o cidadão. Como bem colocou o deputado Fontana em resposta na Internet, Serra deveria esclarecer à população que hoje ela já paga pelos recursos das campanhas bilionárias que o projeto do PT visa baratear.

Os números evidenciam o crescente peso do poder econômico nas campanhas eleitorais. Em 2002, os gastos declarados por partidos e candidatos nas campanhas para deputado federal alcançaram R$ 189,6 milhões; em 2010, esse valor chegou ao montante de R$ 908,2 milhões, um crescimento de 479% em oito anos. Com maior intensidade, os gastos declarados nas campanhas presidenciais passaram de R$ 94 milhões, em 2002, para R$ 590 milhões, em 2010, um crescimento de 628% em oito anos.

Além disso, não há dúvidas de que o investimento feito pelos grandes financiadores nas eleições é cobrado tanto na exigência de relações privilegiadas, quanto no preço final de obras que são pagas com os recursos do contribuinte. Esse, sim, é o grande golpe praticado pelo modelo vigente.

Embora José Serra diga que "uma reforma política de verdade procuraria aperfeiçoar o mecanismo de representação, aproximando mais o eleito do eleitor", nega-se a enxergar que, no sistema atual, apenas os candidatos que contam com generoso apoio de empresas privadas têm chances efetivas de vencer uma eleição, o que exclui do páreo eleitoral muitos líderes populares, incapazes de competir com campanhas milionárias.

Por fim, depois de defender ao longo do texto a continuidade do financiamento da democracia brasileira pelos grandes grupos econômicos, o tucano apresenta sua única proposta de reforma política -- o voto distrital -- que, conforme podemos perceber pelos exemplos vindos de fora, transforma a eleição em uma disputa entre dois nomes, diminuindo o papel dos partidos e das propostas.

Como frisou Fontana, esse debate não é propriedade de nenhum partido e os problemas do nosso modelo de financiamento aparecerão com força revigorada nas eleições de 2014, se nada for mudado. Assim, ganharemos todos se, ao invés de desqualificarem as propostas em discussão, os líderes políticos realmente interessados em tornar o sistema político mais justo e democrático se unirem para encontrar uma maneira mais adequada para financiar as campanhas eleitorais no Brasil.

Outra saída, caso o Congresso não consiga entendimento para votar as atuais propostas, é a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva para a realização da reforma política, ou ainda de um plebiscito através do qual a população seja consultada sobre os pontos mais prementes dessas mudanças. São propostas para não deixar a reforma política, mais uma vez, sem desfecho, como desejam aqueles a quem só interessa manter tudo como está.

(José Dirceu, 67, advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT)
Artigo publicado no Blog do Noblat em 26/04/2013

terça-feira, 14 de maio de 2013

Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser... 


As palavras que ora escrevo podem ser minhas últimas palavras.
O presente contato deve ser meu último sinal de vida...

Estou farto de mim, de ti, de tudo!

Dei até o que eu não tive e recebi muitos não e nada em troca.
Ofereci meu melhor pedaço, mas não foi o suficiente para
conter tua a mania de fatiar-me em mil pedaços.

Abracei-te por inteiro, com perdas e ganhos, pros e contra.
O tanto que fiz, entretanto, foi pouco para matar tua sede
e saciar teus sonhos que sufocam e roubam meu espaço.

Estou abandonando o barco para não naufragar ainda mais na nau do amor!
Estou pulando fora de nós para não terminar desistindo de mim!


Altas conexões



segunda-feira, 13 de maio de 2013

Há 6 anos!

Lá se vão 6 anos do lançamento do meu livro: Um lugar ao Sul, olhares indiscretos sobre o Herval. Até parece que foi ontem!!!

Se Deus quiser e a inspiração não faltar, o primeiro de outros que estão por vir...




Arte nas alturas



domingo, 12 de maio de 2013

Feliz Dia das Mães!!!


Feliz Dia das Mães a todas as mães de sangue, alma e coração. A todas as mulheres que mutilam seus corpos para gerar vidas e modificam seu espírito para guiar filhos e filhas pelos bons caminhos do mundo.

Parabéns também a todos os pais que desempenham o papel de mãe (são raros mas existem!) ou que, de tão presentes, acabam exalando ares maternais (são poucos, mas também se encontra) nas crias que ajudaram a trazer a este planeta de durezas e alegrias.

Pitada filosófica



sexta-feira, 10 de maio de 2013

Versos del alma gautia

"Versos del alma gautia" ressurge para trazer à tona a voz inconfundível e (e) terna de César Passarinho...




Catando estórias




Fábula: A Raposa e a Cegonha


A Raposa convidou a Cegonha para jantar e lhe serviu sopa em um prato raso.

- Você não está gostando de minha sopa? - Perguntou, enquanto a cegonha bicava o líquido sem sucesso.

- Como posso gostar? - A Cegonha respondeu. vendo a Raposa lamber a sopa que lhe pareceu deliciosa.

Dias depois foi a vez da cegonha convidar a Raposa para comer na beira da Lagoa, serviu então a sopa num jarro largo embaixo e estreito em cima.

- Hummmm, deliciosa! - Exclamou a Cegonha, enfiando o comprido bico pelo gargalo - Você não acha?

A Raposa não achava nada nem podia achar, pois seu focinho não passava pelo gargalo estreito do jarro. Tentou mais uma ou duas vezes e se despediu de mau humor, achando que por algum motivo aquilo não era nada engraçado.

MORAL: às vezes recebemos na mesma moeda por tudo aquilo que fazemos.


quinta-feira, 9 de maio de 2013

Coisas de casa


Estreia hoje no blog do Toninho "Coisas de casa". Um espaço para revelar cenas tipicamente caseiras da vidinha tão minha e dos meus; de agora ou das antigas...

Dona Enilda: sabe tudo de churrasco!

Rir é o melhor remédio




terça-feira, 7 de maio de 2013

Música para os meus ouvidos

Gratidão é um dos sentimentos mais belos e humanos, apesar de toda desumanidade e ingratidão que há no mundo. Nesta e em todas as épocas da humanidade.

Mesmo assim, é importante seguir sendo grato e dando motivos para as pessoas de boa-fé e alma pura serem gratas aos nossos gestos singelos e parcos de gentiliza ou bondade.

E para celebrar a gratidão, nada melhor que o som animado e bom de Zeca Pagodinho...





domingo, 5 de maio de 2013

Autorretrato

Turma reunida no frio da noite de ontem para festejar o niver do amigo "Pastel"

sábado, 4 de maio de 2013

Altas conexões



Deputado Marcon destina mais uma emenda ao município



A patrulha agrícola da administração que atende aos pequenos produtores rurais, por meio da Secretaria de Agropecuária e Desenvolvimento, deverá receber reforço com a compra de mais um trator, a partir da liberação dos recursos do governo federal, prevista para ocorrer no início do próximo ano, através de emenda no orçamento da União no valor de R$ 100 mil de iniciativa do deputado federal Dionilso Marcon – PT.

O anúncio foi feito ao prefeito Ildo Sallaberry no início da tarde de ontem (03), por Benhur Freitas, assessor em Brasília do deputado autor da emenda, em reunião que contou com a presença de representantes do MST, do Secretário de Agropecuária, Fernando Silveira, do Secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Toninho Veleda, da Secretária de Assuntos Jurídicos, Denise Silveira, da coordenadora de projetos da prefeitura, Cristiane D’Ávila, e do vereador Valmir Miliorança, mais conhecido por Cachaço.

Benhur lembrou que em 2012 a prefeitura já recebeu recursos para a compra de um trator, a partir de uma emenda de Marcon. Segundo ele, as emendas do deputado são destinadas aos municípios a partir da indicação da base social e política do parlamentar, feita através de assembleias realizadas em todas as regiões do estado. Nesse sentido, ele destaca que assim como a anterior, a emenda atual foi definida atendendo a indicação feita pelos representantes do MST e do Secretário Adjunto de Agropecuária do município, Deomar Schafer, os quais participaram dos debates do mandato sobre as emendas.


O prefeito Ildo Sallaberry agradeceu a iniciativa e destacou a importância desse investimento, porém apelou para que as próximas emendas do parlamentar petista tenham um valor maior que os atuais R$ 100 mil, tendo em vista as carências do município e a grande representatividade do mandato de Marcon no âmbito local, sobretudo pelo grande número de assentamentos existentes em Herval.

Em resposta ao pedido feito pelos representantes do MST para que o trator a ser adquirido seja transferido para o gerenciamento direto dos produtores, Sallaberry defendeu que tal medida dependeria das associações estarem devidamente organizadas em termos legais e de gestão. Além disso, segundo o prefeito, as máquinas da patrulha agrícola são gerenciadas com toda a transparência, com o acompanhamento direto e permanente do Conselho de Desenvolvimento Rural. Ele destacou ainda que apesar dos limites e dificuldades, a patrulha agrícola já atende a todos os pequenos produtores do município, dentro e fora dos assentamentos, de acordo com critérios estabelecidos com a participação dos próprios beneficiários, sem discriminar ninguém nem criar favorecimentos.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Nem só de pão viverá o homem




Ato Político



Tarso Genro: sempre com os pés no chão e enxergando longe!

Uma colaboração nossa para combater a crise: a europeia

O esforço feito pelas agências financeiras privadas para promover o aumento dos juros, através do controle seletivo da informação – via colunistas financeiros, editorialistas convictos ou devidamente convencidos, cronistas políticos que repetem a “voz do dono”, para lembrar o velho selo da RCA Victor – configurou-se como uma profecia autorealizada. O medo comum da inflação e a constatação da demora, na retomada de taxas de crescimento mais altas – proveniente das pessoas de boa fé – também ajudou a criar o clima para a realização da “profecia”.
Quero arriscar um palpite sobre porque as taxas de juro subiram e assim geraram um novo crescimento da dívida pública que, de uma parte, agradou as “agências de risco” e o sistema financeiro privado, em geral, e, de outra, brindou a oposição neoliberal com argumentos contra a gestão financeira do Governo da Presidenta Dilma, embora a decisão fosse de responsabilidade exclusiva do Banco Central.
Como é sabido, na crise infernal em que está metida a União Européia, os “socorros” em curso, de bilhões e bilhões de euros, estão sendo dirigidos não para recuperar as empresas antes produtivas, que empregavam milhões de trabalhadores, mas para recapitalizar os bancos. Os recurso também estão sendo repassados aos governos, mas para eles pagarem os bancos, não para investimentos do Estado. Esta política anti-crise está combinada com as demissões de servidores públicos, extinção de direitos, redução drástica da proteção social e sucateamento de médias e pequenas empresas. Na Espanha, 400 mil delas já foram fechadas ou informalizadas.
O sistema financeiro privado europeu, em consequência, não vai utilizar o dinheiro novo, é obvio, para dotar os Estados europeus mais débeis de meios para investir em programas de desenvolvimento econômico e social. Nem vai usar os recursos novos para financiar a retomada da indústria em crise, porque bancos não emprestam sem garantias plenas de retorno. Qual o destino, então, do dinheiro “novo”? A resposta parece óbvia: financiamento da dívida dos países mais sadios, economicamente, – em crescimento ou em vias de retomar o crescimento – que precisam rolar suas dívidas de maneira serena, para não desestabilizar a confiança dos investidores externos e internos. Especulação.
Como a grande massa deste dinheiro “novo” vem para este financiamento, o aumento da taxa de juros torna os nossos papéis, no mercado financeiro global, mais rentáveis e atraentes (para os bancos que os comprarem), o que resulta em repassar mais recursos do nosso país para o sistema financeiro utilizar, a seu gosto, na crise européia. Como conseqüência, o “temor da inflação” – meticulosamente alardeado a partir da síndrome do tomate – pelo aumento da taxa de juros, desdobra-se numa drenagem de mais recursos nacionais para o sistema financeiro manobrar, na Europa capitalista em crise.
É fácil constatar que ocorreu um movimento político, apoiado pelos meios de comunicação dominantes na mídia nacional, para forçar uma situação de apreensão com o processo inflacionário e assim estimular o aumento da taxa de juros, remédio preferido de dez, entre dez economistas “liberais”, que são ouvidos como “especialistas” em dar conselhos a governos quando estão na oposição, mas foram um fracasso rotundo quando tiveram algum tipo de influência em decisões econômicas governamentais. Nove, entre dez deles, hoje, são executivos de grandes bancos ou trabalham para agências financeiras privadas, como consultores ou gerentes.
Os recursos que se vão, com o aumento dos juros, sequer são para mitigar a situação de desespero dos gregos, espanhóis, cipriotas, portugueses ou trabalhadores dos países atingidos pela crise, mas passam a integrar a engrenagem da rentabilidade dos bancos, que comandam – junto com a sra. Merkel – as desastradas políticas anti-crise da UE. É a engrenagem da derrota final da social-democracia sem fundos, que entregou a gestão do Estado ao capital financeiro credor.
O aumento da taxa juros estabelece, portanto, uma solidariedade objetiva da economia brasileira com as políticas recessivas anti-crise da União Européia, conseguida através de uma articulação política do sistema financeiro global: o aumento da taxa de juros transfere um adicional de recursos, que será diretamente manipulado pelo sistema, para ajudá-lo a gerir a crise européia nos mesmos moldes em que a mesma vem sendo enfrentada.
Fomos colocados, portanto, sob a mesma orientação dos países “pressionados” (ou tutelados) – tutela que o Banco Central incorporou – pela gloriosa “Tróika”, que gerencia as reformas que devastam as condições de vida das classes trabalhadoras e das classes médias na Europa. O aumento da taxa de juros, que aparentemente é uma forma de proteger o país da inflação, como inclusive acreditam algumas pessoas de boa fé, pode gerar um novo ciclo de apreensão inflacionária no país, que não revertido, sacrificará novamente as nossas taxas de crescimento, o que já nos custou demasiadamente caro numa outra era.
O Brasil tem reservas para enfrentar os ataques que ainda virão, contra a nossa moeda. O componente principal da globalização financeira é a socialização dos prejuízos, que ataca tanto os direitos das camadas mais débeis dos países em crise, como os países em ascenção econômica e social como o nosso que se tornam, assim, territórios econômicos a serem extorquidos. O preço da crise européia, sobre nós, é a taxa de juros para melhorar a perfomance dos grandes bancos encalacrados na crise. O preço do projeto de uma nação mais justa, mais democrática e mais igual, para nós, é ter maestria para resistir e crescer, distribuindo renda e criando empregos de qualidade.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Osmar segue vivo



Em 2009, por questões pessoais e políticas, cheguei a difícil decisão de me afastar temporariamente da agremiação partidária que sempre me escudou na luta política para ocupar uma função na administração municipal na área da Saúde. Na ocasião, lembro-me de ter sido bombardeado por adversários e muitos ditos afetos. A imensa maioria preferiu me torcer o nariz e/ou condenar sumariamente, sem direito à defesa ou contraditório, baseados em pontos de vistas mesquinhos e retrógrados.

Uma das poucas exceções foi Osmar Hences. Recordo que o “sor” Osmar – que aquela altura não residia mais em Herval –, ao saber do assunto, numa de suas vindas à terrinha, fez questão de me procurar para prestar solidariedade, me entregar um abraço caloroso e afirmar que amizades verdadeiras estão acima e além das escolhas de foro íntimo.

Quando a amizade é sincera não cabem julgamentos, por mais esdrúxula, absurda ou digna de contrariedade a escolha de outrem nos pareça. Também não cabe passar a mão por cima, quando o caso for de desvio ético. Amizade exige respeito às diferenças ou as opções alheias. Amizade pede que nos coloquemos no lugar do outro. Amizade prefere confortar e compreender, ao invés de aprisionar ou afastar alguém porque esse alguém decide trilhar um novo caminho, até porque há vários caminhos para chegar a um mesmo lugar e a escolha de um caminho diferente não significa deixar de falar a mesma língua ou perseguir o mesmo sonho.

Pois bem, esse gesto do Osmar me surgiu como mais um entre muitos exemplos do valor que ele dava às amizades, do seu respeito ao livre-arbítrio de todos os viventes e do seu compromisso de educar para além da sala de aula ou dos espaços educativos.

Enquanto a maioria preferiu o caminho mais fácil, Osmar optou pelo caminho mais difícil de respeitar mesmo discordando; de ouvir o outro lado da história, antes de condenar ao exílio da incompreensão; de ensinar o amor amando e de ser amigo estendendo a mão e mantendo abertas as portas do afeto, no lugar de proclamar o amor na palavra e na prática agir com desamor ou deletar todos que não se curvassem ao seu caminho, verdade ou jeito de viver a vida.

No último dia 30 transcorreu mais um ano da viagem do “sor” Osmar para o outro lado da vida. Rememoro essa passagem não apenas como lembrança, mas para dizer que o Osmar segue vivo em nossos corações e através dos seus incontáveis e imortais gestos de amor à vida e ao próximo.


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