O Blog busca retratar coisas da vida interiorana e do meu interior, numa abordagem que mistura reflexão, notícias, riso, poesia, musicalidade, transcedentalidade e outras cositas más. Tudo feito com produções próprias, mas também com a reprodução do pensar ou do sentir dos grandes gênios que o país e a humanidade pariram.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Autorretrato


Yo e minha filhota Anahy em fevereiro de 2012

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Hervalenses na capital federal



Vice-Prefeito Bebeto, na Câmara dos Deputados, ao lado do grande hervalense Alexandre Melo, atualmente radicado na capital federal, onde mantém sociedade num escritório de advocacia que oferece apoio técnico e político a municípios na busca e tramitação de projetos junto ao governo da União.

Desde segunda-feira, 28, Bebeto está representando o município num encontro para os novos gestores promovido pela Presidência da República e não perdeu a chance de agradecer e aproveitar os préstimos de Alexandre que vem ajudando abrir muitas portas para o município em Brasília.


Nem só de pão viverá o homem




Música para os meus ouvidos


Lulu é o cara: ontem, hoje e sempre que o coração bater no ritmo de uma canção...



terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Governo, magistério, oposição e a polêmica do Piso



O governo anterior do prefeito Ildo fez um esforço enorme para implantar o piso do magistério ou coisa parecida, mas depois de muitos cálculos, tratativas, assembleias da categoria, fogo ateado pelo meio político e algumas intransigências não houve acordo e o projeto foi rejeitado pelo Legislativo. O magistério, por sua vez, e conforme posição assumida pelos dirigentes da categoria, nunca aceitou recuar um só milímetro. Ou seja, a única proposta aceita pelos professores seria a manutenção do plano de carreira então vigente e a garantia do pagamento do valor correspondente ao Piso. Posição semelhante e ainda mais intransigente foi assumida pela oposição. Isto é, era preciso implementar o Piso de qualquer maneira, sem se importar se a prefeitura teria condições ou não de suportar tal reajuste. Como se a questão se limitasse e dependesse apenas de uma decisão política.

A iniciativa do prefeito de abrir negociação com o magistério e apresentar de forma clara e cristalina os números da contabilidade, por si só, já bastaria para enterrar o discurso de que faltava vontade política para atender o direito dos professores. De jeito nenhum, tudo o que não faltou foi disposição para o acerto. O que choca é perceber pessoas lúcidas e esclarecidas, mesmo sabendo disso, preferirem a posição cômoda, inconveniente e irracional do tudo ou nada, saia de onde sair. Poderia se considerar a proposta do governo inadequada ou insuficiente, mas dizer que o governo foi inerte ou insensível é no mínimo insensato. A questão era e sempre foi de como assegurar o pagamento do Piso, sem inviabilizar a administração, e não só aqui, já que muitos municípios e gestões estaduais enfrentam o mesmo dilema.


Ninguém, em sã consciência, seria contrário a Lei do Piso. Além do impacto positivo no desempenho dos professores e professoras, qual governante não gostaria de receber os créditos políticos por efetivar essa conquista do magistério e de toda a sociedade? Ocorre que nem tudo que é legítimo e legal é de fácil execução quando colocado na ponta do lápis. Na casa da gente é assim ou alguém consegue realizar absolutamente todos os seus sonhos de consumo? Todos sabem que 
segundo a LRF, o gasto com pessoal não pode ultrapassar 51,3% da receita; 25% do orçamento da prefeitura é carimbado para a educação; 15% no mínimo deve ir para a saúde; 7% para a Câmara de Vereadores; outros tantos já estão comprometidos com o pagamento de dívidas deixadas pela administração que antecedeu a atual; outra parte precisa ser dada como contrapartida em investimentos estaduais e federais no município. Trocando em miúdos, sobra vontade e faltam recursos.

Pois essa novela acaba de ganhar um capítulo que parece ser definitivo, pelo menos até que surjam novas cenas, senões ou dramatizações. O governo enviou a poucos dias novo projeto ao Legislativo, para ser votado em caráter extraordinário durante o recesso dos vereadores, alterando o plano de carreira com o propósito de assegurar a implantação do Piso do magistério em âmbito local. A proposta foi aprovada pela maioria governista, não sem o esperado protesto dos representantes da categoria e os discursos oportunistas da oposição. Cada um deve puxar a brasa para seu assado, entretanto não é demais repetir que para dizer não ou fazer oposição não é preciso perder o bom senso.

A proposta aprovada evidenciou um recuo nos números por parte do governo em relação à proposta apresentada e rejeitada em 2012. No entanto, a bronca maior é a suposta “perda” em relação ao plano de carreira anterior toda vez que o profissional mudar de nível, além de que o índice de reposições futuras não acompanharia o índice estabelecido pelo Fundeb. Como não analisei o projeto, me limito a lançar alguns questionamentos: que vantagens vinham tendo os professores com um piso que sequer alcançava o salário mínimo? De que adianta ter um monte de vantagens previstas num plano de carreira se essas vantagens não se traduzem em ganhos reais? Um governo que se mostrou sensível para enfrentar essa pauta, não tem crédito e compromisso para enfrentar novamente o assunto ali adiante se as ditas perdas forem comprovadas? É correto atender integralmente o pleito legítimo de uma categoria e em contrapartida inviabilizar toda uma administração?


Diante de tantas contrariedades e tentativas de incêndio, guardo duas únicas certezas: o Piso está aí e, mesmo que não seja o ideal, está longe de representar uma rasteira no magistério. Fora do governo, quem tinha outra saída para esse imbróglio (se é que ela existe) deveria tê-la apresentado antes e sem firulas para que não se pense que seu único intento era criar ilusões ou alimentar a polêmica, algo que nunca ajuda e só atrapalha.



Parada pedagógica




sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Catando estórias



Fábula: O Leão e o Rato


Certo dia, estava um Leão a dormir a sesta quando um ratinho começou a correr por cima dele. O Leão acordou, pôs-lhe a pata em cima, abriu a bocarra e preparou-se para o engolir.

- Perdoa-me! - gritou o ratinho - Perdoa-me desta vez e eu nunca o esquecerei. Quem sabe se um dia não precisarás de mim?

O Leão ficou tão divertido com esta ideia que levantou a pata e o deixou partir.

Dias depois o Leão caiu numa armadilha. Como os caçadores o queriam oferecer vivo ao Rei, amarraram-no a uma árvore e partiram à procura de um meio para o transportarem.

Nisto, apareceu o ratinho. Vendo a triste situação em que o Leão se encontrava, roeu as cordas que o prendiam.

E foi assim que um ratinho pequenino salvou o Rei dos Animais.


Moral da história: Não devemos subestimar os outros.

Liberdade, liberdad; Justiça, justicia




quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Rir é o melhor remédio





Momento poético


O Poço
Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achaste
pelas profunduras da tua existência.
Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?
Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Pitada filosófica




Música para os meus ouvidos

Ana Carolina é Ana Carolina! Não precisa dizer mais nada e dispensa todo e qualquer comentário...



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Ato político



"Ato político" invoca a palavra de um dos homens públicos mais honrados, brilhantes e respeitados desse imenso Pais. Com a palavra o extraordinário Deputado Federal Henrique Fontana:


Poder do dinheiro

A cada eleição disputada sob as regras atuais fica mais evidente que o nosso sistema político necessita de profundas mudanças para manter sua legitimidade. Campanhas caríssimas e crescentemente influenciadas pelo poder econômico esvaziam o jogo político do sentido mais profundo da disputa democrática: a possibilidade de que todos os atores sociais, independentemente de sua condição econômica, possam influir no debate de ideias e projetos.

As campanhas viraram uma corrida do ouro para conquistar o voto do eleitor: ideias, programas, projetos e a visão dos candidatos estão sendo substituídos pela força do dinheiro. Em geral, candidatos com grande poder econômico têm enorme vantagem nesta injusta disputa eleitoral. Assim, a democracia de iguais fica cada vez mais distante e o poder econômico cada vez mais forte para determinar o resultado do processo eleitoral.

O volume de gastos nas campanhas tem sido decisivo na eleição de um candidato, apontam dados do TSE. Dos 513 eleitos para a Câmara, 369 foram os candidatos que mais gastaram nas campanhas de 2010. Os 513 eleitos gastaram, em média, doze vezes mais do que o restante dos candidatos (em alguns estados, trinta vezes mais). Os gastos declarados em campanhas eleitorais saltaram de R$ 800 milhões para R$ 4,8 bilhões em oito anos.

Aos céticos em relação ao uso de recursos públicos para as campanhas eleitorais devemos lembrar que o sistema vigente “cobra” caro do cidadão o retorno dos recursos privados despendidos. Esta cobrança pode vir embutida nos preços dos produtos vendidos à população pelas empresas financiadoras, de forma lícita, ou incentivar relações de interdependência, e às vezes até de promiscuidade, entre parlamentares ou governos e determinados interesses privados.

Prejudica-se profundamente nossa democracia porque paira sempre a suspeita de que, cedo ou tarde, a fatura será cobrada e os interesses privados se sobreporão aos públicos. O financiamento público exclusivo é uma das armas mais poderosas para combater a corrupção.

Portanto, para democratizar, dar mais independência aos eleitos, garantir espaços a todos os que desejem se candidatar e, principalmente, ampliar o combate à corrupção, defendemos o financiamento público exclusivo de campanhas. Porque possibilita um financiamento livre de interesses outros que não sejam os legítimos interesses de representação política.

Também permite aumentar a participação política de candidatos que não possuem recursos e diminuir a influência do poder econômico no sistema político. O financiamento público está definido por critérios claros e transparentes com um teto de gastos estabelecido e fiscalizável.


Senti Nela














quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Agropecuária em debate



Foi realizada na última quinta-feira, 10, a primeira reunião do Conselho de Desenvolvimento Rural no ano de 2013. A reunião, sob a coordenação do novo Secretário de Agropecuária e Desenvolvimento, Fernando Silveira, teve como convidados o Sr. Antonio Queirós, Coordenador Regional da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do RS (SDR) e a Gerente Regional da Emater/RS-Ascar, Karin Peglow.

Na ocasião, o Secretário Fernando deu as boas vindas a todos os presentes e falou do seu compromisso de construir uma relação de alto nível e de profunda parceria com todos os produtores. Ele também falou da necessidade de valorizar cada vez mais as associações, não apenas no que se refere ao estímulo à sua formalização e mobilização permanentes, como também a necessidade de assegurar que elas funcionem como um instrumento legítimo e efetivo para apresentação e execução das demandas do setor agropecuário no âmbito do município. “As associações pertencem aos produtores e precisamos assegurar que as definições das políticas, metas e ações tomadas no Conselho de Desenvolvimento Rural sejam executadas através das associações e conforme as decisões aqui tomadas”, defendeu.


Em seguida, o Sr. Queirós, representando a SDR assumiu a palavra para fazer uma apresentação sobre os objetivos e forma de operacionalização do PPA – Programa de Aquisição de Alimentos, uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome em parceria com Estados e organizações de produtores. Segundo ele, o objetivo do programa é organizar uma oferta permanente de alimentos em âmbito local, com o objetivo de fornecer esses alimentos para serem fornecidas a famílias do município que vivem em situação de pobreza, sendo que tal distribuição deverá ser feita através de entidades sem fins lucrativos, como Igrejas, o que além de oportunizar uma renda ao produtor, também serve como medida concreta para superar a pobreza extrema em nível local.

Por fim, Karin Peglow, gerente Regional da Emater/RS-Ascar, falou sobre o trabalho desenvolvido, algumas ações de gestão e de reforço do quadro de pessoal que vem assegurando a recuperação da empresa em todo o Estado. Para finalizar, ela falou das perspectivas e projetos da empresa no âmbito do município e anunciou o nome de Maria Inêz Alvez Vieira, como nova Chefa da Emater em Herval.

Ato político


“Ato político” serve-se da perspicácia de Luis Nassif para revelar alguns movimentos feitos nos bastidores ou mesmo nos subterrâneos do jogo político em âmbito nacional. Tomara que mais uma vez a astúcia vença o medo, a mesquinharia e a soberba...


Para entender o xadrez da política, por Luis Nassif

Vamos entender o xadrez político atual.
Há um jogo em que o objetivo maior é capturar o rei – a Presidência da República. O ponto central da estratégia consiste em destruir a principal peça do xadrez adversário: o mito Lula.
Na fase inicial – quando explodiu o “mensalão” – havia um arco restrito e confuso, formado pela velha mídia e pelo PSDB e uma estratégia difusa, que consistia em “sangrar” o adversário e aguardar os resultados nas eleições presidenciais seguintes.
A tática falhou em 2006 e 2010, apesar da ficha falsa de Dilma, do consultor respeitado que havia acabado de sair da cadeia, dos 200 mil dólares em um envelope gigante entrando no Palácio do Planalto, das FARCs invadindo o Brasil  e todo aquele arsenal utilizado nas duas eleições.
A partir da saída de Lula da presidência, tentou-se uma segunda tática: a de construir um mito anti-Lula. À falta de candidatos, apostou-se em Dilma Rousseff, com seu perfil de classe média intelectualizada, preocupações de gestora, discrição etc. Imaginava-se que caísse no canto de sereia em que se jogaram tantas criaturas contra o criador.
Não colou. Dilma é dotada de uma lealdade pessoal acima de qualquer tentação.

O “republicanismo”

Mas as campanhas sistemáticas de denúncias acabaram sendo bem sucedidas por linhas tortas. Primeiro, ao moldar uma opinião pública midiática ferozmente anti-Lula.
Depois, por ter incutido no governo um senso de republicanismo que o fez abrir mão até de instrumentos legítimos de autodefesa. Descuidou-se na nomeação de Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), abriu-se mão da indicação do Procurador Geral da República (PGR) e descentralizaram-se as ações da Polícia Federal.
Qualquer ação contra o governo passou a ser interpretada como sinal de republicanismo; qualquer ação contra a oposição, sinal de aparelhamento do Estado.
Caindo nesse canto de sereia, o governo permitiu o desenvolvimento de três novos protagonistas no jogo de “captura o rei”.

STF

Gradativamente, formou-se uma bancada pró-crise institucional, composta por Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, e  Luiz Fux, à qual aderiram Celso de Mello e Marco Aurélio de Mello. Há um Ministro que milita do lado do PT, José Antonio Toffolli. E três legalistas: Lewandowski, Carmen Lucia e Rosa Weber.
O capítulo mais importante, nesse trabalho pró-crise, é o da criação de um confronto com o Congresso, que não terá resultados imediatos mas ajudará a alimentar a escandalização e o processo reiterado de deslegitimação da política.
Para o lugar de César Peluso, apostou-se em um ministro legalista, Teori Zavascki. Na sabatina no Senado, Teori defendeu que a prerrogativa de cassar parlamentares era do Parlamento. Ontem, eximiu-se de votar. Não se tratava de matéria ligada ao “mensalão”, mas de um tema constitucional. Mesmo assim, não quis entrar na fogueira.

Procuradoria Geral da República (PGR)

Há claramente um movimento de alimentar a mídia com vazamentos de inquéritos. O último foi esse do Marcos Valério ao Ministério Público Federal.
Sem direito à delação premiada, não haveria nenhum interesse de vazamento da parte de Valério e seu advogado. Todos os sinais apontam para a PGR. Nem a PGR nem Ministros do STF haviam aceitado o depoimento, por não verem valor nele. No entanto, permitiu-se o vazamento para posterior escandalização pela mídia.
Gurgel é o mais político dos Procuradores Gerais da história recente do país. A maneira como conquistou o apoio de Demóstenes Torres à sua indicação, as manobras no Senado, para evitar a indicação de um crítico ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), revelam um político habilidosíssimo, conhecedor dos meandros do poder em Brasília. E que tem uma noção do exercício do poder muito mais elaborada que a do Ministro da Justiça e da própria Presidente da República. Um craque!

Polícia Federal em São Paulo

Movimento semelhante. Vazam-se os e-mails particulares da secretária Rosemary Noronha. Mas mantém-se a sete chaves o relatório da Operação Castelo de Areia.

O jogo político

De 2005 para cá, muita água rolou. Inicialmente havia uma aliança mídia-PSDB. Agora, como se observa, um arco  mais amplo, com Ministros do STF, PGR e setores da PF. E muito bem articulado agora porque, pela primeira vez, a mídia acertou na veia. A vantagem de quem tem muito poder, aliás, é essa: pode se dar ao luxo de errar muitas vezes, até acertar o caminho.
Daqui para frente, o jogo está dado: um processo interminável de auto-alimentação de denúncias. Vaza-se um inquérito aqui, monta-se o show midiático, que leva a desdobramentos, a novos vazamentos, em uma cadeia interminável.
Essa estratégia poderia ter uma saída constitucional: mais uma vez “sangrar” e esperar as próximas eleições.
Dificilmente será bem sucedida no campo eleitoral. Mas, com ela, tenta-se abortar dois movimentos positivos do governo para 2014:
É questão de tempo para as medidas econômicas adotadas nos últimos meses surtirem efeito. Hoje em dia, há certo mal-estar localizado por parte de grupos que tiveram suas margens afetadas pelas últimas medidas. Até 2014 haverá tempo de sobra para a economia se recuperar e esse mal-estar se diluir. Jogar contra a economia é uma faca de dois gumes: pode-se atrasar a recuperação mas pratica-se a política do “quanto pior melhor” que marcou pesadamente o PT do início dos anos 90. Em 2014, com um mínimo de recuperação da economia,  o governo Dilma estará montado em uma soma de realizações: os resultados do Brasil Sorridente, resultados palpáveis do PAC, os efeitos da nova política econômica, os avanços nas formas de gestão. Terá o que mostrar para os mais pobres e para os mais ricos.
No campo político, a ampliação do arco de alianças do governo Dilma.
Há pouca fé na viabilidade da candidatura Aécio, principalmente se a economia reagir aos estímulos da política econômica. Além disso, a base da pirâmide já se mostrou pouco influenciada pelas campanhas midiáticas.
À medida que essa estratégia de desgaste se mostrar pouco eficaz no campo eleitoral, se sairá desses movimentos de aquecimento para o da luta aberta.

Próximos passos

Aí se entra em um campo delicado, o do confronto.
Ao mesmo tempo em que se fragilizou no campo jurídico, o “republicanismo” de Lula e Dilma minimizaram o principal discurso legitimador de golpes: a tese do “contragolpe”. Na Argentina, massas de classe média estão mobilizadas contra Cristina Kirchner devido à imagem de “autoritária” que se pegou nela.
No Brasil, apesar de todos os esforços da mídia, a tese não pegou. Principalmente devido ao fato de que, quando o STF achou que tinha capturado o PT, já havia um novo em campo – de Dilma Rousseff, Fernando Haddad, Padilha – sem o viés aparelhista do PT original. E Dilma tem se revelado uma legalista até a raiz dos cabelos e o limite da prudência.
Aparentemente, não irá abrir mão do “republicanismo”, mas, de agora em diante, devidamente mitigado. E ela tem um conjunto de instrumentos à mão.
Por exemplo, dificilmente será indicado para a PGR alguém ligado ao grupo de Roberto Gurgel.
Espera-se que, nas próximas substituições do STF, busquem-se juristas com compromissos firmados e história de vida em defesa da democracia – e com notório saber, peloamordeDeus. De qualquer modo, o núcleo duro do STF ainda tem muitos anos de mandato pela frente.
Muito provavelmente, baixada a poeira, se providenciará um Ministro da Justiça mais dinâmico, com mais ascendência sobre a PF.
Do outro lado do tabuleiro, se aproveitará os efeitos do pibinho para iniciar o processo de desconstrução de Dilma.
Mas o próximo capítulo será o do confronto, que  ocorrerá quando toda essa teia que está sendo tecida chegar em Lula. E Lula facilitou o trabalho com esse inacreditável episódio Rosemary Noronha.
Esse momento exigirá bons estrategistas do lado do governo: como reagir, sem alimentar a tese do contragolpe. E exigirá também um material escasso no jogo político-midiático atual: moderadores, mediadores, na mídia, no Judiciário, no Congresso e no Executivo, que impeçam que se jogue mais gasolina na fogueira.

Fonte: Advivo.com.br

Autorretrato


Yo, dando uma espiada no monumental Olímpico

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Versos del alma gautia

"Versos del alma gautia" invoca o cantar imponente, imprescindível e imortal de Cenair Maicá...




Cideja se reúne com Governador em exercício



O governador em exercício, Beto Grill, recebeu na última terça-feira (8), no Palácio Piratini, prefeitos e representantes do Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental dos municípios da Bacia do Rio Jaguarão (Cideja). O objetivo do encontro, liderado pelo prefeito de Candiota e presidente da Cideja, Luiz Carlos Folador, foi apresentar ao Executivo o projeto de pavimentação da Transcampesina.

A rodovia é formada por um conjunto de estradas que interliga os municípios de Herval, Hulha Negra, Pedras Altas, Pinheiro Machado, Candiota e Aceguá e, a partir do Cideja, em outubro de 2012, buscou apoio em Brasília para a viabilidade do projeto. A proposta é uma iniciativa do Consórcio e do Fórum Regional de Manejo das Águas e Combate aos Esfeitos da Estiagem.

Conforme Grill, por não se tratar de um traçado estadual, todos os esforços serão feitos para que sejam garantidos os recursos do Governo Federal para a realização do projeto. "Esta é uma obra de desenvolvimento regional integrado, o que amplia a sua importância e necessidade", disse. Beto Grill lembrou que o governador Tarso Genro já garantiu o projeto de extensão da RS-265 e que a Transcampesina faz parte deste complexo.

A proposta de pavimentação é uma antiga reivindicação dos municípios da região Fronteira Sul, próximos do do Uruguai, e as obras devem compreender 150 quilômetros da RS-615. Para Luiz Carlos Folador, a pavimentação colabora na melhoria das condições de escoamento da produção agropecuária e da agricultura familiar, além de unificar as estradas e acessos entre os municípios e serviços públicos.

Entre os encaminhamentos está o estudo de viabilidade da inclusão do projeto executivo da obra no orçamento da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seinfra), a partir do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), e a mobilização conjunta do Governo do Estado e das prefeituras locais, visando à inclusão do asfaltamento da Transcampesina no orçamento federal, via Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). 

Texto: Daiane Roldão
Foto: Caroline Bicocchi

Edição: Redação Secom


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Momento poético





Cidade limpa e mais bonita depende de todos





A Administração Municipal, através da Secretaria de Obras e Mobilidade Urbana e Rural está trabalhando firme, garantindo a melhoria da trafegabilidade de vias públicas, bem como a limpeza de ruas e valetas. Tudo para tornar nossa cidade cada vez mais bonita e melhor para viver.

O poder público está fazendo sua parte, mas você morador, você moradora, pode colaborar nesse trabalho, ajudando a conservar a limpeza ou mesmo complementando o trabalho da prefeitura naquilo que ela não pode fazer.

Herval merece e agradece!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Saúde comemora mais uma conquista



Os usuários do Sistema Único de Saúde do município já podem comemorar mais uma importante conquista. Foi entregue na tarde de ontem, 10, o veículo van com 15 lugares que será usado no transporte de pacientes para a realização de exames, procedimentos e consultas com especialistas nos seis municípios que Herval possui referência para atendimentos através do SUS.

Segundo a Secretária Janise Fagundes, o veículo foi adquirido por cerca de R$ 88 mil oriundos dos cofres do Estado, a partir de projeto encaminhado à Secretaria Estadual da Saúde pela administração municipal. Ainda de acordo com Janise, a van será usada exclusivamente no transporte de pacientes, porém essa aquisição deverá representar também um grande salto no transporte dos profissionais da saúde, na medida que outros veículos que vem sendo usados para transportar pacientes, deverão ser disponibilizados para atender os deslocamentos das equipes da Estratégia de Saúde da Família.

Para o prefeito Ildo Sallaberry, que entregou as chaves do novo veículo nas mãos da Secretária da Saúde, essa aquisição é mais uma demonstração concreta do compromisso da administração do município com essa área vital para todos os munícipes. “Herdamos uma frota de veículos completamente sucateada e com muito trabalho e ousadia, hoje podemos nos orgulhar de oferecer uma frota completamente renovada e ampliada para assegurar o transporte digno aos pacientes encaminhados para atendimento especializado em outros municípios”, defendeu.

Música para os meus ouvidos

Nem encontro palavras para expressar o tanto que curto o som de Nei Lisboa. Depois dizem que gaúcho é bairrista, mas como negar que as melhores vozes do mundo são daqui!




Altas conexões





quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O PT e as cenas política e administrativa local



Ao contrário do que diziam as línguas afiadas da oposição (“o partido de vocês vai ser usado e descartado logo depois da eleição”!), o PT acaba de ampliar sua participação na administração do município. Além de se manter no comando da Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente, o ex-vereador Deomar Schaffer, assume como novo Secretário Adjunto de uma das pastas mais importantes da administração, a Secretaria de Agropecuária e Desenvolvimento. Sem dúvida, o espaço ocupado ainda não é condizente com a relevância da agremiação partidária em questão, porém o mais importante é que os compromissos assumidos pelo prefeito estão sendo honrados e que a porta permanece aberta para o ingresso de novos quadros petistas no governo mais adiante, não só no segundo, mas quicá no primeiro escalão.

Mesmo correndo o risco de fugir do tema suscitado, é importante frisar um pouco do papel do PT na política local e na própria administração. Nos últimos anos o Partido dos Trabalhadores tem se notabilizado muito mais pela capacidade de pautar, mobilizar ou informar a sociedade acerca de temas que dizem respeito à vida pública - inclusive determinando algumas pautas que se tornaram pontos principais na agenda política local -, do que necessariamente pelo seu desempenho em termos de votos. E os petistas precisam ter isso bem claro para não darem nenhum passo maior que a perna ou cair na vala comum daqueles que fazem política apenas em troca de cargos ou vantagens.

Neste sentido, todos que atuam na cena política local precisam enxergar e admitir que a decisão petista de lançar candidatura própria em 2004 e 2008 foi determinante para o rumo e o resultado de ambos os pleitos, embora o desempenho pífio do PT. Isto é, ao lançar candidatura própria os petistas não lograram êxito na meta de aglutinar forças políticas e sociais em tornos de si, porém sua presença no cenário eleitoral ofereceu novos ares, novos elementos e novos conteúdos à disputa, favorecendo um dos lados durante a corrida eleitoral. Resumindo: o PT local não tem demonstrado grande poder quanto à conquista de votos, mas tem se revelado um exímio formador de opinião e peça mais ou menos decisiva no jogo político-eleitoral. E o desenrolar e os desfechos desse jogo estão aí para provar o que digo.

Além disso, a decisão dos petistas de compor a base de sustentação do atual governo, num momento em que o prefeito rompia acertadamente a relação com alguns aliados “infiéis”, foi determinante para a governabilidade e como parte da criação das condições políticas necessárias à reeleição. Como? O ingresso do PT na base aliada amplificou e ofereceu maior veracidade e vigor ao discurso de que era preciso colocar os interesses do município acima de qualquer interesse. Esse fato deu ainda mais credibilidade ao comando governista e reafirmou junto à opinião pública a ideia de que os aliados que desembarcavam do governo estavam saindo não pela truculência do prefeito, como alardeavam, e sim porque os ditos aliados tinham “o olho maior que a barriga”.

No governo, os petistas vêm se pautando pela soma de forças e esforços, colocando o interesse público acima das questões partidárias ou ideológicas, sem abrir mão de nenhuma de suas convicções ou bandeiras. Isso dentro da própria administração, mas também em termos de uma rede de contatos e relações que vem sendo criada na região, no estado e até em âmbito nacional. Sem falar no acesso direto a maioria dos órgãos dos governos do estado e da união, o que se traduz na perspectiva de cada vez mais investimentos em nosso município. Outra contribuição importante dos petistas no governo tem sido o esforço permanente para equilibrar o necessário papel político com as exigências de ordem técnica a serem cumpridas pela administração pública e a clara noção de que o espaço institucional não pode jamais se confundir ou ser usado como palco para o desfile de questões de ordem estritamente partidária.

Mais importante que ocupar cargos, defendo que a postura petista tem sido e deve ser de ocupar cargos com o espírito e o compromisso colaborativo de fazer mais e cada vez melhor para os hervalenses e a administração. Por outro lado, os petistas constituem um partido político. Isso quer dizer que não se pode ter uma sede insaciável por cargos, no entanto não se pode ser hipócrita ao ponto de deixar de admitir que manter e ampliar cada vez mais a participação no governo é um caminho importante para fortalecer qualquer partido e enraizar a sigla junto à comunidade. Ademais, como defende o prefeito de Jaguarão Cláudio Martins, o bom e acertado governo de coalização é aquele que valoriza e impulsiona o crescimento de todos os partidos aliados, de acordo com a projeção, representatividade ou importância estratégica de cada um.

Como presidente municipal do PT, sustento que o desafio e a tarefa do partido devem ir além da briga por cargos, o que não significa que se deve abandonar essa luta legítima e necessária. Ou seja, nossa ambição como petistas, muito mais do que querer ampliar os espaços no governo, deve ser de fazer dos espaços conquistados um instrumento capaz de colaborar com o desenvolvimento do município e a melhoria da qualidade de vida da população, o aprofundamento da democracia e dos valores republicanos. Dessa forma, a partir do bom, correto e valoroso desempenho daqueles que oram ocupam funções públicas em nome do PT, será possível conquistar o reconhecimento público e uma projeção política maior, alcançar cada vez mais conquistas para a nossa gente e abrir as portas para o ingresso de novos companheiros na cena pública local.

Pitada filosófica





quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Administração retoma a busca por investimentos



O vice-prefeito Bebeto e o Secretário Municipal de Planejamento e Meio Ambiente, Toninho Veleda, participaram ontem, 8, de audiência na sede da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do RS, em Porto Alegre. 

A reunião com o Chefe de Gabinete da SDR, Inácio Benincá, teve como objetivo buscar informações sobre projetos do município em tramitação junto a esta Secretaria, assim como a possibilidade da administração municipal encaminhar ou aderir a novos projetos.

Segundo Benincá, Herval foi contemplado por pelo menos dois projetos no âmbito da SDR, através da Consulta Popular, para compra de maquinário e investimento na bacia leiteira, mas os projetos estão paralisados até que a gestão estadual regularize as pendências de pagamento da Consulta Popular.

A boa notícia é o investimento de R$ 135 mil a serem utilizados na aquisição de sistemas de irrigação, previsto para este ano, além do projeto de instalação de redes de água nos assentamentos Nova Herval, Bamburral, XV de Outubro e Querência, num recurso oriundo do Ministério da Integração Nacional, cuja execução caminha através da Secretaria de Desenvolvimento Rural do RS.

Por fim, Benincá sugeriu que o município faça adesão ao Programa Leite Gaúcho, desenvolvido pela SDR. Uma iniciativa que prevê investimento em todas as etapas da cadeia produtiva do leite, a qual pode ser acessada pelos produtores do município por meio de cooperativas, associações ou sindicatos.  


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Cenas da vida inventada


O Blog do Toninho continua em férias por mais alguns dias. No entanto, faço uma breve pausa e pego carona no poetar do incrível Mario Quintana, que foi ao ar na telinha tempos atrás, através do qual desejo a todos um ano pleno de renovação e de conquistas de coisas que a terra não pode comer.



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