quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Atenção, atenção!!



De acordo com enquete aqui lançada, 87% dos participantes indicaram que o blog do Toninho deve abrir espaço para veicular propaganda de cunho comercial.

Pois bem, como a voz do povo é a voz de Deus, venho aqui ofertar a quem interessar possa espaços do blog para veicular propaganda de empresas, produtos, serviços, etc. O tamanho, o custo e o período de veiculação das propagandas são a combinar e deverão ser estipulados através de contrato firmado entre as partes.

Interessados podem fazer contato através do endereço eletrônico: toninhoveleda@yahoo.com.br.

Não esqueça: a voz do povo é a voz de Deus e propaganda é a alma do negócio!

Sem falar no grande atrativo que é o alcance do blog, um espaço no mundo virtual nascido em Herval, mas que vai muito além dos limites da terrinha e que conquistou acessos e seguidores na região, no estado, no Brasil e no mundo. Achou exagero? Como disse, propaganda é a arma (ops, alma) do negócio.


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Algumas lições da eleição



Minha escrita não tem a intenção de fazer uma análise criteriosa sobre o último processo eleitoral. Isto demandaria tempo e espaço, pois os resultados de uma vitória ou derrota nas urnas nunca podem ser atribuídos a um único fator. Ganhar ou perder uma eleição depende de um conjunto de motivos, alguns aparentes outros nem tanto, outros ainda perceptíveis apenas com o passar do tempo e o desenrolar da cena pública. No entanto, de ambos os lados se pode tirar algumas breves lições e é isso que me proponho fazer aqui e agora.

A primeira lição é que em Herval, mais do que nunca, ficou comprovado que existem apenas dois lados na disputa política. Ao dizer isso, não estou fazendo nenhum juízo de valor sobre qual lado é melhor, mais afinado com as virtudes humanas ou coisa que o valha. Não, a lição é clara e objetiva: existem dois lados disputando o poder local e mudar isso (se é que essa escrita precisa ser mudada) é tarefa possível somente depois de muitas idas e vindas da história.

A segunda lição que, portanto, tem a ver com a primeira, é que mesmo derrotada a oposição continua viva e em condições de recuperar sua força para travar um novo combate daqui a quatro anos com chances de retomar o poder. Vejam bem, não estou prevendo que a oposição irá inexoravelmente vencer a próxima corrida eleitoral. Digo que, ao contrário de alguns comentários que escutei, a oposição não está morta e seguirá peleando. Além de uma base social muito forte e leal, os oposicionistas romperam o isolamento que se encontravam e construíram (pro bem ou pro mal) um nome capaz de ocupar o lugar do seu velho e desgastado líder.

O lado governista, por sua vez, depende dos resultados do segundo governo e do trabalho político do prefeito reeleito com vistas a preparar um sucessor. Além disso, penso que os partidos que compõem a base governista precisarão contar com um fôlego maior para se fortalecer e assim, mais do que colaborar com a governabilidade, poder ampliar seus horizontes políticos na sociedade.

Outra lição importante é que por mais oposição que sejamos o governo e, principalmente, a figura do chefe do governo precisam ser respeitados. Não dá pra sair metralhando, dizendo que tudo está fora do lugar e que o simples fato de trocar a administração de mãos tornará tudo diferente. Sobretudo, quando o representante da oposição carrega nas costas a herança de um governo tão ruim, quando o governo em curso conta com uma aprovação altíssima da população e ainda quando a figura do prefeito é respeitadíssima dentro e fora do município. O povo enxerga muito além dos interesses políticos em jogo e move sua vida para bem mais longe que o período curto de duração de uma eleição.

Ao contrário da insistente pregação oposicionista, a disputa eleitoral não se resume a briga entre pobres e ricos ou entre bons e maus. A disputa eleitoral, mesmo num município de pequeno porte como Herval, é algo muito complexo, cujo conteúdo e desfecho não podem se resumir a poucas e porcas análises ou pretensões. Mas mais importante que a disputa de dois grupos que de quatro em quatro anos se digladiam pelo poder, é o fato de que todos nós vivemos aqui debaixo do mesmo céu e o governo reeleito se já era bom (e eu honestamente defendo que se trata do melhor governo que tivemos até aqui), precisa ser ainda melhor, para o bem e o orgulho cada vez maior de todos os hervalenses.

Música para os meus ouvidos

Bom demais! É só o que posso expressar diante dessa maravilha...






segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ato político



Ato político serve-se hoje do tino impressionante e indispensável de Emir Sader. Quando crescer quero ter a mesma capacidade do grande mestre de enxergar o desenrolar da cena pública para além das aparências e das urgências.

No mundo das ilusões da velha mídia


Imaginemos alguém que só lesse, escutasse ou visse a velha mídia. Que visão teria do Brasil e do mundo?

Em primeiro lugar, não poderia entender por que um governo – corrupto, incompetente, com a economia à deriva, nomeando ministros como troca-troca eleitoral, que cobra muitos impostos, que está atrasado na entrega de todos as obras, do PAC, do Mundial e das Olimpíadas, que tem politica exterior aventureira, etc., etc. – tem 75% de apoio do povo.

Não entenderia como um líder como o Lula – que tem 80% de referências negativas na mídia – consegue que 69,8% dos brasileiros queiram que ele volte a ser o presidente do Brasil em 2014.

Não poderiam entender como o PT – partido corrupto, protagonista do maior escândalo da historia do Brasil – sai fortalecido das eleições municipais, eleja mais prefeitos e mais vereadores e ameace tirar dos tucanos a prefeitura mais importante do Brasil, a de São Paulo – tão bem administrada pela competência dos tucanos.

Não saberiam por que a economia brasileira não naufraga, se leem todos os dias que tudo vai mal, que o governo faz tudo errado, que a economia não cresce. Por que o governo continua a estender as políticas sociais, sem os recursos que a economia deveria lhe dar.

Não entende por que o FHC dá seu apoio e participa da campanha do candidato tucano no Rio – junto com o Aécio e o Álvaro Dias -, mas o candidato tem apenas 2,47% dos votos. Como os tucanos e o DEM perderam 332 prefeituras, sendo os mais preparados para governar.

Leem numa revista semanal que a Argentina é “governada por autoridades cada vez mais repressoras”, que “bloqueiam as liberdades individuais, como o acesso à livre informação, a bens de consumo e ao capital”. Que o governo “já tem o controle autoritário de 80% (sic) dos canais de radio e tv do país”. Que “na ilha de Cristina, os cidadãos só leem o que ela quer”.
Que as grifes “Escada, Armani e Yves Saint-Laurent fecharam suas lojas no país”, assim como a Vuitton e a Cartier. Que a “Avenida Alvear está com ares de fim de feira”. Que “na ilha de Cristina os investidores são tratados como piratas”.

E, no entanto, a Cristina é reeleita no primeira turno. Como entender isso, vendo a velha mídia?

Como entender que a Venezuela está se desfazendo, entre a ineficiência da sua economia, a corrupção e a violência, mas o Hugo Chavez é reeleito para um quarto mandato?

Que a América Latina vai bem enquanto os EUA e a Europa vão mal?

Tudo parece de cabeça pra baixo, o mundo parece absurdo, incompreensível, para quem depende da velha mídia, dos seus jornais, das suas revistas, dos rádios e das suas TVs. 

Por Emir Sader


Meu reino por um crioulo


Não tenho nenhum reino para lançar mão, mas nutro uma paixão imensa pelos cavalos da raça crioula. Desde piazinho devoro tudo que posso sobre a raça, algo tão intenso e maluco que durante um baita tempo alimentei o sonho de fazer faculdade de zootecnia na ideia de poder ficar mais próximo desse universo e, quiçá, trabalhar orientando a criação de equinos.

O sonho acabou. Meu envolvimento com cavalos crioulos nunca foi além do muito que li e da observação atenta acerca de algumas provas funcionais, na tv ou ali no parque do Sindicato Rural, durante a credenciadora de inéditos realizada anualmente aqui na terrinha. O fato é que vivo longe das lides com cavalos e o único pingo que monto é o cavalo de pau da minha infância que segue existindo nas minhas memórias. No entanto, a paixão pelo cavalo crioulo vive e viverá sempre, dentro do meu peito.

Portanto, nada melhor que utilizar o blog para alimentar e extravasar essa paixão, através do espaço que ora inauguro, denominado MEU REINO POR UM CRIOULO.




quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser...


A vida vale a pena!
Nem tudo está perdido!
Dias melhores virão!


Sim, amo a vida e estar no mundo, mas
hoje definitivamente não...

Hoje, tão somente hoje, não creio
em mim, nos bichos, nas gentes, na natureza, na louca tecnologia, na força da ideologia nem em nada mais.

Hoje, apenas hoje, não quero guerra
nem paz; não quero fogo ou afago, não quero
caridade ou canhão.

Hoje nada nem ninguém me arrepia ou satisfaz.
  
Hoje quero apenas o vazio, a solidão, a inércia e esse nó na garganta.

Hoje não sei quem sou, de onde venho nem quero ir a lugar algum.

Quero apenas o silêncio do meu quarto e a escuridão do meu ser.

Quero apenas um muro bem alto a me separar da multidão e uma prisão impenetrável para aprisionar meus próprios pensamentos e emoções.

Hoje, mais do que qualquer outro dia, quero hibernar; fugir para o fim do mundo;  me deitar sobre os trilhos; ficar trancafiado no mais fundo de mim.

Hoje, só hoje, quero morrer afogado nas águas do tsunami que se formou em mim, sem causa e sem causar catástrofe em mais ninguém.

Hoje não quero me olhar no espelho nem me espelhar
em nenhum passo.

Hoje não quero poema nem prece; não quero partir 
nem que a vida vá pro raio que parta.

Hoje quero apenas nada.
Hoje não espero por ninguém.
Hoje, só hoje, não peço abraço nem estendo a mão.


Amanhã, quem sabe, o sol volte a brilhar.
Amanhã, porque não, eu volte a gostar de gente, de tudo que
há no mundo e de mim.
Amanhã, talvez, a vida volte a pulsar em meu coração.


Amanhã, mais do que dizer, espero sentir:

Que a vida vale a pena!
Que nem tudo está perdido!
Que dias melhores virão!


Momento poético



Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Nem só de pão viverá o homem




terça-feira, 9 de outubro de 2012

A autofagia petista em Herval




Autofagia, segundo o dicionário, quer dizer “nutrição à custa da própria carne ou substância”.

Pois o Partido dos Trabalhadores aqui de Herval, há alguns anos, sofre desse mal terrível que parece não ter cura nem solução. Não deveria estar expondo isso publicamente, mas quem fala a verdade não merece castigo.

Alguns ditos petistas parecem sentir um prazer enorme em dar uma forcinha para o insucesso dos próprios companheiros e companheiras. Parecem querer que o partido exista apenas para o deleite de suas ideias e apetites.

E não é só que não ajudem não, o problema é que sentem gosto em atrapalhar, em se colocar contra ou como obstáculo do fortalecimento da sigla em solo hervalense. Não é a primeira vez, há “lejos” vem sendo assim.

Colocam mil e um empecilhos ou condições para marchar no rumo escolhido legítima e democraticamente pela maioria. O estranho é que não colocam condição nenhuma para empunhar outras bandeiras, num gesto que mais do que contraditório, revela toda mesquinhes que carregam. Esquecem-se da lição do mestre Olívio de Oliveira Dutra, ser humano magnífico e petista insuperável, que ensinava: “nunca coloquei condições para defender o modo petista de fazer política, sou um militante a favor da boa luta que o PT representa”.

E não é só palavra dita da boca pra fora. Coerência e solidariedade falam em Olívio mais do que sua voz. Lembro-me que o hoje governador Tarso Genro se lançou candidato quando o galo missioneiro governava o Rio Grande e acabou ganhando da maioria dos petistas o direito de disputar aquela eleição representando o PT.

Depois disso, em meio a pior crise da sua história, na pior hora, numa carreira que se sabia perdida, Olívio Dutra teve a cara e a coragem de ir para a disputa e levou o PT para o segundo turno, com fibra, ousadia, grandeza e o coração enorme que poucos sabem ter.

Depois que a tempestade passou Olívio foi conduzido à Presidência do partido. Nem preciso dizer que seu trabalho acendeu novamente a chama do PT e dos petistas. No comando do partido e com o PT reerguido Olívio, ao invés de pleitear a indicação dos petistas para se submeter novamente às urnas, investiu no trabalho político genial e solidário, feito de cima pra baixo, criando as condições políticas para que Tarso Genro fosse o escolhido internamente no PT, para depois ser eleito governador de todos os gaúchos e gaúchas em 2010.  Esse é Olívio! Isso é ser grande e generoso para além das palavras.

Pois a lição de Olívio tem passado longe daqui. Por aqui, a vitória de alguns do PT tem sido a derrota de outros petistas. Querem o PT apenas para si e a seu modo, o resto que se lixe e vá para o raio que o parta.

Eita cabeça pequena! Eita coração mesquinho!

Que peguem a bandeira que bem queiram, mas não vendam a ilusão de ser petistas porque isso mostra não apenas que não carregam o PT no peito, mas a pequenez que trazem no corpo e na alma.

Alguns certos alguéns falam em coletivo, em trabalho de grupo, mas nunca se afinaram com grupo nenhum, dentro e fora do partido. Vivem no seu mundinho de mesquinharia e ilusão. Tanta mesquinharia e ilusão que só estiveram junto com o PT quando se lançaram candidatos, certa feita abaixo de chantagem, inclusive. Se acham tão iluminados e intocáveis que são incapazes de torcer e fazer força para eleger um companheiro ou companheira que os represente. Gente assim devia viver na lua ou na selva, pois não aprenderam que o caminho se faz caminhando e que “gente é outra alegria diferente das estrelas”. Deveriam aprender que a luta política vai muito além dos limites de um partido e que qualquer diferença não pode ser colocada acima dos interesses maiores de uma instituição e, principalmente, do município.

Outra lição que deveriam aprender é algo que aprendi com o amigo e grande companheiro, eleito pela segunda vez prefeito de Jaguarão, Cláudio Martins. Disse ele certa feita e eu nunca mais irei esquecer: "uma das coisas mais importantes que aprendi na política e na vida pública é que precisamos respeitar a vez dos outros, sejam eles companheiros ou adversários".

O bom é que a vida sempre ensina. O bom é que o PT é maior e mais forte que qualquer indivíduo. O bom é que a atitude de alguns e algumas de remar contra o rumo escolhido pela maioria dos petistas, além de tirar as máscaras, mostra que está mais que na hora do PT dar uma grande virada em Herval. O maior partido do país, definitivamente, não pode ficar refém de gente que só pensa em si, embora alerdei o discurso do coletivo.

A luta continua! Chega de companheiro devorando companheiro para sentir algum prazer e comemorar alguma vitória! Dias e gentes melhores virão!


Rir é o melhor remédio





Ato político



"Ato político" evoca a voz lúcida e clara de Leonardo Boff. Enfim, alguém que transcende a simplificação, o obscurantismo e a pirotecnia que visa condenar sem apelação não os propalados malfeitos, mas um lado da política desse país.

A espetacularização e a ideologização do Judiciário
A ideologia que perpassa os principais pronunciamentos dos ministros do STF parece eco da voz de outros, da grande imprensa empresarial que nunca aceitou que Lula chegasse ao Planalto. Ouvem-se no plenário ecos vindos da Casa Grande, que gostaria de manter a Senzala sempre submissa e silenciosa.

                                                   Leonardo Boff



É com muita tristeza que escrevo este artigo no final da tarde desta quarta-feira, após acompanhar as falas dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Para não me aborrecer com e-mails rancorosos vou logo dizendo que não estou defendendo a corrupção de políticos do PT e da base aliada, objeto da Ação Penal 470 sob julgamento no STF. Se malfeitos foram comprovados, eles merecem as penas cominadas pelo Código Penal. O rigor da lei se aplica a todos.


Outra coisa, entretanto, é a espetacularização do julgamento transmitido pela TV. Ai é ineludível a feira das vaidades e o vezo ideológico que perpassa a maioria dos discursos.


Desde A Ideologia Alemã, de Marx/Engels (1846), até o Conhecimento e Interesse, de J. Habermas (1968 e 1973), sabemos que por detrás de todo conhecimento e de toda prática humana age uma ideologia latente. Resumidamente, podemos dizer que a ideologia é o discurso do interesse. E todo conhecimento, mesmo o que pretende ser o mais objetivo possível, vem impregnado de interesses.


Pois, assim é a condição humana. A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. E todo o ponto de vista é a vista de um ponto. Isso é inescapável. Cabe analisar política e eticamente o tipo de interesse, a quem beneficia e a que grupos serve e que projeto de Brasil tem em mente. Como entra o povo nisso tudo? Ele continua invisível e até desprezível?


A ideologia pertence ao mundo do escondido e do implícito. Mas há vários métodos que foram desenvolvidos, coisa que exercitei anos a fio com meus alunos de epistemologia em Petrópolis, para desmascarar a ideologia. O mais simples e direto é observar a adjetivação ou a qualificação que se aplica aos conceitos básicos do discurso, especialmente, das condenações.


Em alguns discursos, como os do ministro Celso de Mello, o ideológico é gritante, até no tom da voz utilizada. Cito apenas algumas qualificações ouvidas no plenário: o mensalão seria “um projeto ideológico-partidário de inspiração patrimonialista”, um “assalto criminoso à administração pública”, “uma quadrilha de ladrões de beira de estrada” e um “bando criminoso”. Tem-se a impressão de que as lideranças do PT e até ministros não faziam outra coisa que arquitetar roubos e aliciamento de deputados, em vez de se ocuparem com os problemas de um país tão complexo como o Brasil.


Qual o interesse, escondido por detrás de doutas argumentações jurídicas? Como já foi apontado por analistas renomados do calibre de Wanderley Guilherme dos Santos, revela-se aí certo preconceito contra políticos vindos do campo popular. Mais ainda: visa-se a aniquilar toda a possível credibilidade do PT, como partido que vem de fora da tradição elitista de nossa política; procura-se indiretamente atingir seu lídercarismático maior, Lula, sobrevivente da grande tribulação do povo brasileiro e o primeiro presidente operário, com uma inteligência assombrosa e habilidade política inegável.


A ideologia que perpassa os principais pronunciamentos dos ministros do STF parece eco da voz de outros, da grande imprensa empresarial que nunca aceitou que Lula chegasse ao Planalto. Seu destino e condenação é a Planície. No Planalto poderia penetrar como faxineiro e limpador dos banheiros. Mas nunca como presidente.


Ouvem-se no plenário ecos vindos da Casa Grande, que gostaria de manter a Senzala sempre submissa e silenciosa. Dificilmente, se tolera que através do PT os lascados e invisíveis começaram a discutir política e a sonhar com a reinvenção de um Brasil diferente. Tolera-se um pobre ignorante e mantido politicamente na ignorância. Tem-se verdadeiro pavor de um pobre que pensa e que fala. Pois, Lula e outros líderes populares ou convertidos à causa popular como João Pedro Stedile, começaram a falar e a implementar políticas sociais que permitiram uma Argentina inteira ser inserida na sociedade dos cidadãos.


Essa causa não pode estar sob juízo. Ela representa o sonho maior dos que foram sempre destituídos. A Justiça precisa tomar a sério esse anseio a preço de se desmoralizar, consagrando um status quo que nos faz passar internacionalmente vergonha. Justiça é sempre a justa medida, o equilíbrio entre o mais e o menos, a virtude que perpassa todas as virtudes (“a luminossísima estrela matutina” de Aristóteles). Estimo que o STF não conseguiu manter a justa medida. Ele deve honrar essa justiça-mor que encerra todas as virtudes da polis, da sociedade organizada. Então, sim, se fará justiça neste país.


Leonardo Boff é teólogo e escritor.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Música para os meus ouvidos


Julieta Venegas me faz navegar no seu som sem igual e tudo de bom...





A verdade venceu a mentira!



Pessoas sem escrúpulos costumam ter ares de bom moço. As mentes mais perversas costumam se esconder atrás da fala mansa de quem se apresenta como a encarnação do bem e tenta, desesperadamente, pintar seus oponentes com a máscara do diabo.

Mas não adianta falar bonito e usar o nome de todos e, ao mesmo tempo, defender apenas o próprio umbigo, além de ter as palavras contrariadas pelos atos.

De nada adianta ser novo na idade e praticar a velha e surrada política da ofensa, da mentira e da destruição. De nada adianta falar nos pobres em vão e se mover pela sede insaciável do poder que constrói o bem de poucos.

Quem vê cara não vê coração. Ainda bem que a imensa maioria não se deixou iludir e o povão decidiu: Carminha comandando o Herval não!

Agora é seguir trabalhando pra fazer cada vez mais e melhor. Mais e melhor para todos, inclusive aos que se deixaram levar pelas ilusões da turma do velho trenzinho da alegria! Afinal, assim deve ser numa democracia de fato: grandeza e respeito pela escolha dos outros, na vitória ou na derrota.



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Liberdade, liberdad; justiça, justicia

O canto de Jara me encanta e faz desatar os nós na garganta...

Ao som desse canto e movidos pela liberdade de fato e de direito vamos votar neste próximo domingo para que a mudança possa ir mais longe e mais fundo em Herval.

Temos grandes exemplos da luta pela democracia e pela liberdade em nosso município, como o vereador Elio Soares e o ex-prefeito Nido Furtado Soares. Mas poucas pessoas tiveram que pelear tanto neste município, em plena democracia, para dizer livremente sua palavra como este que aqui escreve. Uma perseguição que não foi promovida pelos que hoje recebem a pecha de ditadores, mas justamente pelos mesmos que pronunciam a palavra liberdade com a boca suja e o coração cheio de rancor.

No começo me acusavam de laranja, ou seja, de não ser o autor de meus próprios escritos. Depois passaram a me bombardear acusando-me de estreito e sem noção, de ser fechado politicamente e querer um mundo que não teria como existir. Agora tentam me silenciar acusando-me de trair meus princípios e me converter ao deus dinheiro. Porém, as pessoas lúcidas e bem intencionadas desta terra sabem separar o joio do trigo. Não calaram nem nunca irão calar minha voz ou barrar minha pena.

Se apresentam como defensores dos pobres, mas pobre pra eles só é lembrado nos discursos ou nos períodos eleitorais. Ou pior, usam os pobres para saciar os apetites de uma meia dúzia de bem nascidos que não teve capacidade de gerenciar o que receberam de mão beijada e seu projeto de vida é viver bem à custas da pobreza alheia. Isto é, pobres para eles não podem aprender a pensar nem melhorar de vida, pois do contrário eles perdem o discurso e o sustento.

É por isso que sempre me bateram tanto, porque a maior herança que recebi dos meus pais foi a vontade de crescer sem pisar em ninguém e de pensar por minha própria cabeça, não precisando correr atrás de caudilhos ou gurus.

É  por isso que eles enchovalham tanto o atual prefeito, porque ele nasceu pobre e melhorou de vida.

Como disse, para eles pobre não pode pensar nem melhorar de vida, pois na medida que as pessoas se libertam deixam de comer em suas mãos sujas e molhadas de medo.

Até a vitória da esperança contra o medo! Até a vitória da verdade contra a mentira! Até a vitória da liberdade contra a manipulação e a desfaçatez!





quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Altas conexões





Bote essa estrela no peito, não tenha medo ou pudor!





Domingo é dia de escolher o destino do nosso município e nossos representantes pelos próximos 4 anos. Neste sentido, venho aqui pedir o voto para as candidaturas a vereador e vereadora do PT, que faz parte da coligação Mais Herval. São candidaturas que representam o projeto político que governa o estado e o país, e que tanto tem ajudado nosso município com investimentos em todas as áreas e nos quatros cantos do Herval.

Tem muito vereador (a) por aí prometendo coisas que não competem a um parlamentar. A função do vereador é ser os olhos e a voz da população, fiscalizando a aplicação do dinheiro público, propondo leis da sua iniciativa ou votando nos projetos do Poder Executivo. Além dessas funções, o vereador ou vereadora petista ainda tem outras tarefas e compromissos importantes, que é aproximar a política da vida das pessoas e atuar como uma ponte entre o município e os governos estadual e federal.

Por isso, é fundamental votar num dos candidatos abaixo, pela sua capacidade e pela sintonia com Tarso, Dilma e com as mudanças que estão transformando nossa terra para melhor.

CRIS – 13613
GORDO – 13133
VALDIRÃO – 13000
XIRÚ MARTINS - 13013


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Nem só de pão viverá o homem




Viva Herval! Viva os hervalenses que querem seguir mudando!



O voto vale a pena! A vida vale a pena! A política vale a pena!

O voto vale a pena porque a gente não pode esquecer que muitas pessoas perderam a vida, foram exiladas ou torturadas nesse país, como a presidenta Dilma, pra que a gente pudesse ter esse direito que hoje parece tão simples, que é o direito de votar e manifestar livremente nossas preferências políticas.

A gente precisa lembrar e homenagear também os hervalenses que ajudaram na redemocratização do Brasil, como o vereador Elio Soares e o saudoso Nido Furtado Soares, exemplos de luta pela democracia e pelo autêntico trabalhismo. Não esse trabalhismo feito a martelo; de faz de conta; que usa o nome de todos para saciar os apetites de poucos; que fala uma coisa e faz outra.

E por falar no ex-prefeito Nido Soares, deixo aqui minha homenagem a sua memória e trago à tona o fato que me foi narrado por seu filho Nilo de que poucos dias antes de partir desse mundo, ele fez questão de procurar o atual prefeito para dizer que Herval estava em boas mãos e no rumo certo.

É por isso que os autênticos trabalhistas da nossa terra estão ao lado de quem pratica o trabalhismo, e não apenas usa o nome do trabalhismo em vão!


A vida vale a pena porque todos os dias nós ganhamos uma nova oportunidade pra fazer melhor aquilo que a gente vem fazendo, pra fazer novas escolhas, pra se tornar gente melhor, mais capaz, mais feliz.

A gente estuda, trabalha, namora, constitui família sempre em busca da felicidade. E ser feliz é estar de bem com a vida, é poder progredir na vida, é ver que as outras pessoas também têm a chance de conquistar pelo menos um pouquinho daquilo que faz uma pessoa feliz.


A política vale a pena quando um prefeito herda uma dívida de quase R$ 3 milhões, em menos de quatro anos paga a metade dessa dívida e, mesmo pagando contas, não deixa de investir para desenvolver o município e melhorar a vida das pessoas.

A política vale a pena quando uma prefeitura que vinha perdendo muitos milhões em investimentos por estar estacionada no cadin é tirada do cadin logo no começo da administração e o município conquista o maior volume de recursos da nossa história.

Quando a Secretaria de Assistência Social pula de apenas 558 para mais de 1.060 pessoas atendidas com auxílios assistenciais. Quando o investimento na compra de medicamentos salta de cerca de R$ 400 mil para mais R$ 600 mil. Quando as compras no comércio local dão um salto, passando de R$ 1,5 milhões para quase o dobro, cerca de R$ 2,8 milhões. Quando a administração que antes precisava pedir maquinário emprestado aos municípios vizinhos passa a adquirir máquinas para apoiar o produtor rural e investir na nossa principal vocação produtiva, que é a agropecuária.


“No creo” em quem prega milagres, menos ainda que o tal milagre chegará de trem. Creio na força do trabalho sério e incansável de quem anda com os pés no chão e já provou que possui o brilho das estrelas. Até porque o tão propalado novo não passa do antigo e carcomido tempo, querendo tirar nosso chão dos trilhos e trazer novamente à tona o velho TRENZINHO DA ALEGRIA. E da alegria de poucos, vale dizer!


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Pitada filosófica





Música para os meus ouvidos


Gaúcho é bairrista e ponto final. Sendo assim, digo que nossa música é a melhor do mundo e essa dupla (Chico Saratt e Bebeto Alves) tem as melhores vozes do universo. 

Como canta Bebeto, "quem achar o contrário com essa cara de otário, diga que não". kkkkk



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Autorretrato


Yo de papo pro ar!


Ato político




“Ato político” invoca novamente a lucidez sempre terna, pertinente e relevante de Marcos Rolim.

Embarcar na onda de Rolim é algo leve, seguro, profundo e prazeroso. Vale a pena navegar pelos escritos, ditos e feitos desse cara!

 

Política e irrelevância, por Marcos Rolim


Consciência política, como todos sabem, é matéria em falta no Brasil. Faz tempo, é verdade. Falar mal da política e dos políticos tornou-se um esporte nacional e a ênfase nas críticas tende a ser maior quanto mais o crítico esquecer suas próprias responsabilidades. A começar, por exemplo, dos votos que já deu. No Brasil, alguns meses após as eleições, grande parte das pessoas _ pobres e ricos, analfabetos e pós-graduados _ não lembra em quem votou. Diante deste fenômeno, é preciso perguntar: por que a política tornou-se irrelevante para tanta gente no Brasil?

A primeira resposta rápida é aquela que reduz o problema a um processo de sucessivas desilusões. As pessoas teriam se tornado distantes da política, em síntese, porque suas expectativas foram frustradas. O ceticismo dominante seria, então, o "troco" aos políticos e aos partidos, a resposta da impotência e do ressentimento, em que deboche e insulto se confundem. O que há de errado nesta resposta é a separação metafísica entre representados e representantes. Um processo de desilusão com a política é sempre, por definição, uma autocrítica. Quem vota em bobalhões se tapa de bobagens; quem vota em bandidos legitima seus crimes; quem seleciona incompetentes terá o nada que demanda. Errar, é claro, faz parte desse processo e, por isso, em todas as democracias desenvolvidas, eleições servem para afastar maus políticos; momento em que a cidadania realiza um balanço e ajusta contas com quem esteve abaixo das suas expectativas. No Brasil, o processo eleitoral funciona melhor para manter os piores, porque as regras vigentes _ do financiamento das campanhas até a distribuição do fundo partidário, do tempo de TV e do voto personalizado _ punem as condutas morais e recompensam a falta de escrúpulos. De novo, temos aqui uma interação entre um sistema perverso e a falta de consciência política da maioria.

A segunda resposta rápida é lembrar a educação como solução para a falta de consciência política. Dito assim, sem precisar conteúdos pedagógicos, trata-se de generalidade simplificadora. A alienação política é uma ausência, um vazio, que convive perfeitamente com diplomas universitários. O tema, então, é mais complexo e remete para a postura diante do mundo que permite à cidadania o protagonismo na esfera pública. Dito de uma forma mais simples: a consciência política é o resultado a que chegamos quando percebemos o quanto é possível influenciar uma decisão pública com base em argumentos e nos dedicamos a esta possibilidade. O que há de perturbador na alienação política é que ela naturaliza o fato de as pessoas viverem mergulhadas na esfera privada das suas existências, tratando tão somente dos seus problemas, perseguindo apenas seus próprios objetivos. Uma maldição que, frequentemente, se confunde com a hostilidade diante de tudo aquilo que, por ser público, não cabe no império das causas miúdas. Uma vida dedicada à esfera privada seria, para os antigos, uma vida sem qualquer sentido. Para os modernos, transformou-se na senha para a felicidade. Por isso, a política é cada vez mais marginal no Brasil. Não porque tenha se tornado menos importante, mas porque o espaço que ela inaugura exige cidadãos, não consumidores.

Marcos Rolim é Jornalista
Artigo publicado originalmente no jornal Zero Hora do dia 23 de setembro de 2012.