quinta-feira, 26 de julho de 2012

Música para os meus ouvidos


Escutar Chico me faz sentir no céu. Chico continua uma estrela de primeira grandeza e um dos homens com a alma mais feminina que a humanidade já teve notícias. Um artista que arrebata e conduz aos altos cumes da boa música e um cara encantador que se fez másculo pelos mergulhos permanentes no universo profundo e perturbador das mulheres abordo do verso ou do barco frágil da própria vida, suponho.





quarta-feira, 25 de julho de 2012

Apesar de você a primavera sempre chega II





Continuando a narrativa deprimente sobre o tal caudilho deprimente, o meu velho amigo mais velho ainda trás à tona outros episódios de cair o queixo.

Segundo conta, fora do poder o caudilho agia como se ainda estivesse com as rédeas na mão: plantava a discórdia, semeava intrigas, incendiava ânimos, relembrava feitos que nunca fez, usava o nome dos humildes em favor dos seus intentos particulares e da vontade incontrolável de manter viva sua história de horrores e desmandos que a maioria queria esquecer.

Sem o menor pudor, negociava a indicação de parentes para postos conquistados coletivamente pelo grupo político majoritariamente sério e honrado de que fazia parte – de parentes sabidamente incompetentes e, assim como ele, picados pela mosca da empáfia, da falsidade e da intriga. Sem o menor pudor, se deslocava de sua cidade até as esferas mais altas de poder, servir-se de velhas relações de compadresco, para pedir indevidamente em nome de seus companheiros a indicação de filhos, genros e demais familiares para cargos existentes em repartições desses governos na terra que vivia. Uma piada que o fazia sentir orgulho do quão influente e pródigo com sua prole ele era!

Nos palanques e espaços públicos clamava por justiça, liberdade, igualdade, fraternidade, democracia. Mas no seu íntimo agia em favor de si mesmo, dos seus e de tantos que aceitassem usar sua canga sem reclamar e que, além disso, estivessem dispostos a aplaudi-lo permanentemente, mesmo sem razões concretas para tal. Nos bastidores da política tramava o ódio, a maledicência, a desmoralização dos opositores, tratados como opositores eternos e indesejáveis. Disseminava o culto a si mesmo e insuflava a mobilização de esforços, muitas vezes generosos e incautos, na reconquista do poder pelo poder.

Narra meu amigo, finalmente, que o caudilho morreu e que antes de morrer ainda foi condenado por uma pequena parte de seus atos tresloucados na vida pública. Morreu, mas não aceitou a própria morte. Morreu mas continuou vivo na forma de fantasma, um fantasma nada camarada, cuja única tarefa e utilidade seria agir nas sombras para impedir que as relações políticas e humanas fossem renovadas e a primavera chegasse à terra arrasada que deixou.

Esse meu amigo e suas histórias de caudilhos... Será verdade ou tudo não passa de mera imaginação? Quem viveu viu, quem vive vê. O certo é que apesar dos caudilhos a primavera sempre chega. O certo é que os caudilhos sempre perdem lugar para o correr da vida e o perfume das flores, ainda que resistam muito ou queiram transferir sua herança para algum fiel seguidor. Quase sempre alguém tão jovem e tão velho ao mesmo tempo e, assim como o grande caudilho, uma figura indigesta, sem escrúpulos e deprimente.


Qualquer semelhança é mera coincidência!




Pitada filosófica





Licença poética





Peço licença novamente para entregar-lhes mais palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...

Sonhei que estava viajando no teu céu...
Que passeava perdidamente por teu seio e
mergulhava profundamente no teu mar de pecado.

No embalo desse sonho também percorria tuas curvas...
Perambulava sem pressa pelo ardor da tua pele,
até curvar-me languidamente perante teus pés.

Tua boca quente sugava meu corpo e eu louco
sorvia o mel saboroso da tua nudez e embarcava no vaivém
suave a procura da melhor posição para penetrar teu prazer.

No meu sonho tinhas sabor de sul e te derramavas em cio...
Tuas curvas eram sinuosas como cismas e tragavam como tréplica...
Tua voz era hipnotizante e encantava como canto do cisne.


terça-feira, 24 de julho de 2012

Nem só de pão viverá o homem




Apesar de você a primavera sempre chega I




Trago à tona novamente uma estória deprimente que escrevi há alguns meses. Compartilho tal estória mais uma vez e aqui, desta feita dividida em duas partes. Qualquer semelhança com lugares ou personagens da vida real é mera coincidência. Espero que apreciem, com moderação, é claro.



Tenho um velho amigo mais velho que sempre conta as histórias de um caudilho político, um forasteiro ambicioso e despudorado que criou raízes nesta terra. O detalhe é que as histórias de caudilhos são sempre deprimentes, deprimentes como os próprios caudilhos. Uma história marcada por intrigas, boatarias, vilanias, apadrinhamentos, nepotismo, pilantragens, desvios, despotismos, pilhagens, faz de conta, apropriações indébitas, falsidades ideológicas, propagandas enganosas, promoções pessoais permanentes, improbidades administrativas, e por aí se vai a extensa lista de adjetivos também deprimentes...

Voltando ao famigerado caudilho, conta esse amigo que ele adorava encher a cara e dar vexames em público, porque achava que isso era ser popular. Que ele também adorava encher a bola de si mesmo, uma bola muy murcha, por isso a sua necessidade obsessiva por rebaixar tudo e todos, só assim ele podia alardear alguma grandeza e justificar sua própria existência. Sua luz definitivamente não brilhava e o jeito era tentar apagar o brilho alheio.

Ele conta também que o tal caudilho não suportava as opiniões contrárias, a imprensa e as ideais só eram livres se fossem a favor dele. Do contrário, deveriam ser proibidas, censuradas, e aqueles que se atrevessem a discordar ou noticiar coisas contrárias a seus propósitos deveriam ser ridicularizados, de modo a esconder os ridículos do caudilho. Como quase não possuía feitos próprios para propagandear, chegou a criar um veículo particular de comunicação com a missão de inventar virtudes que ele não possuía, além de detonar as virtudes dos que não faziam parte da sua trupe. E adivinhem, inaugurou tal veículo explorando a boa-fé do povo e usando o nome da comunidade em vão, para transformar o dito veículo de comunicação em palanque e propriedade familiar.

Segundo esse amigo, a sede de poder do caudilho não tinha fim e sua ambição era tamanha e sem limites. Conforme narra, certa feita o caudilho chegou a levar um desafeto político à força para lugar ermo e de arma em punho ameaçou dar um tiro em sua boca, caso ele não calasse a boca que bradava publicamente contra os abusos do caudilho. Era um lunático pelo poder, um louco decadente, deprimido e desenfreado, capaz de imitar Nero e atear fogo em tudo a sua volta ou sacudir uma cidade até deixá-la tonta!

No poder era um tirano insaciável, fora dele era um destrambelhado ressentido, um mau perdedor, sempre cavando uma brecha para empanturrar novamente a si e os seus. Dizia esse amigo que com ele no poder era festança garantida para seus seguidores mais próximos e mais fiéis, não apenas em solo local, mas principalmente nas idas constantes à cidade grande. Não faltavam caravanas, comilanças, beberagens, algazarras, orgias, tudo pago com o dinheiro e a boa-fé do povão!

Meu amigo revela ainda que o caudilho em questão era tão fã de si mesmo, mas tão fã de si mesmo, que certa feita obrigou uma multidão inteira a degustar um prato inventado pelo chef caudilho: arroz regado com a urina de vossa majestade caudilhesca! Tudo para que os súditos soubessem que sua falta de compostura não tinha limites e pudessem provar literalmente todo o sabor das suas sandices.


Continua...


sexta-feira, 20 de julho de 2012

Rir é o melhor remédio




Momento poético




Fácil e Difícil
(Carlos Drummond de Andrade)


Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que se expresse sua opinião...
Difícil é expressar por gestos e atitudes, o que realmente queremos dizer.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias...
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus próprios erros.

Fácil é fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir...
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer a verdade quando for preciso.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre a 
mesma... 
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. 
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado...
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece.
Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã...
Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e as vezes impetuosas, a cada dia que passa.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar...
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar...
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.

Fácil é ditar regras e,
Difícil é segui-las...


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Música para os meus ouvidos


Sou fã de carteirinha desse cara. "Minha dor é perceber Que quem me deu a ideia De uma nova consciência e juventude Tá em casa Guardado por Deus Contando vil metal". Mas não há de ser nada. O cantar desse gênio da liberdade continua e continuará a ecoar por aí e dias e gentes melhores virão!

 
 

Pitada filosófica





quarta-feira, 18 de julho de 2012

Secretário de Planejamento fala sobre cisternas




O Secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Toninho Veleda, se manifestou ontem, 17, na tribuna do Legislativo para levar esclarecimentos aos Edis sobre o projeto das cisternas.  A manifestação do Secretário atendeu a um pedido feito pelos vereadores que buscavam mais esclarecimentos sobre o mencionado projeto, antes de aprovarem a abertura de crédito especial no orçamento no valor superior a R$ 1 milhão, já repassado pelo governo do estado, com vistas à construção das cisternas.

Na oportunidade, o Secretário falou sobre a importância do Parlamento como um dos pilares da democracia e sobre a importância do papel fiscalizador dos vereadores, algo consagrado pela Carta Magna de 1988. O Secretário ainda argumentou sobre a relevância desse projeto, tendo em vista os efeitos perversos para as pessoas e para a nossa economia em decorrência da última estiagem.

De acordo com suas palavras, “são fundamentais as ações emergências do governo quando da ocorrência de estiagens, como a distribuição de cestas básicas, mas mais importante é ir além da emergência e oferecer soluções estruturais ao problema, criando alternativas para o armazenamento de água nas propriedades, de modo a permitir que as pessoas venham a sofrer menos com a falta de chuva, é exatamente isso que esse projeto propõe”, defendeu.

O Secretário ainda lembrou que há poucos dias a prefeitura vinha transportando água em caminhão pipa para muitos produtores que não tinham mais água para beber, uma situação dramática e inédita na história do município. Além dos prejuízos e da angústia dos produtores, Toninho ainda mencionou as perdas de arrecadação do poder público. Neste sentido, informou a queda brutal registrada na arrecadação da prefeitura e a estimativa de que essa queda seja ainda maior no próximo mês, chegando a cerca de R$ 200 mil em razão dos efeitos da estiagem.

Ao ser questionado sobre o não envolvimento da Secretaria Municipal de Agricultura e da Emater na execução do projeto, Toninho esclareceu que o projeto é oriundo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome em parceria com a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social e os municípios. Ou seja, o projeto tem uma concepção e um caráter assistencial e pedagógico que visa oferecer aos beneficiários uma tecnologia para o armazenamento de água e, ao mesmo tempo, ensinar as pessoas sobre o cuidado com este líquido precioso, nos moldes que as populações rurais mais antigas costumavam ter. Diante disso, os órgãos da gestão municipal envolvidas na execução do programa são as Secretarias de Planejamento, Obras e Assistência Social e a validação dos contemplados e o controle social é feito pelo Conselho Municipal de Assistência Social.

Por fim, Toninho pediu aos vereadores que ajudem para que o programa seja executado com o maior êxito possível, não apenas aprovando a abertura da pretendida conta orçamentária, como também acompanhando a sua execução, cumprindo o papel fiscalizador do legislativo. Segundo disse, “só não erra quem não faz nada ou transfere a responsabilidade para os outros. Por certo alguns erros serão cometidos no andamento do programa devido a sua abrangência e pelo fato de ser uma experiência inovadora, mas queremos corrigir os erros que forem sendo diagnosticados e nisso o Legislativo pode nos auxiliar muito”, concluiu.


Senti Nela


"Senti Nela" hoje inova e, ao invés de fotos, trás esse belo vídeo sobre a terrinha. Alguém pergunta por que Senti Nela? Senti Nela porque esse espaço retrata o sentimento que nutro pelo Herval, nossa Sentinela da Fronteira.





terça-feira, 17 de julho de 2012

Acordo viabiliza construção de mais de 3 mil casas em pequenos municípios





O governador Tarso Genro assinou nesta quarta-feira (11), os Termos de Acordo e Compromisso (TAC), com quatro instituições financeiras credenciadas para operar os créditos do programa Minha Casa Minha Vida Sub 50 no Estado: Sicredi, Crehnor, Cresol e Família Paulista. No evento, no Gabinete do Governador, também participaram os prefeitos de Bom Jesus e Salto do Jacuí, que simbolicamente representaram os 86 municípios com menos de 50 mil habitantes contemplados pelo Ministério das Cidades na última seleção para construção de 3.484 unidades.
No total, serão investidos R$ 97 milhões no Estado, sendo R$ 87 milhões do Governo Federal e R$ 10 milhões do Governo do Estado. Cada unidade terá R$ 25 mil da União e R$ 3 mil do Executivo, como contrapartida, além da possibilidade de aporte das prefeituras na complementação das casas, áreas ou infraestrutura urbana. Serão atendidas famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil, residentes em áreas urbanas. Os empreendimentos são de pequeno porte, e as propostas foram limitadas a 50 unidades habitacionais.


Para o secretário de Habitação e Saneamento (Sehabs), Marcel Frison, este é um primeiro passo nessa relação com a modalidade Sub 50 do programa Minha Casa, Minha Vida. "Foram contemplados municípios pequenos que têm maior necessidade e dificuldades de acessar recursos e de enfrentar os problemas urbanos", afirmou Frison. Além do repasse de recursos financeiros, a Sehabs também disponibilizou suporte técnico e político para que as prefeituras selecionadas pudessem viabilizar seus projetos. Com isso a previsão é que todas as moradias estejam prontas no ano que vem.

Texto Marcio Costa
Foto: Caco Argemi
Edição: Redação Secom (51)3210-4305

Toninho e o Secretário de Habitação e Saneamento do RS, Marcel Frison

Herval presente na reunião com o governador


O município de Herval, contemplado com 40 do total de 3.484 unidades habitacionais, estava presente na reunião com o governador Tarso, sendo representado pelo Secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Toninho Veleda.

Na ocasião, Toninho cumprimentou o governo do estado e o Secretário Marcel Frison pela iniciativa que, além de ajudar os municípios na execução do programa, vai propiciar a construção de uma moradia com melhor qualidade aos contemplados pelo Minha Casa, Minha Vida.

Altas conexões


Se a boataria já é grande em períodos "normais", ela é ainda maior e mais daninha em período eleitoral. Então, cuidado para não cair nos boatos plantados por quem tem uma sede enorme pelo poder e pouco conteúdo para falar de si mesmo, por isso usa como arma a tentativa permanente e mesquinha de desqualificar os oponentes. Lembremos o grande filósofo Confúcio que dizia que "as vasilhas vazias são as que mais barulho fazem". Lembremos o ensinamento do Mestre dos mestres, Jesus Cristo, que ensinava que "a árvore se conhece pelos seus frutos" e que "a árvore má não pode produzir bons frutos". Haverão muitos tão jovens e tão velhos ao mesmo tempo, justamente por esse motivo é importante estar atento para não cair em conversa fiada e depois comer promessas e faz de conta pelos próximos quatro anos!





Quem é PT vem com Ildo nesta eleição!





Hoje me permito utilizar este espaço para algo que não costumo fazer, pelo menos aqui. Tenho a clara noção de que blog não é palanque político, mas em momentos decisivos não podemos cruzar os braços nem ficar em silêncio diante da boataria e da mentira, das falsas promessas, da despolitização da política e da tentativa desesperada de apagar o passado ou negar as realizações de agora.

Neste sentido, me dirijo aos meus companheiros e companheiras do Partido dos Trabalhadores para dizer que petista não vacila e vem com Ildo nesta eleição.

Na última eleição nós do PT, representados pelos companheiros Roque e Jorge, dizíamos que era preciso recuperar a gestão e as principais funções da prefeitura, pois em poucos meses o prefeito Ildo recuperou o crédito junto aos fornecedores e com a ajuda do deputado petista Fernando Marroni retirou a prefeitura do Cadin, o que já garantiu a chegada ao município do maior volume de investimentos da nossa história.

Nós dizíamos ainda que era preciso valorizar os servidores, contratando através de concurso público, e não por parentesco ou favorecimento político como ocorria; aumentando o básico dos funcionários, e não privilegiando uns poucos a custas da “barrosa”; diminuindo os CCs, ao invés da farra de contratos de antes; retomando o pagamento do vale-alimentação, no lugar da tentativa feita pelo governo passado de acabar com esse importante direito do funcionalismo. Pois o prefeito Ildo transformou nossas bandeiras em realização do seu governo e honrando nossa tradição da boa política, precisamos reconhecer e aplaudir isso.

Nós dizíamos também que era preciso renovar a frota de máquinas e veículos da prefeitura, completamente sucateados pela gestão anterior. Hoje a frota está totalmente renovada, permitindo que a prefeitura cumpra seu papel e possa prestar serviços importantes e de qualidade à população com veículos e maquinários próprios, diferentemente das tais caravanas rurais do passado que, além de terem sido mais festa que trabalho prestado à comunidade, era preciso pedir máquinas emprestadas aos municípios vizinhos, já que naquela época escura a prefeitura tinha somente sucatas. Uma vergonha e motivo de deboche!

Nós do PT defendíamos também o respeito e o fortalecimento do Poder Legislativo, no lugar dos atropelos do antigo governo. Pois o prefeito Ildo atendeu nosso anseio através da aquisição de prédio próprio para a Câmara de Vereadores e das transferências constitucionais rigorosamente em dia, ao contrário do corte temporário dos repasses registrado na outra gestão, só porque a maioria dos Edis votou contra o aumento salarial da farmacêutica, coincidentemente filha do ex-prefeito.

Nós do PT dizíamos ainda que era preciso criar um órgão específico para elaborar projetos técnicos e captar recursos junto aos governos estadual e federal. Pois o prefeito Ildo não apenas criou a Secretaria de Planejamento exatamente com essa missão, como também convidou um petista para ficar à frente dessa Secretaria estratégica que dialoga com todo o governo e com as diferentes instituições do nosso município, além de aproximar Herval dos governos Tarso e Dilma.

Por outro lado, é importante lembrar que na última disputa eleitoral nós do PT não lançamos candidatura própria para enfrentar Ildo, mas o desmando, os abusos e o caos instalado pela antiga gestão. Lançamos candidato próprio porque não queríamos a continuidade de um governo que fez tanto mal e tanto envergonhou não somente ao nosso querido Herval, mas a tradição democrática, agregadora e de boas administrações do campo democrático e progressista.

Não vamos repetir o erro de alguns companheiros que roeram a corda do nosso companheiro Roque e preferiram o caminho que parecia mais fácil para obter algumas vantagens particularistas, pequenas e imediatas. Vamos pensar grande e alto. Vamos pensar que existe erros, mas a julgar pelos ditos e feitos nos dois lados é mais fácil corrigir os erros continuando com Ildo do que voltando aos erros friamente calculados que existiam antes. Vamos pensar que há muita coisa para ser feita e que se existe alguma chance de fazer o muito que resta para ser feito não é voltando ao passado que todos nós queremos esquecer, mas somando nossas forças às forças verdadeiramente progressistas da nossa terra para ir ainda mais longe e mais fundo nas mudanças que começaram em 2009 e não podem parar!

Petista que é petista não vacila e agora vem com Ildo para o PT crescer e para Herval todo ganhar! 


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Rir é o melhor remédio






Licença poética




Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...

O mundo seria melhor sem mim!
Sou fraco e fútil e fatigante.
A vida deveria premiar quem me suporta, já que muitas vezes
nem mesmo eu conquisto a façanha de me suportar.


Ainda bem que és só afago e mel que adoça meu viver
e todo e qualquer penar.


Olho para ti e enxergo um verdadeiro pedaço de bom caminho...
Impossível percorrer-te sem se tornar prisioneiro do teu
ninho de amor!


Por isso, não há nada que cure o tanto que te quero!



Versos del alma gautia


"Versos del alma gautia" ressurge neste canto do mundo virtual, mais uma vez com a sapiência curtida e saborosa de Jayme Caetano Braun...




sexta-feira, 13 de julho de 2012

Ato político


 



"Ato político" de hoje é abrilhantado por esta brilhante reflexão de Vinícius Wu, Chefe de Gabinete do governador Tarso Genro.

Salários, Transparência e República.


Vinícius Wu*
Publicado em www.cartamaior.com.br
A lei 12.527 de 2001, já popularmente conhecida como “lei da transparência”, é um marco em nossa longa caminhada até a consolidação de uma autêntica República em nosso país. Ela surge num contexto internacional marcado por grandes debates sobre dados abertos e acesso à informação no mundo hiperconectado do inicio do século XXI. Trata-se de uma lei que integra a nova geração de instrumentos normativos voltados ao aumento da transparência e do controle público sobre o Estado, tornados possíveis pelos avanços recentes no campo das Tecnologias da Informação e Comunicação. Aliás, nossa Lei, fruto da ação concreta do Governo Federal nessa área, já é considerada uma das melhores do mundo.
Entretanto, parte dos grandes meios de comunicação tem optado por transformar uma lei com alto potencial de radicalização da democracia e afirmação de nossos preceitos constitucionais em uma ação pretensamente punitiva da política e dos gestores públicos no Brasil. Busca-se, assim, reduzir todo o debate acerca dos efeitos da Lei sobre a República e a organização do Estado brasileiro a simples divulgação de salários no âmbito da administração publica. Não que essa seja uma discussão sem importância, pelo contrario. Mas a radicalidade da Lei nos permite ir muito além disso. Estamos diante da oportunidade de um profundo debate sobre os limites de nossa incompleta formação republicana e os desafios de nossa democracia no novo século.
A tradição patrimonialista, que orientou a formação do Estado brasileiro, cunhou em nossas Instituições uma forte inclinação à apropriação privada do espaço público, cristalizando uma ampla rede de interesses e negociações de favores, que terminaram por solapar as pretensões modernizadoras de nossa incipiente tradição republicano-positivista que disputou a condução do país à época da transição da Monarquia à Republica no Brasil.
Os impasses estruturais que ensejaram o ocaso do regime monárquico brasileiro foram mitigados em torno de um pacto entre as elites do final do século XIX, que nos permitiram transitar do II Reinado à Primeira República mantendo-se intactas as bases patrimonialistas, clientelistas e oligárquicas em torno das quais se estruturou o Estado brasileiro, em especial, após a instalação da Corte Portuguesa em território nacional.
Para decretar pelo alto a “República” nossa elite política não hesitou em sacrificar princípios republicanos elementares. E assim transitaram dos governos militares de Deodoro e Floriano Peixoto ao pacto oligárquico, consolidado a partir de Campos Sales, sem qualquer constrangimento. Nossa República nasceu sob o signo do pragmatismo e da instrumentalização de princípios e ideologias. Não por acaso, monarquistas convictos transformaram-se, em poucos dias, em fervorosos republicanos de ocasião, empenhados em manter intactas as bases da dominação oligárquica. Ao final, prevaleceu a imposição da ordem para os de baixo e a repartição dos frutos do progresso para os de cima.
Não seria necessário nenhum grande esforço intelectual para concluirmos, ainda, que durante praticamente todo o século XX assistimos à persistente reação das elites econômicas do país a qualquer reforma estrutural que nos permitisse uma mínima abertura na arquitetura política do Estado brasileiro forjada nas primeiras décadas da República. Foram bloqueadas, inclusive através da força, até mesmo algumas tímidas tentativas de republicanização do país esboçadas por Getúlio, Juscelino e Jango.
O processo Constituinte de 1988 representou a abertura de uma nova possibilidade para a rediscussão das bases sobre as quais se estrutura nossa República. Esse ainda é um processo em curso, na qual os setores populares lograram significativos êxitos na esteira dos movimentos de redemocratização das décadas de 70 e 80. Mas, ainda, temos inúmeros desafios e muitos deles se relacionam com os pressupostos contidos na Lei da Transparência.
Pois então, radicalizemos essa perspectiva e nos concentremos em alcançar a raiz dessas questões. Veremos, dessa forma, que a informação sobre salários, vencimentos e ganhos rentistas no Brasil pode, sim, suscitar uma ampla reflexão sobre justiça social e concentração de renda no Brasil.
Então, façamos um chamado aos grandes meios de comunicação e formadores de opinião publicada: Radicalizemos a perspectiva republicana da Lei da Transparência! Vamos abrir informações sobre dados de todos setores que, de alguma forma, recebem direta ou indiretamente recursos públicos em seus vencimentos. Bastaria, para isso, uma simples alteração do Artigo 2​° da Lei.
Abram-se, portanto, informações sobre ganhos e bônus recebidos por executivos das grandes empresas que recebem isenções fiscais e subvenções públicas. Tornemos públicos os ganhos obtidos pelas empresas beneficiadas por verbas públicas e dos controladores de empresas de capital misto. Façamos com que os bancos submetam-se ao controle público da mesma forma como estamos cobrando dos gestores que determinam as políticas macro-economicas do país.
Essa não é, de forma alguma, uma agenda radical, esquerdista ou coisa que o valha. O Presidente dos EUA, Barack Obama, sugeriu algo parecido, recentemente, no rastro da crise de 2008. Essa é uma agenda que nosso país deveria ter cumprido no início do século XX, na gênese da República brasileira.
E lutemos para que não sejam distorcidos os termos do debate. Nos últimos dias, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul – comprometido com o pleno cumprimento da Lei – foi alvo de ataques de alguns setores por sugerir que na implantação da Lei deve-se ter cautela para não violar a privacidade fiscal de cada servidor e não suscitar medidas judiciais regressivas futuramente.
Longe de retroagir, devemos avançar decididamente no acesso às informações públicas, inclusive aquelas sobre controle privado. Vejamos como andam as concessões de serviços públicos, comparemos lucros e investimentos na melhoria de serviços. Façamos valer a Lei para todos e tudo aquilo que envolver recursos públicos. Reproduzamos em nosso país experiências como a do “Where Does My Money Go?”, que abre informações sobre a destinação dos recursos públicos na Inglaterra. Em São Paulo, jovens do “Para onde vai o meu dinheiro” já fazem esforços semelhantes para abrir dados e informações públicas. Temos outras experiências em várias partes do mundo que podem ser aplicadas aqui com apoio do Poder Público.
Nosso país mudou profundamente nos últimos anos. Novos sujeitos emergem na cena pública do país e é preciso repensar a organização do Estado brasileiro. A reforma necessária de nossas instituições democráticas é um imperativo da continuidade do amplo processo de democratização da sociedade brasileira ensejado pela Constituição de 1988.
Realizemos, portanto, um debate sério a respeito do caráter transformador da Lei da Transparência e seus desdobramentos sobre todas as esferas de poder e exercício de funções públicas em nosso país. Dessa forma, poderemos promover o encontro virtuoso entre uma Lei exemplar e a necessária realização efetiva de nossa incompleta – e tão adiada – transição republicana.
*Chefe de Gabinete do Governador do RS e Coordenador do Gabinete Digital

Pitada filosófica




quinta-feira, 12 de julho de 2012

Secretaria da saúde deve receber nova van





No último dia 25 de junho, na sede da Secretaria Estadual da Saúde em Porto Alegre, foi assinado o Convênio que deverá garantir mais uma Van, a fim de realizar o transporte de pacientes para realização de exames e consultas nos municípios de referência do município.

O projeto que prevê aquisição desse veiculo é uma iniciativa da Secretaria Municipal da Saúde que visa qualificar e ampliar ainda mais esse importante serviço prestado aos usuários do SUS. De acordo com a Secretaria Janise, “é fundamental valorizar o SUS como uma das políticas públicas mais importantes do nosso país. Neste sentido, a efetivação de mais esta aquisição para a saúde deverá facilitar o acesso dos pacientes aos serviços de saúde que não são prestados no âmbito do município”.

O Convênio que foi assinado pelo prefeito Ildo juntamente com o Secretario Ciro Simoni, prevê o repasse da Secretaria Estadual da Saúde no valor de R$ 100 mil para a compra da van.

Música para os meus ouvidos


Pra espantar o frio nada como a boa música do Rio Grande. Pra lembrar as coisas mui antigas que volta e meia se apresentam como novas nada como esse som do "ladrão de vaca". 




segunda-feira, 9 de julho de 2012

Nem só de pão viverá o homem





O  DIA MAIS BELO


O dia mais belo: hoje
A coisa mais fácil: errar
O maior obstáculo: o medo
O maior erro: o abandono
A raiz de todos os males: o egoísmo
A distração mais bela: o trabalho
A pior derrota: o desânimo
Os melhores professores: as crianças
A primeira necessidade: comunicar-se
O que traz felicidade: ser útil aos demais
O pior defeito: o mau humor
A pessoa mais perigosa: a mentirosa
O pior sentimento: o rancor
O presente mais belo: o perdão
o mais imprescindível: o lar
A rota mais rápida: o caminho certo
A sensação mais agradável: a paz interior
A maior proteção efetiva: o sorriso
O maior remédio: o otimismo
A maior satisfação: o dever cumprido
A força mais potente do mundo: a fé
As pessoas mais necessárias: os pais
A mais bela de todas as coisas: O AMOR!!!

Madre Tereza de Cálcuta

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Momento poético







Casamento
Adélia Prado


Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque, 
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como "este foi difícil"
"prateou no ar dando rabanadas"
e faz o gesto com a mão.


O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.



Altas conexões






segunda-feira, 2 de julho de 2012

Música para os meus ouvidos


Tenho um "q" com Caetano que não sei explicar. Mesmo assim, curto muito algumas de suas canções. A exemplo dessa que hora compartilho com ustedes...