terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Licença poética





Peço licença uma vez mais para entregar-lhes algumas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Tomara que a distância não trague esse vazio que sinto
de ti e te traga logo para perto de mim...

Viver é uma vasta aventura, cuja única bússola é o nosso coração.

E coração é bicho danado que às vezes dói, às vezes sente falta, às vezes arrepia, às vezes escapa pela boca, às vezes excita.

Coração é escuro e clarão, que às vezes sacia, às vezes arde, às vezes aperta,
e quanto mais perto da pessoa amada mais palpita.

Lembre-se que sou apenas um viajante na estrada comprida da vida,
um viajante perdido de si à procura de ti que me acorda e transborda, querida.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Somando forças, semeando conquistas


Ao assumir o comando da área de planejamento da prefeitura, no início de novembro de 2011, encontrei uma equipe de trabalho comprometida e qualificada, além de um monte de projetos em andamento e outros tantos possíveis de serem elaborados com vistas a colocar nosso município cada vez mais no ritmo de desenvolvimento do país. De lá prá cá, meu trabalho tem sido regar as sementes plantadas antes da minha posse, semear a colheita de novas conquistas e fortalecer política e administrativamente esse setor estratégico da administração.

Vale lembrar que a criação de um órgão específico voltado ao planejamento e elaboração de projetos, com prioridade para a captação de recursos junto aos governos federal e estadual, foi uma das principais propostas defendidas pelo Partido dos Trabalhadores durante a última corrida eleitoral, uma proposta levada a efeito logo nos primeiros passos do governo do prefeito Ildo, o que demonstra sua incrível e já reconhecida capacidade administrativa, mas também sua sensibilidade política em relação aos novos tempos vividos no âmbito da gestão pública, a qual deve se pautar pela soma de ideias, esforços e talentos, e nunca pela divisão ou estrelismo de quem se julga dono da verdade ou acima do bem e do mal.

Por outro lado, entendo que o papel de toda figura pública é prestar contas permanentemente sobre seus atos e intentos públicos. Neste sentido, aproveito novamente este espaço para informar à opinião pública sobre outros projetos que se encontram em tramitação junto a área de planejamento da prefeitura, sempre com a ressalva de que nem tudo aquilo que é projetado acaba se convertendo em investimentos, especialmente pelo peso enorme da burocracia que nos persegue e assusta. O certo é que amor ao nosso município não nos falta e ainda nos move e impele e fazer sempre mais e melhor.

Em termos de emendas parlamentares, merece destaque a emenda no valor de R$ 300 mil para pavimentação urbana, destinada pelo deputado federal Afonso Hamm (PP) para investimento este ano. Outro destaque é a emenda de iniciativa do deputado federal Dionilso Marcon (PT), cujo valor de R$ 100 mil deverá ser aplicado na aquisição de um trator agrícola. Outra emenda importante, com previsão de pagamento em 2012, provém do brilhante trabalho feito pelo deputado Fernando Marroni (PT) em favor do nosso município, desta feita no valor de R$ 200 mil a serem utilizados na compra de mais um ônibus escolar, selando a renovação de toda a frota do transporte escolar promovida pela atual gestão. Temos ainda uma emenda no montante aproximado de R$ 150 mil, de iniciativa do deputado Eliseu Padilha (PMDB), para aplicação em obras de ampliação do Centro Municipal de Saúde.

É esperada também a inclusão do nosso município num programa do Ministério da Agricultura para fornecimento de calcário a produtores rurais, fortalecendo a iniciativa já começada pela administração municipal que caminha nesta mesma direção. Também está prevista a ampliação da escola Che Guevara, localizada no assentamento Nova Herval, cujas obras devem iniciar nos próximos dias. Menciono ainda a previsão de reforma do Centro Municipal de Saúde, com recursos de R$ 70 mil, oriundos dos cofres do governo do estado. Sem falar no projeto encaminhado recentemente à Secretaria Estadual de Saúde com vistas à obtenção de recursos para a compra de uma unidade móvel de saúde, que viria descentralizar e qualificar os atendimentos médicos na zona rural. Na área do turismo, a Secretaria Municipal do Turismo, Cultura, Desporto e Lazer elaborou e encaminhou recentemente um projeto que trata da sinalização turística e outro que busca a instalação de uma academia de ginástica ao ar livre, algo que não nasceu no setor do planejamento mas que está inserido nas ações que visam o desenvolvimento local e a integração dos órgãos do governo.

Como se vê, não faltam projetos e a vontade de fazer o melhor pela nossa terra. Infelizmente, como já assinalei, nem sempre o que é previsto acaba por se realizar, mas se for possível tirar do papel ao menos a maior parte desses projetos já teremos dado um passo imenso rumo a um Herval melhor e mais feliz. A única certeza é que da nossa parte, sob a liderança do prefeito Ildo Sallaberry, não faltará dedicação pessoal, aprimoramento do trabalho técnico quando necessário nem pressão política para que a maioria dos nossos projetos se concretize visando o bem de cada cidadã e cada cidadão hervalense.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Altas conexões


As redes sociais ou mesmo nossos emails estão sempre inundados de mensagens enviados por amigos virtuais aos quais estamos conectados. Algumas em tom de carinho, campanha ou denúncia, outras com ares de convite à reflexão, outras ainda em caráter de notícia ou humorístico.

Então, a partir de hoje vamos também navegar nesta onda aqui no blog do Toninho, com a estréia de “altas conexões”...







sábado, 21 de janeiro de 2012

Versos del alma gautia





Basílio deverá abrigar Ensino Médio







Segundo informações do Diretor da escola Corintho Ávila Escobar, professor Anderson Roger Souza, a referida instituição de ensino está a um passo da possibilidade de ofertar o Ensino Médio.

Trata-se de uma luta antiga da comunidade do Basílio, onde se situa a escola, no sentido de possibilitar que os jovens moradores do lugar lá permaneçam, deixando de engrossar, muitas vezes, as fileiras da miséria ou do abandono encontradas na maioria dos centros urbanos.

De acordo com o professor Anderson, este sonho da comunidade escolar foi transformado numa das metas principais a ser alcançadas pela sua gestão à frente da escola. Um sonho que, ao ser concretizado, assegurará não apenas o direito à educação a muitos jovens que teriam que vir para a cidade ou mesmo abandonar os estudos, como também poderá trazer repercussões positivas no desenvolvimento econômico daquela localidade, na medida em que formação e desenvolvimento tendem a andar de mãos dadas.

Anderson informa ainda que o pleito de transformar a escola Corintho em escola de Ensino Médio recebeu parecer favorável do Conselho Estadual de Educação, em plenária realizada no último dia 11. A direção agora trabalha para modificar o Regimento e também algumas de suas estruturas físicas, de modo a facilitar o acesso a portadores de necessidades especiais. No caso de tais mudanças não serem possíveis para este ano, no próximo ano letivo o Ensino Médio já deverá estar em pleno funcionamento na escola, conforme assegura a professora Luciana, Diretora do Departamento Pedagógico da 5ª CRE.

O professor agradece o apoio e a mobilização da comunidade local; do CPM da escola; da Universidade Federal de Pelotas; dos deputados Fernando e Miriam Marroni, Edegar Pretto e Dionilso Marcon; da direção do MST; do prefeito Ildo Sallaberry que se engajou firmemente nesta caminhada e no final de dezembro determinou que o Secretário do Planejamento, Toninho Veleda, acompanhasse o Diretor Anderson em reunião com a Secretaria Estadual de Educação para cobrar agilidadade neste processo e, especialmente, do vereador Deomar Gordo (PT) que elegeu esse pleito como principal bandeira de luta neste seu ínício de mandato.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Momento poético






Ato político



"Ato político" hoje nos convida a uma reflexão profunda sobre algo que inqueita e assola a contemporaneidade em termos de cena pública, sob a batuta do estupendo Emir Sader...


O LUGAR DO ESTADO PARA A DIREITA E A ESQUERDA


O esgotamento de um modelo estatista na esquerda, junto à hegemonia neoliberal relegaram o Estado a um lugar marginal nas interpretações teóricas e nas concepções políticas predominantes durante algum tempo. A “sociedade civil” no marco dos movimentos populares, o mercado, na direita, passaram a ocupar seu lugar, como se o Estado tivesse se tornado intranscendente.

Para a direita, o Estado atrapalharia a livre circulação de capital e, segundo ela, com isso, a expansão da economia. O Estado frearia a livre circulação de capitais com suas regulações, seus impostos, a proteção aos mercados internos, a propriedade estatal de empresas estratégicas.

Para alguns movimentos sociais e para s ONGS, o Estado expropriaria a possibilidade das pessoas de fazerem politica, estatizando-a. Ele teria um potencial inerentemente antidemocrático.

Embora situados em lugares distintos do campo político, ambos queriam menos Estado. Mais mercado, para a direita. Mais “sociedade civil” para alguns movimentos sociais e para as ONGs.

A direita quer financiamentos, subsídios, perdão de dívidas, isenção de impostos e repressão do Estado contra mobilizações populares. Quer concessão de meios de comunicação e de exploração de recursos naturais. A direita é coerente, quer Estado mínimo para os pobres e o mesmo Estado patrimonialista de sempre para eles.

Os setores de esquerda que não querem Estado são incoerentes. Ou não querem construir “o outro mundo possível” e ficar sempre na resistência, ou não dizem como se garantiriam direitos, sem o Estado, como se regulamentaria a circulação do capital financeiro, sem o Estado, como se resistiria às privatizações, sem o Estado, como se democratizaria a formação da opinião pública, sem o Estado.

Ao se opor a qualquer tipo de Estado, alguns movimentos sociais e as ONGs se somam às forças neoliberais. Do que se trata é de fazer o que países latino-americanos estão fazendo: se valer do Estado para promover processos de integração regional, para desenvolver políticas de distribuição de renda, para promover o desenvolvimento entre tantas outras políticas antineoliberais. E refundar o Estado, como fazem alguns desses países.

Alguns governos consideram que podem levar a cabo políticas de superação do neoliberalismo com o Estado existente, fazendo pequenas adequações ao aparato herdado, para fazê-lo funcionar de maneira mais eficiente. Assumem um critério de eficiência, como se o Estado fosse simplesmente uma máquina para colocar em pratica a projetos. Não se dão conta da natureza de Estados constituídos e reproduzidos para representar interesses das elites minoritárias que tradicionalmente se valeram dele. Não se dão conta do caráter burocrático do Estado, de sua impermeabilidade ao controle social, ao controle democrático externo.

O Estado é a representação política da sociedade, é através dele que as pessoas se assumem como cidadãos. É através dele que a sociedade se constitui como sociedade política, que os cidadãos se relacionam entre si. Suas políticas são as formas pelas quais se constitui o poder e a relação entre a cidadania.

Sua política tributária, por exemplo, expressa quem financia quem na sociedade: quem paga os impostos e a quem o Estado transfere esses recursos. Por tanto suas ações sempre tem um caráter de classe, promovendo os interesses de setores sociais contra os de outros, distribuindo ou concentrando renda. Seu agir é sempre político, expressa e fomenta relações de poder entre as classes sociais. A leitura da sua natureza e do seu agir permite entender o tipo de sociedade sobre a qual ele se assenta.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Licença poética





Peço licença para entregar-lhes mais algumas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser...



Ha, a poesia!
A poesia seria tudo, não fosse
nossos vazios e nossa teimosia.


Poesia é sopro de ar em nossa alma,
É rua, recanto, praça em plena algazarra
É calor, mar e calma.


Poesia é frio perto do fogo
É palavra torta que aponta
que a vida é mais que um jogo.


Poesia é céu, azul e chuva
É arrancar a roupa da mulher amada,
e passear delicadamente por suas curvas.


Poesia é elevação e carne
É beijo no escuro, afago de mãe
É cio e carícia e chantagem e charme.


Poesia pode ser tudo que a gente quer,
Mas o poetar mais profundo e aceso
É aquele que brota do aroma suave de mulher.


sábado, 14 de janeiro de 2012

Paixão imortal


"Paixão imortal" nos trás a imagem que comprova aquilo que já sabíamos: o Grêmio é o próprio coração dos gremistas!




Momento poético




E ENTÃO, QUE QUEREIS?...

(Maiakóvski)



Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.



Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.


(1927)


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Nem só de pão viverá o homem





 

Ato político



"Ato político" de hoje nos convida a refletir instigados pelo brilhantismo do sempre brilhante e iluminado Marcos Rolim.



O JORNALISMO COMO DESAFIO


Alguém, no Brasil, que se interesse por política e que deseje saber o que os governantes, os parlamentares e os gestores públicos estão fazendo ou planejando não encontrará muita informação de qualidade em nossos jornais e revistas.

Se houver o interesse de compreender as decisões políticas, o problema será ainda maior. Atualmente, são pequenas as chances do leitor exigente encontrar uma análise política que acrescente algo relevante àquilo que todos sabem. Primeiro, porque os jornais não oferecem o espaço necessário para o texto. Os veículos precisam aumentar o número de leitores e perseguem este objetivo, como regra, simplificando as abordagens. O pouco tempo para a produção das matérias e a redução do número de profissionais nas redações pavimenta o caminho para a superficialidade. Se desconsiderarmos os pequenos espaços, reservados aos artigos de opinião e à elaboração cada vez mais esporádica de matérias consistentes, fica evidente a tendência editorial em favor das matérias curtas, das notícias cada vez mais descontextualizadas, e, é claro, da cobertura do “escândalo” da vez.

O papel do jornalismo investigativo é muito importante – especialmente em uma realidade como a brasileira. Mas é preciso considerar que, se a esmagadora maioria das matérias sobre política dão conta de práticas suspeitas ou de fofocas eleitorais, o que se torna invisível é, precisamente, a substância das políticas públicas. Neste particular, a recente polêmica de Caco Barcelos com a colunista da Folha de São Paulo, Eliane Catanhede, na Globo News, sugere uma agenda importante.

Referindo-se ao papel da mídia na derrubada de ministros, Eliane disse que 2011 estava sendo um ano “alvissareiro” para a imprensa brasileira. Caco Barcelos, então, pergunta: “Será mesmo?” Seu argumento é que tem sido comum que matérias acusem, e também sentenciem, uma conduta que não constituiria propriamente “jornalismo”. Em recente seminário da AJURIS, o Desembargador Cláudio Baldino Maciel assinalou que, se juízes fizessem jornais, eles teriam uma linguagem inacessível, seriam longos, chatos e nunca seriam editados com a necessária agilidade. Por outro lado, disse, se jornalistas prolatassem sentenças, elas seriam muito rápidas, inapeláveis e frequentemente injustas. Penso que, neste ponto, lhe assiste toda a razão e que o melhor jornalismo é aquele que informa, não aquele que julga. Ocorre que, para bem informar, é preciso que o jornalismo reflita a complexidade do real. Vale dizer: é preciso lidar com fenômenos contraditórios que nunca serão apreendidos imediatamente e cujos significados mais importantes demandam, sobretudo, o pensamento. Reside aí, precisamente, o maior desafio do jornalismo: informar para estimular a reflexão autônoma, a dúvida sistemática. Quando o jornalismo produz certezas, algo nele vai muito mal. Quem “paga a conta”, claro, é o leitor que pensa que compreendeu tudo quando sequer lhe foi oferecida a condição para que comece a ver para além da névoa que encobre o mundo.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Senti Nela


Senti Nela volta à baila depois de um tempo de ausência, mais uma vez pegando carona nos clics do amigo Leopoldo, assim como eu, aficionado pela terrinha...











segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Curto conviver, mas também curto estar comigo



Quantas chances desperdicei/
Quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo/
Que eu não precisava provar nada pra ninguém.



Não obstante a lição advinda dos versos de Renato Russo, me perturba o modo que as pessoas me interpretam. Especialmente, se tal interpretação pouco ou nada condiz com os passos que efetivamente tenho dado neste “mundão de meu Deus”.

Não estou aqui para advogar em causa própria. Me falta talento para este ofício e também porque costumo ser um dos maiores juizes dos meus atos. Ou como diria Humberto Gessinger, “não tô muito interessado no que dizem sobre mim. Sou minha pior crítica e meu maior fã”.

Não me incomoda o julgamento alheio. Já disse e torno a repetir: o que me desagrada é a censura ou crítica baseada numa leitura errônea que me fazem ou a mania de querer interferir arbitrária ou sacanamente nas minhas escolhas, num gesto que me surge como tentativa de viver a minha vida em meu lugar. Deixem-me carregar minha cruz em paz!

Se vier a dar murro em ponta de faca ou com os burros n’água, serei eu a quebrar a cara. E daí? O que não mata engorda e faz crescer. Lembro-me de quantas críticas já recebi em relação a determinadas semeaduras ou intentos meus e quando, para espanto geral, tal colheita se revelou fértil, as mesmas caras rotas que antes buscavam desviar minha rota, me surgiram para dar tapinhas nas costas ou beijinhos secos de felicitações...

Alguém espalhou que não sou dado a relacionamentos estáveis. Que a mulher que se envolver comigo estará fadada ao abandono breve e certo.

O assunto suscita pormenores. No entanto, de forma resumida invoco minha história como contraponto a este falso testemunho.

Constituí união estável logo de cara, com minha primeira namorada, quando eu me encontrava com idade inferior a 20 anos e aí fiquei por quase dez intermináveis anos. Mais adiante mantive nova união estável com duração de cerca de um ano e meio. Em seguida, para aumentar a conta, me entreguei a um namoro que perdurou pelo período superior a um ano... Não sou do tipo que fica por ficar e disso já dei provas o suficiente. Pode rolar como já rolou, mas não é a minha praia nem meu projeto de vida.

Que maneira estranha de não se deixar envolver, hein? E o que dizer de quem raramente faz ninho ou esquenta o coração de alguém? De quem troca de par ou parceiro (a) como quem troca de roupa. Depois eu é que sou superficial, que não curto caso sério. Façam-me o favor e parem de apontar meus supostos defeitos com o dedo sujo! Como diz uma dessas cantorias da moda: “nem me acompanhe que eu não sou novela”.

Ocorre que um relacionamento nunca é fácil. Além disso, por uma questão cultural, a mulher espera que o homem além de par seja também provedor. O cara pode ser um baita parceiro em todos os sentidos, mas quando a grana fica curta “o amor pula a janela”. O camarada pode ajudar nas lidas e despesas, mas o que se espera é que ele banque todas as despesas da casa. Ele pode ir comprando alguns mantimentos ao longo do mês para não deixar nada faltar, mas só terá valor o que for comprado em grande quantidade, numa única vez. Pode colaborar no pagamento de outras necessidades domésticas, o que tende a não ser notado. Pode se endividar no banco para ajudá-la a pagar as dívidas e depois lhe faltar fôlego financeiro para encarar as despesas do dia-a-dia, mas é como se esse gesto nunca tivesse existido. As pequenas coisas ou compras diárias não contam, muitas mulheres parecem não contabilizar tais atitudes nas contas da casa e ainda cobram constantemente um presentinho como gesto insubstituível de amor.

Alguém ainda aponta uma ligação exagerada minha com minha mãe. Exagerada coisíssima nenhuma. Em primeiro lugar, minha mãe é minha amiga, uma fiel confidente e conselheira, coisa que nunca encontrei na rua, até porque vivemos numa terra imersa num mar de intrigas, onde se diz A e grande parte das pessoas repetem B pelo puro prazer de denegrir.

Por ser minha amiga, minha mãe continua a me estender a mão nas horas mais frias, amargas e adversas, algo diferente das ditas companheiras que cruzaram meu caminho, as quais tenderam a ser devotadas nos casos e ocasiões de calmaria, coisa sempre ótima, mas é quando menos se necessita. Nos momentos de trevas, de tormentas existenciais ou da cotidianidade, as mãos quentes dos instantes de fogo e as juras de amor sempre escassearam ou sumiram completamente...

Sempre assumi os filhos das minhas “companheiras” como meus. Sempre busquei curtir as delícias e matar no peito as dores de cuidar uma criança pelo gosto de não importunar com aporrinhações pequenas dos pequenos, mas as minhas crias, ao contrário, normalmente eram bem vistas quando bem cheirosas e bem comportadas. Na hora da picardia ou da mal criação, toma que o filho é teu ou pior: é eu ou eles.

Curto minha mãe como quem curte alguém caro, mas sei que a vida é curta e anda cara. Minha mãe, como de resto todas as mães não são eternas e nem sempre ternas. Mas diferentemente do que muitos propagam, há pouquíssima dependência emocional e nenhuma dependência financeira nesta relação. O que existe é um misto de cumplicidade e amparo fraternal de uma mãe no verdadeiro sentido da palavra a um filho imprevidente que mesmo acusado de ajudar pouco nas despesas dos lares que buscou construir, sempre investiu mais na manutenção desses lares do que em si mesmo, prova disso é que não adquiriu quase nada em termos materiais e se habitou a sair dessas histórias com “uma mão na frente e outra atrás”.

Há muito pago minhas contas, mesmo assim contar com um cantinho provisório na casa dos pais no momento em que o bolso está apertado é algo que não tem preço e ajuda a recomeçar. Há muito também aprendi a não ter medo da solidão, mas o apoio da família no instante de uma separação é algo que reascende a crença na vida em família e faz levantar.

Sempre busquei a casa de minha mãe como quem busca uma amizade sincera para escarrar as coisas do íntimo e também para encontrar meu recanto mais íntimo, algo que sempre me faltou nas empreitadas amorosas que me meti, já que em tais ocorrências, muitos de meus pertences, sobretudo meus livros, nunca contaram com espaço físico suficiente para me acompanhar na mudança.

Por outro lado, mais que a falta de outra pessoa sempre procurei um espaço para estar comigo mesmo. Me considero artista (tíbio, mas artista) da palavra escrita e para dar azo a minha criação, volta e meia careço de tempo, espaço e um certo recolhimento para percorrer meus (des) caminhos interiores, sendo que desgraçadamente, as relações que tive raramente foram capazes ou sequer tiveram o mínimo interesse em compreender tal carência. O cuidado ou o labor interior que, vez por outra preciso devotar, tende a ser visto como negligência ou abandono da relação.

Por tudo isso, a solidão muitas vezes me acompanha mesmo estando acompanhado. Mas sei que a solidão não é boa companhia por muito tempo. Precisamos de gente como precisamos de ar para respirar, ainda que elas sejam pouco dadas à arte de partilhar os avessos do outro e de cada dia ou pouco inclinadas à virtude da compreensão no tocante às vidas que as cercam. Por isso também, é difícil encontrar alguém para partilhar os passos desta vida que, assim como eu, não tema e por uns breves instantes se deixe arrastar pela solidão que nos convida a entender melhor a nós mesmos e nos aproxima dos outros seres a que chamamos humanos.

Música para os meus ouvidos

Villeroy tem alma sulina e talento para conquistar o mundo. Por isso volto a dizer: coisa boa é a música boa!




sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Nem só de pão viverá o homem




SER ESPÍRITA

(José Fuzeira)



Ser espírita é ser clemente
É ter a alma de crente,
Sempre voltada pro bem.
Ensinar ao que erra,
A viver sempre na Terra,
Sem fazer mal a ninguém.



É ter sempre por divisa
O amor que suaviza
O pranto, a dor, a aflição...
É fazer a caridade!
É amparar a orfandade,
Livrando-a da perdição



É crer em Deus e ter crença
Na Sua bondade imensa.
É guardar sempre em mente
Os conselhos de Jesus;
E encaminhar toda a gente,
Como esse facho de luz.



É perdoar a injúria,
É suavizar a penúria
Daquele que não tem pão.
É tornar-se complacente,
E ao inimigo insolente,
Responder com o perdão.



É amar a Deus e nossa cruz,
Carregar, com Jesus;
Para que em nossa aflição,
A alma suba às alturas,
Embora o corpo em torturas,
Esteja rolando no chão.



É estimar os animais...
Pois, embora irracionais,
Sentem dor e aflição.
E até o seu olhar
Tem a expressão singular,
De Almas em formação.



(Jornal Mundo Espírita de Dezembro de 1997)

Momento poético






AMOR NOS TRÊS PAVIMENTOS
(Vinicius de Moraes)



Eu não sei tocar, mas se você pedir
Eu toco violino fagote trombone saxofone.
Eu não sei cantar, mas se você pedir
Dou um beijo na lua, bebo mel himeto
Pra cantar melhor.
Se você pedir eu mato o papa, eu tomo cicuta
Eu faço tudo que você quiser.



Você querendo, você me pede, um brinco, um namorado
Que eu te arranjo logo.
Você quer fazer verso? É tão simples!... você assina
Ninguém vai saber.
Se você me pedir, eu trabalho dobrado
Só pra te agradar.



Se você quisesse!... até na morte eu ia
Descobrir poesia.
Te recitava as Pombas, tirava modinhas
Pra te adormecer.
Até um gurizinho, se você deixar
Eu dou pra você...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Nosso desafio é fazer acontecer




“A maior felicidade de quem está na vida pública, e quer o bem do seu povo, é ver as coisas acontecer. Quando as coisas não acontecem é como se jogassem um balde de água fria por sobre nossas cabeças”. Nunca esquecerei desta frase do prefeito Ildo, dita em conversa reservada que tivemos recentemente em seu gabinete. Isso mostra o quanto nosso município está em boas mãos e que aquilo que está sendo projetado só não será realizado por razões alheias à vontade do mandatário maior do nosso município. Se depender da vontade política e da iniciativa do comando da prefeitura, ainda teremos muitas conquistas a comemorar e muitos motivos para nos orgulhar.

Sem dúvida, é indescritível a alegria de ver uma pessoa bem atendida na rede de saúde; uma criança ou adolescente estudando numa escola bem cuidada; um morador do campo contente com a estrada boa e por ser apoiado na sua produção; os servidores motivados com melhores condições de trabalho, salários mais dignos ou mesmo pelo exemplo de trabalho de seus superiores; uma rua antes esburaca, poeirenta ou lamacenta recebendo calçamento; uma família desamparada sendo contemplada com uma moradia nova ou atendida com ações de assistência em nada comparadas com o assistencialismo eleitoreiro... Enfim, só quem testemunha a alegria das pessoas, ao serem atendidas em seus direitos, é capaz de entender o significado desses momentos na vida de quem está embuído da tarefa de administrar a coisa pública.

Aqui falo da emoção sincera, do prazer sentido pelo governante que mistura sensação de dever cumprido e alegria por assegurar um direito que assiste à cidadania, fazendo pulsar mais forte a vida num nosso semelhante. Não falo dos politiqueiros de plantão, que pouco fazem e quando fazem algo cobram em troca que as pessoas atendidas lhes entreguem sua consciência na forma de um voto, naquilo que já é obrigação de quem está “com a caneta na mão”. Para quem ainda não sabe, os políticos são eleitos para isso: para elaborar leis ou fazer cumprir as já existentes, no caso dos legisladores, ou para executar políticas públicas que melhorem a vida das pessoas, no caso dos integrantes do poder executivo. Não, político não é tudo uma corja que precisa ser banida da terra, o que se precisa é cobrar para que eles cumpram seu papel e estejam sempre ao lado de quem mais precisa.

A fala do nosso prefeito nos acende a esperança. Esperança não num mito, num super-homem, num caudilho, num todo-poderoso. Esperança de que com talento, muito trabalho e ousadia é possível melhorar a cara da nossa cidade e a vida de todos nós, além de pautar as relações políticas pelo espírito da construção e da soma de forças, ao invés do habitual divisionismo mesquinho do poder pelo poder. Afinal, como escreveu a deputada federal Manuela D`Ávila, do PCDB gaúcho, “o mais importante de tudo isso é o outro lado, quase nunca falado: as pessoas. Cidades, obras, saúde, transito, segurança…Tudo isso só tem sentido se o ser humano é o central”.

Temos aprendido muitas lições com o prefeito Ildo Sallaberry e agora mais esta: a lição da sensibilidade e da simplicidade. Antes já havíamos aprendido a lição da determinação dada por ele, segundo a qual se os obstáculos são grandes nossa gana em superá-los deve ser ainda maior ou quando os desafios são enormes as metas a serem alcançadas pela administração devem ter o peso e o tamanho de um gigante. E não se trata de jogar confete, mas de encarar o desafio de ajudar a desconstituir o mito da insensibilidade que pesa sobre a mais alta chefia da prefeitura e também de aplaudir a firmeza que veio apontar um novo sul de progresso para o nosso querido Herval.

 

Cenas da vida inventada

"Cenas da vida inventada" nos trás essa magnifícia cena deste magnífico filme: À Procura da Felicidade"...





quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Pitada filosófica




"Pitada filosófica" de hoje nos trás novamente a sabedoria ainda latente de Charles Chaplin. Curtamos Chaplin (e) ternamente e a vida. Afinal, Chaplin se tornou eterno mas a vida é curta...


A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

 
Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

 
Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?
 

Rir é o melhor remédio



terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Música para os meus ouvidos


Para começar o ano novo com tudo no que se refere ao embalo da boa música, fiquemos com o som sensacional de Zeca Baleiro. Detalhe: esta é uma das preferidas da minha sobrinha ainda adolescente. Ufa!!! O gosto pela boa música não deve morrer com a minha geração, mesmo com as tentativas permanentes, impiedosas e indigestas da grande mídia neste sentido...




segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Muitos projetos e a perspectiva de grandes realizações





O ano novo começa com muitos projetos encaminhados pelo governo do prefeito Ildo e a perspectiva de investimentos importantes em obras e serviços para a nossa população. Como lidamos com uma burocracia malvada, não se pode afirmar que tudo o que está projetado até momento venha se traduzir em conquistas, mas se pelo menos 30% desses projetos saírem do papel, já teremos dado um passo enorme em direção a um município com melhores condições para se viver e investir. Isso sem contar as inúmeras realizações já alcançadas ou em fase de execução, sendo que só essas já bastariam para consagrar este governo como o que promoveu mais e maiores feitos à frente do paço municipal.

Na área da saúde, está prevista a compra com recursos do governo do estado de pelo menos uma ambulância e a aquisição de uma processadora para colocar o aparelho de raio X em funcionamento, facilitando os diagnósticos e reduzindo os deslocamentos de pacientes. Também está prevista a construção de uma unidade básica de saúde no bairro Jango e outra na localidade do Basílio, em parceria com o governo Federal, dentro da estratégia da gestão atual de levar os procedimentos de saúde para mais perto das pessoas. É esperada ainda a entrega de um odontomóvel pelo Ministério da Saúde, que virá qualificar os atendimentos odontológicos na área rural. Sem falar na renovação do contrato de concessão firmado com a Corsan, prevendo o investimento na implantação do serviço de coleta e tratamento de esgoto, algo novo e revolucionário em se tratando de Herval e, sem dúvida, um investimento magnífico em saúde preventiva com previsão de começo pelo bairro Jango.

Em termos de infraestrutura, é aguardado um investimento de R$ 400 mil oriundo de emenda do deputado Fernando Marroni para asfaltar importantes ruas localizadas em bairros onde vive a população com menor poder aquisitivo. Da mesma forma, espera-se um investimento superior a R$ 1,6 milhões num projeto de urbanização junto ao Ministério das Cidades, vinculado ao PAC II, que prevê a construção de 11 unidades habitacionais, 45 reformas de moradias, a regularização fundiária de cerca de 70 propriedades, além de obras de construção de centro comunitário, praças e pavimentação de vias nos bairros Jango e Pilão.

Ainda falando em políticas para o enfrentamento do nosso déficit habitacional, a gestão local cadastrou junto ao Ministério das Cidades a proposta de construção de 42 unidades habitacionais pelo programa Minha Casa, Minha Vida em área pertencente à municipalidade no bairro Caixa d’água. A proposta será avaliada e as administrações contempladas deverão ser anunciadas no final de janeiro. Neste sentido, pesa a favor do nosso município o fato dele estar incluído no Plano Brasil sem Miséria e no Territórios da Cidadania, além de dispormos do projeto de engenharia aprovado no âmbito da administração e área própria previamente licenciada pelo órgão ambiental.

No campo, o governo deverá seguir investindo pesado com a parceria das gestões estadual e federal. Neste aspecto, merece destaque a construção de açudes como medida preventiva para amenizar os efeitos da possível estiagem, a distribuição de calcário para os produtores de leite e também as obras para levar água até a residência das famílias assentadas, num investimento já assegurado pela Funasa superior a R$ 2 milhões provenientes do PAC II, beneficiando inicialmente os moradores de três assentamentos com a possibilidade de contemplar outros três ainda em 2012, dentro desta mesma parceria e contando com a mesma fonte de recursos.

Haveria muito mais para anunciar em termos de iniciativas pleiteadas pela administração hervalense. No entanto, devido ao espaço reduzido que disponho, me limito a apresentar apenas este breve resumo dos bons ventos que sopram em favor do desenvolvimento da nossa terra puxado pela capacidade de gestão e de articulação política do comando da prefeitura. Como disse no início, o desafio é continuar apostando na elaboração de projetos para aproveitar o oceano de progresso aberto pelos governos Dilma e Tarso e fazer força para que esses projetos se tornem realidade, representando não apenas realizações do governo, mas conquistas de toda nossa sociedade que merece cada vez mais e melhores ações governamentais.