O Blog busca retratar coisas da vida interiorana e do meu interior, numa abordagem que mistura reflexão, notícias, riso, poesia, musicalidade, transcedentalidade e outras cositas más. Tudo feito com produções próprias, mas também com a reprodução do pensar ou do sentir dos grandes gênios que o país e a humanidade pariram.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Pitada filosófica





Pitada filosófica de hoje nos trás uma leve gota colhida junto ao oceano infinito e formidável de Charles Chaplin:




Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Paixão imortal


“Paixão imortal” de hoje nos convida a vibrar novamente com o bi-campeonato Brasileiro do Imortal, conquistado em 1996.



Licença poética




Peço licença novamente para trazer à tona novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e também inspiradas na minha musa imaginária...



Surges como tentação,
um tesouro que não posso pôr as mãos.
Mulher linda que ilumina.
Luz que me faz levitar.


Adoro a cor e o brilho dos teus olhos,
tua pele, teu sorriso.
Tudo em ti me faz sentir no paraíso.


Adoraria escapar contigo pra qualquer lugar do mundo.
Acariciar-te, beijar teus pés, tua boca...


Como não me é possível
devo contentar-me em estar contigo separado por esta distância
e apenas por um segundo.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Noite de lua




Reparto com os leitores e leitoras do blog mais uma pitada poética da minha amiga professora Gládis Soares:




NOITE DE LUA



Noite de lua cheia
Noite clara de luar
Há um perfume no ar
De flores e de poesia
E o poeta já dizia
Que este luar prateado
É o candelabro sagrado
Fazendo da noite um dia.


Sempre junto com as estrelas
Lá no infinito do céu
Como descobrindo o véu
A lua com sua beleza
Ilumina a natureza
Que agradece orgulhosa
E após a noite formosa
Vem o dia com certeza.


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Música para os meus ouvidos


Quem curte uma boa música pra curtir, trago essa senhora canção do "Seu Jorge":





segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Ato político

“Ato político” de hoje nos traz um escrito que convida a perceber a diferença, a monumental diferença, entre liberdade de imprensa e libertinagem de imprensa.








A ROTINA GOLPISTA DE UMA IMPRENSA VORAZ

Por Roni Chira, do blog O que será que me dá?



Difícil calcular a profundidade e os interesses financeiros ocultos neste iceberg da Copa do Mundo do qual só vemos a ponta. É coisa de bilhões (se não tri) de dólares.

João Havelange e seu genro-herdeiro Ricardo Teixeira colocam os interesses da “famiglia Fifa” ACIMA dos interesses do Brasil. Querem vender bebida alcoólica dentro dos estádios – o que é proibido por lei. Não aceitam a meia-entrada para estudantes e idosos – o que é lei. Exigem que as autoridades brasileiras endureçam com os “falsificadores” de bandeiras, chapéu, chaveiro, adesivo, camiseta, boné etc, que contenham símbolos da Copa (tarefa tão impossível quanto acabar com os CDs piratas vendidos em qualquer esquina da país). Confesso que eu não sabia que TUDO que se relaciona à Copa paga royalties à Fifa pelo uso da marca (?!) “Copa do Mundo de Futebol” ou “Fifa WorldCup”.

Dilma disse não à ingerência em nossa soberania por parte da entidade dona do futebol mundial (que tem como sócia a Globo – dona do futebol brasileiro). Também mudou as regras das licitações do chamado PAC da Copa - o que acaba com a festa das empreiteiras – acostumadas a sobrefaturar e formar lobby.

Precisa dizer que a presidenta somou mais um punhado de inimigos ferrenhos aos tradicionais que o PT coleciona desde sua fundação?

Na mais rosada das hipóteses, querem enfraquecer a presidenta para que ceda e mude as leis brasileiras que mexem com sua contabilidade. Confesso também que não tinha ideia que a cada Copa, o país sede deve promulgar um conjunto de leis específicas para o evento.

A fatia brasileira das elites brancas – que passaram a ser chamadas mundialmente de “1%” (veja aqui) têm aquele velho rancor do PT pelas últimas 3 eleições perdidas. E como a sardinha da oposição está longe da brasa das grandes realizações há um bom tempo, conspiram para retirar Copa e Olimpíadas do país buscando desmoralizar o governo Dilma. Dane-se o Brasil que eles NÃO governam! “Passariam como um trator por cima da própria mãe” para conseguir que o PT não some mais estes trunfos às suas gestões. Mais uma vez seu braço direito – o PiG – faz o trabalho sujo de destruir reputações. O bombardeio acerta ministro mirando a presidenta. (Se até o ano da Copa, conseguirem o impedimento de Dilma, vão pagar promessa de joelhos pro resto da vida…).

Como não há leis que garantam o direito de resposta de suas vítimas, tornou-se hábito da Globo, Veja, Folha e Estadão atirar primeiro e perguntar depois. Em sua lógica invertida, todos que compõem o Governo Federal são e sempre serão culpados até provarem sua inocência. Por isso não é nenhuma novidade o que revelaram o ator José de Abreu e o jornalista Paulo Henrique Amorim sobre o ítalo-argentino Roberto Civita – presidente do grupo Abril – ter avisado o PT que vai derrubar Dilma. Desde 2003, a Abril e rede Globo viram sua fatia das verbas de publicidade institucional do Governo Federal minguarem acentuadamente. (Até FHC, o PiG e sua patota chafurdavam sozinhos nessa grana. Lula mandou distribuir a veiculação em 8 mil veículos de comunicação Brasil afora.)

Com o andar desta carruagem, já tem gente comparando o clima atual com aquele que precedeu o golpe de estado de 64. Verdade seja dita, existem cidadãos que desejam ardentemente que o exército tome o poder e expulse o governo eleito democraticamente. Não fazem ideia do que é viver sob uma ditadura. Mesmo que acontecimentos como a Primavera Árabe berrem aos seus olhos e ouvidos. Já testemunhei essa gente conspirando em 2006, quando Lula liderava com folga nas pesquisas do segundo turno. O mesmo aconteceu em 2010. Cheguei a receber e-mail convocando para assinar petição a ser encaminhada ao exército na qual se exigia o golpe. (Isso me lembra um filme chamado “A Casa dos Espíritos” – baseado no livro homônimo de Isabel Allende. Recomendo demais. Principalmente aos mais desavisados – que nem eram nascidos nas décadas de 60/70.)

Tempos modernos, país continental, finalmente respeitado pela comunidade internacional – não há espaço para golpe de estado no Brasil. Nas décadas de 60 e 70 não existiam os mecanismos de impeachment que temos hoje. Derrubavam-se governos na base da botina esmagando quem estivesse no caminho. Hoje, é possível dar um golpe de estado sem disparar um único tiro. O campo de batalha é a mídia. Por isso o PiG é o Partido da imprensa Golpista. Eles treinam este golpe há 10 anos. Mas o grande obstáculo é a ampla aprovação que Lula, e agora Dilma, receberam do povo. (Segundo o Ibope, Dilma tem aprovação de 71%). Enquanto sua popularidade não despencar, nada feito.

O circo armado contra o ministro dos esportes pode até derrubar. (Saberemos hoje – ou, mais tardar – depois que a Abril defecar sua revista nas bancas de jornal no próximo sábado.) Mas é preciso salientar que, neste caso, o objetivo principal foi desviar outro foco, infinitamente mais grave. Um fato que vai revelar a verdadeira face do governo paulista e colocar em risco suas pretensões para 2012: a denúncia do próprio colega da base de apoio de Alckmin, Roque Barbieri, sobre o mensalão que deve correr solto há 4 mandatos na Assembleia Legislativa de São Paulo. Matéria mil vezes mais explosiva. Envolve 30% dos parlamentares em torno do maior orçamento da união. Entre eles, Bruno Covas, neto do Mário, fundador do PSDB. Sonho de cobertura investigativa de qualquer jornalista do planeta. Menos destes, que trabalham no esgoto das redações do PiG.

Mineira da gema que é, Dilma deve cozinhar a Fifa e impor a nossa soberania. Ou seja, quebrar a patente, “abrasileirar” a Copa. Proteger os direitos do cidadão, assegurados por lei, e o Estado de Direito, assegurado pela Constituição.



http://cloacanews.blogspot.com/2011/10/rotina-golpista-de-uma-imprensa-voraz.html


Cenas da vida inventada





sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Rir é o melhor remédio




Momento poético




Aprendizado
(Ferreira Gullar)



Do mesmo modo que te abriste à alegria
abre-te agora ao sofrimento
que é fruto dela
e seu avesso ardente.


Do mesmo modo
que da alegria foste
ao fundo
e te perdeste nela
e te achaste
nessa perda
deixa que a dor se exerça agora


sem mentiras
nem desculpas
e em tua carne vaporize
toda ilusão


que a vida só consome
o que a alimenta.


De Barulhos (1980-1987)




quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ponto mais sensível do governo e a menina dos olhos cegos da oposição



Para mim, a área da saúde é o ponto mais sensível da administração atualmente, não apenas a administração do nosso município, mas da imensa maioria das administrações públicas pelo país afora. No âmbito local, entretanto, a situação parece ser um pouco mais dramática. E por quê? Porque além dos muitos problemas próprios da gestão da saúde, o setor ainda convive com a enorme expectativa que pesava sobre o novo governo e os ataques excessivos e impiedosos de muitos que usam a dor alheia na tentativa de se promover eleitoralmente.

Só para recordar, junto com a desorganização administrativa, a fragilidade da saúde foi o principal tema do último embate eleitoral, sendo que o maior símbolo e exemplo disso foi o rompimento da relação da prefeitura com o hospital, que colocou esta instituição na UTI. Outro problema gravíssimo foi a forma de adesão ao Programa de Saúde da Família, uma iniciativa digna de todos os aplausos, porém feita sem a devida estruturação física o que veio desvirtuar o Programa e, ao mesmo tempo, criar um obstáculo de difícil superação para o trabalho dos profissionais que compõem as equipes.

O Programa foi implantado no município porque o Ministério da Saúde recebeu da gestão da época a informação sobre existência do Centro Municipal de Saúde na área urbana, além de Unidades de Saúde devidamente instaladas nas localidades do Bote e Basílio, algo só existente no papel. Pois bem, a concepção do PSF (hoje ESF) prevê que a saúde chegue cada vez mais perto das pessoas, tendo uma unidade de saúde próximo de suas casas. Num município como o nosso, com uma área territorial considerável e quase a metade da população vivendo na área rural, a inexistência dessas unidades de saúde previstas no projeto, ao invés de desafogar os atendimentos acabou produzindo o efeito contrário e, como já mencionado, emperrando o trabalho das equipes pela falta da estrutura física adequada.

Por outro lado, as pessoas que procuram os serviços de saúde, o fazem fragilizadas pela dor da doença. Coincidência ou não, os limites e dificuldades do setor acabam atiçando os interesses mesquinhos de alguns políticos, provocando um bombardeio incessante e muitas vezes infundado. Ou seja, no lugar de conhecer o arcabouço legal e as muitas ações realizadas diariamente pelos profissionais e gestores da Secretaria, a maior parte dos políticos prefere entrar nesse debate para reforçar a desinformação e aumentar a angústia da população que depende do Sistema Único de Saúde.

Saúde é, sem dúvida, um direito de todos e um dever do Estado. Porém, este dever constitucional foi regulamentado pela lei 8080/90, que criou o SUS de forma regionalizada e hierarquizada. O que quer dizer que a população tem direito a saúde, mas nem todos os serviços podem ser alcançados no próprio município. No nosso caso, a gestão municipal é responsável pelos serviços básicos de saúde, por isso grande parte dos pacientes precisam ser referenciados para ter acesso ao diagnóstico e tratamento especializados em municípios como Pelotas, Rio Grande, Porto Alegre e Bagé. Não se trata de lavar as mãos, mas de cumprir a regra do sistema.

Escrevi certa feita que o problema de saúde pública é um problema de todo o Brasil, e não apenas de Herval. Na ocasião, fui acusado de estar jogando contra o próprio time político do qual faço parte. Mais uma asneira de alguns políticos incapazes de enxergar um palmo além do próprio umbigo e da vida pequena dos partidos. Disse e torno a repetir que antes de jogar o gato no cachorro é preciso conhecer as regras e o funcionamento do Sistema Único de Saúde para cumprir o papel de informar corretamente a opinião pública e contribuir com o seu aperfeiçoamento. Disse e repito que o SUS é o maior convênio de saúde do mundo e serve de modelo a muitos países, mas mesmo assim precisa ser urgentemente consolidado e aprimorado.

A tentativa de enfraquecer o SUS começou em Brasília com a derrubada da CPMF por uma oposição raivosa, que retirou cerca de R$ 40 bilhões usados no financiamento do sistema, cujos resultados desta votação podem ser vistos na tv ou bem diante dos nossos olhos. Em solo hervalense, os ataques ao SUS parecem caminhar por outros caminhos, pelo caminho da desinformação, pela defesa apaixonada de demandas individuais e pelo estímulo a uma concorrência predatória, através da cobrança desenfreada para que o setor público garanta transporte, agendamentos e até medicamentos em procedimentos realizados na rede privada de saúde.

Defendamos o SUS porque apesar dos pesares ele pode ser nossa única defesa na hora adversa da doença. Também cobremos firmemente dos políticos eleitos pelo nosso voto uma postura mais substantiva e menos adjetiva em favor da qualificação, e não do desmonte da rede que busca efetivar o direito à saúde, uma das maiores conquistas do povo brasileiro.

Música para os meus ouvidos


Há tempos tenho vontade de escutar “Cuitelinho” na boa companhia de vocês.

Pois agora um trabalho da faculdade aguçou ainda mais esse desejo e me traz aqui hoje para saciá-lo.

Coisa boa é a música boa! Coisa boa é a língua simples e rica do povo!


 


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Contradição ou compromisso com Herval?



Há quem veja a recente decisão do PT de compor a base de sustentação do governo como uma enorme contradição. Eu poderia rebater essa acusação de suposta contradição apontando uma série de contradições cometidas pelos mesmos que criticam tal escolha, mas prefiro esclarecer o leitor, ao invés de cair na choradeira desesperada da turma do “quanto pior melhor” ou tocar no dodói de alguns “terneiros desmamados”.

Em primeiro lugar, lembro que o principal adversário do PT na última disputa eleitoral foi o grupo político hoje oposicionista, e não o atual prefeito. O que mais motivou os petistas a embarcar numa candidatura própria no pleito de 2008, mesmo correndo todos os riscos de naufrágio, foi o fato de não concordar com a maior parte das práticas administrativas e políticas do antigo governo, que isso fique bem claro. Um governo que deixou a prefeitura inapta a receber recursos oriundos de projetos e emendas por quatro anos e, mesmo fazendo o discurso da igualdade e da democracia, patrocinou atos terríveis de abuso e de censura, censura que lembrou a dureza dos “anos de chumbo”. Era proibido discordar! O saudoso Osmar Hences, muitos servidores ou contrários que o digam.

É bom lembrar ainda que esses que agora invocam afinidades ideológicas com o partido da presidenta Dilma, na tentativa de constranger e tisnar o rumo escolhido legítima e democraticamente pela sigla no município, há bem pouco estavam à frente do paço municipal. E nesse período trataram o PT como uma meia dúzia desqualificada e indesejável. Cada gesto do partido em relação ao governo era recebido como uma tentativa de golpe que precisava ser abafada, cada aceno de aproximação na perspectiva de sustentar a governabilidade era visto com desconfiança, cada crítica visando corrigir desvios era tomado como uma afronta, qualquer cogitação dos petistas ocuparem um espaço na gestão era encarado como um absurdo. PT como aliado? Só se for pra carregar nossas bandeiras, se contentar com as sobras ou limpar nossa sujeira, diziam alguns.

Para mim, em termos locais a alardeada afinidade entre a maioria do PT e a cúpula pedetista nunca existiu além da retórica. Existiu e existe, isto sim, uma enorme afinidade e simpatia recíprocas entre os petistas e a base do PDT, que apesar da “falsidade ideológica” de alguns de seus líderes se mantêm firme no trabalhismo, um trabalhismo traduzido no cotidiano de suas vidas, em muitos exemplos de decência, trabalho e tolerância em relação às diferenças, e não apenas proclamado nos microfones e palanques para ludibriar a platéia.

Além disso, muitas das bandeiras levantadas pelo Partido dos Trabalhadores se transformaram em ações do governo em curso. Só para recordar, na última corrida eleitoral a candidatura petista defendia a recuperação da máquina administrativa, a valorização dos servidores, o respeito às regras do jogo democrático, o investimento no desenvolvimento local. Pois o atual governo caminhou e, muito, na direção apontada pelos petistas, o que além de favorecer o conjunto da nossa população, prestou uma espécie de homenagem ao partido do qual faço parte.

A retirada da prefeitura do Cadin, a realização de concurso público, a retomada do pagamento do vale-alimentação dos funcionários, o aumento do básico da maioria dos servidores, a aquisição de prédio próprio para o Legislativo, a criação da Casa dos Conselhos, a renovação da frota de máquinas e veículos são alguns exemplos disso. E aqui cabe lembrar também, que os únicos veículos adquiridos pela gestão passada com recursos próprios foram a camioneta usada no transporte do prefeito e uma ambulância, cuja conta ficou para ser paga pela administração de agora.

Por esse conjunto de fatores, me sinto muito a vontade em defender que o PT faça parte da base de apoio político e ajude compor a equipe administrativa do governo. Depois de muito tempo, estamos recuperando o orgulho de ser hervalenses, mas é preciso ir mais longe e mais fundo nas mudanças iniciadas. Por isso mesmo, no lugar de se colocar como obstáculo, a agremiação partidária que encabeça os governos do estado e do país pode e deve se somar ao esforço empreendido até aqui, dando sua contribuição em prol do desenvolvimento do nosso município e da melhoria da qualidade de vida da nossa gente que quer, precisa e merece viver dias cada vez melhores.

Liberdade, liberdad; justiça, justicia

Seguindo a inspiração de Jayme Caetano Braun digo que “duvido que alguém ponha uma ideia na cadeia”.

Pois o espaço que ora inauguro tem a pretensão de reproduzir algumas das vozes mais altas em defesa da liberdade humana e da justiça social, brotadas do fundo do peito e das veias abertas pelo clamor por vida digna; na forma de discurso, manifestação ou no tom contundente de uma canção.

Como primeiro ato desta cena histórica que irá se reapresentando diante de nós, fiquemos com a dureza terna do grande comandante Che Guevara:







Programa de índio

Nosso programa de índio hoje vai ao Bar do Édio, um estabelecimento apreciado e comentado Rio Grande afora pelo famoso, gigantesco e delicioso bife que serve.

Bom apetite e obrigado aos seus proprietários por esse inigualável prazer que nos é proporcionado!













quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Direção do PT decide ocupar espaço no governo



Em reunião realizada ontem, 12, a direção e filiados do PT avaliaram que a decisão de compor a base de sustentação do atual governo municipal precisa ir além do âmbito político, se traduzindo na ocupação de espaço na administração.

Nos próximos dias, deverá ser indicado ao prefeito Ildo Sallaberry (PP) o nome de pelo menos dois quadros do partido, na intenção da sigla ocupar um espaço de comando em áreas que a própria administração apontou com alguma fragilidade.

Conforme salientou Toninho, “não temos a pretensão de ocupar uma Secretaria e transformá-la num gueto do PT. Nossa pretensão deve ser a de encabeçar uma pasta na perspectiva de reforçar o governo naquilo que ele pode e precisa ser reforçado em termos administrativos e políticos. E o fato de possuirmos representação no Legislativo aliado a qualidade de alguns dos nossos quadros nos credenciam a pleitear este espaço”.

Rir é o melhor remédio


terça-feira, 11 de outubro de 2011

PPL elege sua direção municipal



Em ato realizado domingo, 9, foi criada a Comissão Provisória do Partido Pátria Livre (PPL) em Herval. A nova agremiação partidária, que teve seu registro de criação deferido recentemente pelo TSE, nasce com muita força em nosso município, não apenas porque contará com a representação de três vereadores oriundos do PDT e PMDB, mas também pelo grande número de adesões que vem recebendo.

O PPL foi organizado em nível municipal a partir da dissidência de outros partidos, especialmente PDT, PMDB e PT, comandada pelos vereadores Elio Soares, Bebeto e João Bosco Paiva. Mesmo contando com forte presença na institucionalidade, suas lideranças fazem questão de afirmar que o novo partido não nasceu nos gabinetes, mas de um clamor da maioria da população que enxerga as inúmeras conquistas do atual governo ser depreciadas ou mesmo negadas por autoridades e lideranças políticas que vem colocando seus interesses pessoas ou partidários acima do interesse maior do município.

Segundo afirmou Elio Soares, eleito presidente municipal do PPL, “uma de nossas tarefas neste momento é dar sustentação política e parlamentar ao governo do prefeito Ildo Sallaberry (PP), sob a nossa ótica, o melhor governo que Herval teve nos últimos tempos”. O vereador João Bosco falou emocionado sobre a decisão difícil de constituir um novo partido pelo risco da criação não ser aprovada e os envolvidos perder o mandato, mas que tal decisão foi necessária não para garantir cargos ou prestígio político e sim para que a administração ganhe vigor político e nosso município siga firme no caminho do desenvolvimento, de modo a garantir um futuro melhor para nossos filhos e netos.

O vereador Bebeto anunciou que até o fim desta gestão o PPL não vai ocupar nenhuma Secretaria no governo. Conforme argumentou, “neste momento, vamos dar sustentação ao governo para garantir, ampliar e valorizar suas muitas realizações, e não em troca de cargos. As conquistas administrativas alcançadas pelo governo estavam carentes de um respaldo político, e nós daremos este respaldo”.

Falando em nome do Partido dos Trabalhadores, Toninho deu as boas vindas e desejou vida longa ao novo partido. Ele ainda argumentou que o PPL nasce com uma marca muito forte, a marca da decência, da coragem e da coerência. Por fim, elogiou a atitude corajosa dos vereadores que ele chamou de três gigantes e o trabalho do prefeito Ildo, que pelo seu exemplo de seriedade e a colheita de muitas conquistas à frente da prefeitura vem nos fazendo recuperar o orgulho de ser hervalenses.

Também estiveram presentes à solenidade, realizada na Câmara Municipal, o prefeito Ildo Sallaberry e a presidente do Partido Progressista, Tânia Sallaberry.

Momento poético



















A CASADA INFIEL
(Federico Garcia Lorca)



(A Lydia Cabrera

e à sua negrinha)





E eu que fui levá-la ao rio

Certo de que era donzela,

Mas bem que tinha marido.

Foi a noite de São Tiago

E quase por compromisso.

As lâmpadas se apagaram

E se acenderam os grilos.

Já nas últimas esquinas

Toquei seus peitos dormidos,

Que de pronto se me abriram

Como ramos de jacinto.

A goma de sua anágua

Vinha ranger-me no ouvido

Como seda que dez facas

Rasgassem em pedacinhos.

Sem luz de prata nas copas

As árvores têm crescido

E um horizonte de cães

Ladra bem longe do rio



Após franqueadas as brenhas,

Franqueados juncos e espinhos,

Por baixo de seus cabelos

Fiz um ninho sobre o limo.

Eu tirei minha gravata.

Ela tirou seu vestido.

Eu, cinturão e revolver.

Ela, seus quatro corpinhos.



Nem nardos nem caracóis

Têm cútis com tanto viço,

Nem os cristais sob a lua

Alumbram com igual brilho.

Sua coxas me escapavam

Como peixes surpreendidos,

Metade cheias de lume,

Metade cheias de frio.

Galopei naquela noite

Pelo melhor dos caminhos,

Montado em potra nácar

Sem rédeas e sem estribos.

As coisas que ela me disse,

Por ser homem não repito

Faz a luz do entendimento

Que eu seja assim comedido.

Suja de beijos e areia,

Eu levei-a então do rio.

Contra o vento se batiam

As baionetas dos lírios



Portei-me como quem sou.

Como gitano legítimo.

Dei-lhe cesta de costura,

Grande, de cetim palhiço,

E não quis enamorar-me,

Pois ela, tendo marido,

Me disse que era donzela

Quando eu a levava ao rio.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Prefeito de Jaguarão visita Herval





A direção local do Partido dos Trabalhadores promoveu no último sábado, 08/10, um encontro que ficará marcado na história da sigla no âmbito do município. Trata-se da reunião com a presença do prefeito de Jaguarão, Cláudio Martins, promovida com o duplo objetivo de oferecer um momento de formação política aos petistas em Herval e prestigiar essa figura que vem se destacando como uma das maiores lideranças políticas da nossa região.

Na ocasião, Cláudio falou da sua trajetória como militante do PT, do momento atual e das muitas lições aprendidas pelo partido a partir das vitórias e derrotas, além das suas ações à frente da prefeitura, as quais vêm garantindo muitas conquistas para o povo jaguarense em termos sociais e econômicos. Cláudio ainda se fez acompanhar do presidente do legislativo de Jaguarão, o vereador também petista Oberte Paiva.

Falando em nome do partido, Toninho agradeceu a presença do prefeito que mesmo com sua agenda tão concorrida, aceitou prontamente o convite feito pelo PT hervalense. Ele ainda relatou ter encontrado Cláudio pela primeira vez nos idos do ano 2000, durante uma assembleia do Orçamento Participativo do estado e naquela época o atual prefeito já carregava a marca da generosidade e da liderança política, além da preocupação firme e propositiva com o desenvolvimento da nossa região, o que só se ampliou de lá pra cá.

“Os petistas hervalenses tem muito que aprender com a tua caminhada e com o teu exemplo agregador. Liderados pelo nosso presidente Topopogio, estamos fazendo um esforço para fortalecer novamente nosso partido. Depois de um período recente de ascensão política em Herval acabamos estagnando, muito por conta de incompreensões de alguns companheiros sobre o esforço em prol do crescimento do PT e da criação de novas lideranças”, completou Toninho.


Música para os meus ouvidos

Curtamos Nei Lisboa, um dos maiores talentos da nossa música. E digo nossa não apenas por ele ser gaúcho.

De tão bom que ele é, pouco aparece na grande mídia. Não é que Nei não seja digno da grande mídia ou ela dele. É que a grande mídia parece ter uma aversão absurda e surda a tudo que é bom e digno e brilha com luz própria...

 
 
 

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