O Blog busca retratar coisas da vida interiorana e do meu interior, numa abordagem que mistura reflexão, notícias, riso, poesia, musicalidade, transcedentalidade e outras cositas más. Tudo feito com produções próprias, mas também com a reprodução do pensar ou do sentir dos grandes gênios que o país e a humanidade pariram.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

PT reúne filiados e simpatizantes




O Partido dos Trabalhadores de Herval reuniu na noite de sábado, 24/9, na Câmara Municipal, direção, filiados e simpatizantes da sigla. Na pauta do encontro, o debate sobre os seguintes assuntos: questões organizativas do partido, análise da conjuntura política local, a provável licença do vereador Claudio Inhaia por motivos de saúde, além da recepção a alguns dos novos filiados.

Segundo a maioria dos presentes, o PT deve adotar uma postura republicana diante do próximo pleito eleitoral, buscando o diálogo com outras agremiações partidárias, não apenas no sentido de construir condições mais favoráveis ao fortalecimento da sigla, mas para somar forças visando garantir que a futura administração preserve as conquistas do atual governo e, além disso, construa algumas mudanças para ir mais longe e mais fundo na melhoria das condições de trabalho dos servidores, na qualificação dos serviços públicos, no desenvolvimento econômico com justiça social e no aumento da qualidade de vida do povo hervalense.

Segundo Toninho, queremos conversar com todos porque o Diretório Nacional nos autorizou a conversar com todos, a partir da recente definição que considerou que apenas PSDB, DEM e PPS não fazem parte da política de alianças petista. Mas mesmo conversando com todos, não podemos esquecer o motivo pelo qual fazemos política. Segundo disse, “nós fazemos política porque a sociedade é injusta e nós queremos torná-la menos injusta e a busca por alianças deve servir para manter ou ampliar nossa presença na institucionalidade e, ao mesmo tempo, afirmar este princípio que nos move a fazer política”. A decisão unânime foi de que somente a Executiva do partido está autorizada a conduzir e a se manifestar em nome do PT no tocante as conversas sobre possíveis alianças.

Na sequência, o vereador Claudio falou de alguns problemas de saúde que vem prejudicando a sua atuação parlamentar. Problemas que muito provavelmente poderão levá-lo a pedir licença do mandato por uns meses, de modo a facilitar o tratamento. Nesse ponto, o partido defendeu a permanência do vereador que, além de vereador, é o atual presidente do Legislativo. Porém ficou definido que se a licença for inevitável, o primeiro suplente Deomar Schafer deverá assumir a cadeira até o retorno de Inhaia.

O encontro serviu ainda para o presidente municipal do Partido dos Trabalhadores, o popular Xirú Martins, dar as boas vindas a alguns dos novos filiados ao partido no município.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Música para os meus ouvidos

Pessoa muito especial e amante da boa música me pede para reproduzir neste espaço esta bela canção.
Como não atender tal pedido? Como não viajar ao som da saudosa Cassia Eller?

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ato político


Seguindo a sovada filosofia de Aristóteles, digo que sou um animal político. Afinal, o contrário da política é a guerra, a cacicagem, a negociata com aquilo que é público. Sou amante da boa política, a política como palco e ferramenta da construção do bem comum, mas também como escudo para a afirmação do direito de ser sujeito. Nesse ponto, tomo de empréstimo a brilhante definição do formidável Marcos Rolim: (...) “os Direitos Humanos exigem, primeiramente a liberdade política sem a qual ninguém é plenamente sujeito; mas, também a liberdade pessoal que só pode existir fora da esfera pública (e, portanto, longe da política), sem a qual ninguém é plenamente um indivíduo. Uma “liberdade positiva”, portanto, compreendida como direito a fazer e uma “liberdade negativa”, compreendida como limite à decisão pública, como resguardo que proteja o indivíduo diante das ‘Razões de Estado’”.

Há quem prefira declarar-se apolítico, como se isso fosse sinônimo de honestidade. Há também os politiqueiros de plantão ou deformadores da opinião pública que, para se fartar sozinhos ou proteger seus interesses mesquinhos do verdadeiro interesse público, disseminam a despolitização como uma praga, espalhando a notícia inverídica de que os espaços de poder são um antro generalizado ocupado apenas por gente sem escrúpulo.

Uma arma que serve também como armadilha para manter as mentes e mãos generosas fora, bem longe ou até indignada com as coisas que se passam na esfera pública. Uma ação que mesmo que estimule ou vise à despolitização acaba por ter um começo, meio e fim políticos.

Por todo o exposto, lanço neste momento um novo espaço no blog do Toninho, denominado Ato político. Um espaço para mais do que produzir, reproduzir peças relativas à política local, da região, do RS, do Brasil, do mundo, através de entrevistas, artigos, vídeos, etc. Vamos juntos, "quem sabe faz a hora não espera acontecer". E para começar, fiquemos com o deputado federal Henrique Fontana e sua proposta para a imprescindível e inadiável Reforma Política:



Reforma Política em debate: Fontana trabalha para aprovar relatório

Em entrevista coletiva o relator do projeto da Reforma Política, Henrique Fontana (PT-RS) falou sobre o que deve mudar nos processos eleitorais.



A mudança que vai ser possível com o financiamento público de campanha?

A mudança estrutural mais importante que eu proponho para melhorar a política brasileira é a adoção do financiamento público exclusivo de campanha, a minha avaliação de muito ouvir, debater e estudar o sistema. Nós colocarmos todos aqueles que têm interesses a tratar com os futuros governos, ou mesmo com o parlamento, financiando as campanhas que vão constituir esses governos não tem sido uma boa experiência para o país. É evidente que a corrupção tem múltiplos fatores que geram a corrupção, mas eu não tenho nenhuma dúvida que o financiamento público exclusivo é uma arma muito poderosa para combater a corrupção no país. E a segunda questão é como melhorar o sistema de votação no Brasil. E qual foi a nossa idéia ao propor o relatório que está em discussão na comissão? Primeiro respeitar a cultura do povo brasileiro que é uma cultura que quer sempre escolher em qual deputado queremos votar, ou seja, o voto nominal. São décadas de história em que a população escolhe o deputado que ela quer votar nominalmente. Eu agrego, portanto, a esse direito de continuar escolhendo o voto nominal que cada cidadão quer dar e que ele também tenha o direto de escolher um projeto, um programa político que estará representado por um partido e por uma lista de candidatos pré-ordenados ressaltando sempre que esta lista tem que ser definida por votação secreta de todos os filiados ao partido em questão.

O financiamento público no senado não vingou, e o senhor acha que aqui (na Câmara) ele vai vingar?

No senado o Financiamento Público foi aprovado, é verdade que foi por uma minoria estreita e por maioria estreita de um voto apenas mais ele foi aprovado. O que me leva a acreditar na aprovação do Financiamento Público aqui na Câmara é que acrescente na sociedade na minha avaliação o desconforto e também a compreensão que o sistema de avaliação privado está muito relacionado a um conjunto de problemas, que nós, temos enfrentado de corrupção no país, além, da desigualdade que o sistema de financiamento privado gera, porque hoje, alguns candidatos tem direito de gastar 10 e 20 vezes mais que o outro candidato ao mesmo cargo, então até a própria OAB, recentemente entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade que foi aprovada por unanimidade no seu pleno,dizendo que o financiamento privado quebra a igualdade entre os cidadão que é um principio fundamental da democracia.

O PT como a maior bancada seria o maior favorecido com financiamento público de campanha?

Eu tenho dito ao contrário, inclusive no próprio sistema de votação, outro dia eu li matéria dizendo que a adoção do voto distrital prejudicaria o PT, e por isso, eu como relator propus o voto proporcional. A experiência internacional é o oposto, a Inglaterra e os EUA, por exemplo, concentram o poder a partir da adoção de um sistema distrital, em dois ou três partidos, então um sistema distrital traria grandes vantagens para o PT, PMDB e para o PSDB. Todos os partidos médios democratas como o PP, PCDB, PSB perderiam no sistema distrital, agora o que move a nossa comissão, e a mim como relator é encontrar o melhor para melhorar a democracia brasileira, e não para melhorar o partido A ou prejudicar o partido B. E sobre o financiamento também é o oposto. Na realidade os partidos que estão no poder tradicionalmente tem mais facilidade de arrecadar no financiamento privado, e eu estou propondo o financiamento público porque eu considero que ele, mais republicano. Ele melhora a democracia, garante mais igualdade e ele permite que milhares de pessoas que hoje não são candidatos possam concorrer porque muita gente hoje desiste da candidatura antes de começar a campanha porquê acha que não vai ter dinheiro para financiar a campanha. E o crescimento do custo de campanha no Brasil, em cada eleição de quatro em quatro ano, tem aumentado em torno de 120% o custo das campanhas e se a coisa continuar nesta escalada em 2014 e 2018 somente os ricos, os que têm muita facilidade de encontrar o financiamento privado que poderão ser candidatos, e isto é ruim para a democracia.

Mas tem como fiscalizar?

Com certeza, tem como fiscalizar de uma maneira muito mais eficaz de que ocorre hoje, porque hoje nós temos um sistema onde a fiscalização é muito fragilizada. E com o sistema de financiamento público, nós estamos prevendo também punições severas para quem burlar e tentar utilizar recursos de caixa dois, ou recursos privado que não seja permitido no financiamento público, dentro em outras coisas quem faz isso, pode perder o mandato e vai ser tipificado como crime eleitoral passível também de prisão de um o dois anos. Então é uma lei séria para ser respeitada e vai melhorar muito a política brasileira.

(Apolos Neto e Fabrícia Neves - Portal do PT)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra


Ando de mal com as palavras. Elas se bandearam todas pro lado inimigo ou então se esconderam bem debaixo do meu umbigo.

O fato é que no dia de hoje me falta inspiração e me sobra vontade de falar sobre a data máxima dos gaúchos e gaúchas, o 20 de setembro, data na qual rememoramos e festejamos com orgulho os feitos da Revolução Farroupilha.

Não entro no mérito da questão. Penso apenas e, muy resumidamente, que esta não foi uma batalha longa e sangrenta entre bons e maus como muitos ainda insistem em pintá-la, até porque os “bons” não afirmam suas aspirações por meio de batalhas sangrentas.

Penso que ela foi sem dúvida uma peleia bruta para afirmar um ideal, mas não necessariamente ou majoritariamente o ideal humano, mas sim um ideal de poder; com seus erros e acertos, com seus gestos humanos e desumanos. Um poder que, ao menos na sua forma, se pretendia menos explorador e embrutecedor do espírito humano.

A verdade é que as marcas desta guerra fratricida permanecem vivas em nós. Tal episódio ajudou, e muito, a forjar nossa identidade. Nossa franqueza, nossa altivez, nossa valentia, nossa fidalguia se não nasceram aí, foram desenhadas de modo incontornável nesta quadra da história. Nosso ímpeto de guerrear pelo bom, pelo justo, pelo melhor da vida; de buscar o afago ainda que seja em meio aos atropelos do mundo ou o gesto barbaresco praticado muitas vezes na intenção da carícia; embora precedam, ganharam corpo e sentido mais profundo em meio ao sangue que jorrou nessas lutas.

Mas como disse, esta é matéria para os entendidos ou para as horas de inspiração... E como não sou entendido no assunto e a inspiração me trai com algum gaúcho carente do calor das palavras, só me resta reproduzir um vídeo que nos conta um pouco da incrível história da Revolução Farroupilha:



domingo, 18 de setembro de 2011

Agora é tudo farinha do mesmo saco?





Ao que parece, algo que vinha se desenhando e sendo tramado nos bastidores há algum tempo começa a adquirir contornos mais nítidos. Falo da possível aliança eleitoral entre partidos da oposição, partidos que fizeram parte da atual administração e, supostamente, alguns que ainda fazem parte dela. Esta é a leitura possível a partir do recente ato de filiação ao PSB de importante liderança local, a qual contou com presença do vice-governador do RS, Beto Grill, sendo prestigiada por dirigentes e autoridades dos mencionados partidos.

Penso que mais do que respostas, tal aproximação nos suscita muitas perguntas, entre elas: o PDT, de longe o maior partido do município, presente em todas as disputas eleitorais desde a volta da democracia, estaria disposto a abrir mão da cabeça de chapa? No caso afirmativo, esta não seria uma demonstração explícita da derrocada da sigla ou seria justamente uma tentativa desesperada de escondê-la? E em nome de quê toparia tal sacrifício, tal retrocesso, tal engenharia arriscada? E onde fica sua história de lutas e de gestões, sua identidade construída, em grande parte, no enfrentamento a alguns partidos que ora se aproximam para embarcar juntos no mesmo barco, como é o caso do PMDB?

E o PMDB, o que moveria o partido na direção da composição desta suposta frente? PMDB que sempre tratou o PDT como um bando de oportunistas que precisam ficar longe do poder. PMDB que foi um dos principais responsáveis pela vitória do atual prefeito, quando se fala em termos de estrutura partidária. Afinal, o que moveria essa sigla a marchar agora nas fileiras da oposição? Seria apenas a alegação de que o partido perdeu uma Secretaria que ocupava na gestão em curso? Então, sua única bandeira é estar à frente desta Secretaria? E sua posição firme diante do último governo pedetista? Era apenas jogo de cena?

Então, se acabaram as diferenças, os antagonismos, as rusgas, as farpas, as ideologias? Agora são tudo farinha do mesmo saco, todos unidos no mesmo ideal? Mas qual seria mesmo esse ideal? O que seria capaz de unir posições tão divergentes sob a mesma bandeira? Ou o que os separava antes era apenas o interesse mesquinho do poder pelo poder? E não seria esse interesse que antes os separava que agora poderá uni-los? São muitas as questões que precisariam ser explicadas, muitos os ditos a ser desditos e muitos feitos a serem desfeitos. Enfim, muitos tapas a ser transformados em gestos de afagos e cumplicidade.

Vejam bem, por certo dirão que a pretendida aliança seria em torno do interesse maior do município. Seria mesmo? Poderão dizer ainda que o partido que a encabeçaria (no caso mais provável o PSB) é novo por aqui, agregador, sem ranços. Sim, mas quem é o PSB em Herval? Em qual projeto administrativo tal aliança estaria assentada? Quais seriam os rumos de um eventual governo? Que soluções seriam propostas aos problemas do município? Que problemas esse grupo enxerga no município atualmente? O que seria apresentado para colocar no lugar da gestão que está aí? Qual acordo ou barganha daria sustentação a esta composição? Ou ela seria baseada apenas na repartição dos cargos?

O próprio nome a encabeçar esta possível aliança não se veria envolto numa enorme contradição? Graciano Sais é uma figura humana extraordinária, além de ser empresário competentíssimo e um homem público correto e experiente. Neste ponto, nada o desabona e muito o credencia a postular o posto de prefeito. Mas ele é egresso do PMDB. Como aceitar apoio da agremiação partidária da qual saiu provavelmente pela sua indisposição de continuar enfrentando algumas resistências e desencontros? E como carregar o apoio do PDT, partido do qual foi por longos anos um ferrenho adversário, e vice-versa?

Não estou tentando jogar um balde de água fria nem entrando no mérito dessa questão. Longe disso. Estas costuras ou tentativas de costuras são legítimas e podem até se revelar saudáveis para a política local. Só acho esta possibilidade no mínimo estranha. E mais do que isso, curioso que sou, fico ansioso para saber a resposta às questões que acabo por levantar.

sábado, 17 de setembro de 2011

Música para os meus ouvidos

Tá na cara que não falo nem entendo uma só palavra em francês, mesmo tendo o privilégio do convívio com a pequena colônia francesa constituída em Herval. Uma só palavra talvez soe como exagero. O mais correto seria dizer quase nada.
Bem, mas o cantar  tocante de Carla Bruni é algo que mais que traduzido carece ser simplemente ouvido. Ouvido, sentido e aplaudido!


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Apesar de você a primavera sempre chega




Tenho um velho amigo mais velho que sempre conta as histórias de um caudilho político, um forasteiro ambicioso e despudorado que criou raízes nesta terra. O detalhe é que as histórias de caudilhos são sempre deprimentes, deprimentes como os próprios caudilhos. Uma história marcada por intrigas, boatarias, vilanias, apadrinhamentos, nepotismo, pilantragens, desvios, despotismos, pilhagens, faz de conta, apropriações indébitas, falsidades ideológicas, propagandas enganosas, promoções pessoais permanentes, improbidades administrativas, e por aí se vai a extensa lista de adjetivos também deprimentes...

Voltando ao caudilho em questão, conta esse amigo que ele adorava encher a cara e dar vexames em público, porque achava que isso era ser popular. Que ele também adorava encher a bola de si mesmo, uma bola muy murcha, por isso a sua necessidade obsessiva por rebaixar tudo e todos, só assim ele podia alardear alguma grandeza e justificar sua própria existência. Sua luz definitivamente não brilhava e o jeito era tentar apagar o brilho alheio.

Ele conta também que o tal caudilho não suportava as opiniões contrárias, a imprensa e as ideais só eram livres se fossem a favor dele. Do contrário, deveriam ser proibidas, censuradas, e aqueles que se atrevessem a discordar ou noticiar coisas contrárias a seus propósitos deveriam ser ridicularizados, de modo a esconder os ridículos do caudilho. Como quase não possuía feitos próprios para propagandear, chegou a criar um veículo particular de comunicação com a missão de inventar virtudes que ele não possuía, além de detonar as virtudes dos que não faziam parte da sua trupe. E adivinhem, inaugurou tal veículo explorando a boa-fé do povo e usando o nome da comunidade em vão, para transformar o dito veículo de comunicação em palanque e propriedade familiar.

Segundo esse amigo, a sede de poder do caudilho não tinha fim e sua ambição era tamanha e sem limites. Conforme narra, certa feita o caudilho chegou a levar um desafeto político à força para lugar ermo e de arma em punho ameaçou dar um tiro em sua boca, caso ele não calasse a boca que bradava publicamente contra os abusos do caudilho. Era um lunático pelo poder, um louco decadente, deprimido e desenfreado, capaz de imitar Nero e atear fogo em tudo a sua volta ou sacudir uma cidade até deixá-la tonta!

No poder era um tirano insaciável, fora dele era um destrambelhado ressentido, um mau perdedor, sempre cavando uma brecha para empanturrar novamente a si e os seus. Dizia esse amigo que com ele no poder era festança garantida para seus seguidores mais próximos e mais fiéis, não apenas em solo local, mas principalmente nas idas constantes à cidade grande. Não faltava caravanas, comilanças, beberagens, algazarras, orgias, tudo pago com o dinheiro e a boa-fé do povão!

Fora do poder agia como se ainda estivesse com as rédeas na mão: plantava a discórdia, semeava intrigas, incendiava ânimos, relembrava feitos que nunca fez, usava o nome dos humildes em favor dos seus intentos particulares e da vontade incontrolável de manter viva sua história de horrores e desmandos que a maioria queria esquecer.

Sem o menor pudor, negociava a indicação de parentes para postos conquistados coletivamente pelo grupo político majoritariamente sério e honrado de que fazia parte – de parentes sabidamente incompetentes e, assim como ele, picados pela mosca da empáfia, da falsidade e da intriga. Sem o menor pudor, se deslocava de sua cidade até as esferas mais altas de poder, servir-se de velhas relações de compadresco, para pedir indevidamente em nome de seus companheiros a indicação de filhos, genros e demais familiares para cargos existentes em repartições desses governos na terra que vivia. Uma piada que o fazia sentir orgulho do quão influente e pródigo com sua prole ele era!

Nos palanques e espaços públicos clamava por justiça, liberdade, igualdade, fraternidade, democracia. Mas no seu íntimo agia em favor de si mesmo, dos seus e de tantos que aceitassem usar sua canga sem reclamar e que, além disso, estivessem dispostos a aplaudi-lo permanentemente, mesmo sem razões concretas para tal. Nos bastidores da política tramava o ódio, a maledicência, a desmoralização dos opositores, tratados como opositores eternos e indesejáveis. Disseminava o culto a si mesmo e insuflava a mobilização de esforços, muitas vezes generosos e incautos, na reconquista do poder pelo poder. ´






Narra meu amigo, finalmente, que o caudilho morreu e que antes de morrer ainda foi condenado por uma pequena parte de seus atos tresloucados na vida pública. Morreu, mas não aceitou a própria morte. Morreu mas continuou vivo na forma de fantasma, um fantasma nada camarada, cuja única tarefa e utilidade seria agir nas sombras para impedir que as relações políticas e humanas fossem renovadas e a primavera chegasse à terra arrasada que deixou.

Esse meu amigo e suas histórias de caudilhos... Será verdade ou tudo não passa de mera imaginação? Quem viveu viu, quem vive vê. O certo é que apesar dos caudilhos a primavera sempre chega. O certo é que os caudilhos sempre perdem lugar para o correr da vida e o perfume das flores, ainda que resistam muito.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Licença poética





Peço licença uma vez mais para trazer à tona novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...



Caibo inteiro na caixinha de conceitos prévios que preparastes para mim.
Não me sobra um só espaço, um só pedaço.
Eu não sou a soma de erros e acertos a que dou vida. Que me dão vida. Absolutamente!

Sou as partes incontáveis em que me esfacelas e divides-me.
Sou o que me defines antecipada, superficial e apressadamente.
Nada mais. Não há o que eu possa tirar nem pôr.

Não sobra nada nem lugar nenhum para mim, para o meu verdadeiro e conturbado eu.
Quando tento escapar um só milímetro dessa caixa de pré-conceitos, de pré-julgamentos...
Sacas logo tuas armas, tuas algemas, te pões a tecer novas armadilhas para me aprisionar no oceano de tuas estouvadas emoções.

Um dia escapo definitivamente.
Um dia morremos ambos afogados nesse mar de amor que nos sufoca.
Um dia criamos asas e viajamos juntos pelos ares do amor que não acorrenta.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Paixão Imortal


Promovo mais uma estréia no blog do Toninho: Paixão Imortal. Um espaço para reproduzir cenas, casos e coisas do meu time do coração, o Grêmio de Foot-Ball Porto Alegrense.


Um espaço para projetar além de mim este apego que, se não chega a ser exagerado, por certo está amparado num misto de terna teimosia e orgulho incontido por vestir  as cores inconfundíveis do Imortal Tricolor.

E para dar a largada, fiquemos com Renato Portaluppi e o título Mundial do Imortal.

 
 

Pitada filosófica



A força da palavra


(Lauro Kisielewicz)





A palavra tem uma força descomunal...

contém uma energia, sobrenatural...

Tanto agride e desconcerta

quanto consola na hora certa...

Mal usada desencaminha e destrói

Bem aplicada, orienta e reconstrói...

precipitada, magoa e ofende

refletida, é escudo que defende...

Pode muito mais do que se imagina,

Deprime, mas acaba com a rotina;

Desfaz crenças e desperta a Fé;

Desencaminha e também orienta;

Liberta, aprisiona, apascenta...

Propala engodo, mostra verdade...

Expressa ódio, indiferença, calor

Liberando a energia nela contida

podemos modificar nossa vida,

externando positivamente

de forma clara e consistente

que queremos, podemos e devemos

Viver em Paz e com Amor!

Crendo, realizar-se-á,

Pela força que na Palavra há!

sábado, 10 de setembro de 2011

Música para os meus ouvidos

Não entendo uma só palavra, mas “me gusta” o ritmo e a magia desta figura que mistura inquietude e arrebatamento, imponência e talento.

Curtamos o som de Seal. Se não for o céu, por certo merece a nossa audição.






A televisão


   
Trago a lume mais um lampejo poético desta figura sempre alegre, carismática e iluminada. Falo da professora Gládis Soares.





A TELEVISÃO



Nestes dias de hoje

De vaidade e consumismo

Deslumbramento e modernismo

Uma coisa chama a atenção

Entre tantos que a população

Não renega e não enjeita

E se dá por satisfeita

Assistindo televisão.



Pois este aparelho doméstico

Que dá tanta informação

Uns chamam televisão

Outros chamam de telinha

Tem na sala e na cozinha

E a maioria ela encanta

Quando divulga abobrinha.



Nada contra este invento

Criado pelos humanos

E em todos os Meridianos

Ela empolga e agiliza

Alguns dados enfatiza

Vem buscar opinião

Daquela população

Que pensa, fala e analisa.



Fico pensando naqueles

Totalmente fascinados

Com o que é divulgado

Do lado esquerdo e do direito

E quando ela põe defeito

Ao mérito não alude,

Dando regras para a saúde

Ditando regra e conceito.



Enquanto isso a escola

Se esforça na educação

Alicerçada na religião

Na virtude e no amor

O inocente televisor

Deseduca e desnorteia

E o vivente se enleia

Diante de tanto Collor.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Cenas da vida inventada

Cenas da vida inventada de hoje nos trás um pouco do magnífico "O Caçador de Pipas", produzido a partir do livro de mesmo nome ainda mais magnífico.


Extra Extra!



Trator deteriorado no galpão da Secretaria de Agricultura do município




Volto a reproduzir matéria que encontrei no site do Jornal Diário Popular de Pelotas, datada do dia 2 de setembro do corrente ano, com informações relativas às recentes condenações sofridas pelo ex-mandatário do nosso município por atos de improbidade administrativa. Confira a íntegra da matéria:





Ex-prefeito de Herval é condenado em dois 

processos



O ex-prefeito de Herval, o advogado Marco Aurélio Gonçalves da Silva, foi condenado por atos de improbidade administrativa em dois processos judiciais recentemente encerrados. A ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público (MP) foi aceita e a Justiça condenou o réu por negligenciar o patrimônio público na cidade no período em que foi prefeito, de 2005 a 2008. Já na ação civil proposta pelo município, houve a condenação pela má aplicação de valores repassados pelo governo estadual ao ex-prefeito no Programa Estadual de Assistência Social, em 2008.

No inquérito civil instaurado, a Promotoria constatou o sucateamento de veículos públicos, como ambulâncias e transporte escolar, além de equipamentos de informática e móveis, que não possuíam tombamento, o que dificultava o controle por parte da prefeitura. Além disso, foi apurado o desaparecimento de dados armazenados em sistemas de informática das Secretarias Municipais de Agricultura e de Assistência Social, o corte de linhas telefônicas e o não recolhimento do lixo hospitalar da cidade. A sentença estabeleceu a suspensão dos direitos políticos por oito anos do ex-prefeito e a proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios por cinco anos.

Na ação civil pública proposta pelo Município de Herval, Marco Aurélio foi condenado pela má aplicação de valores recebidos através da Secretaria de Justiça e Desenvolvimento Social do Estado para a execução do Projeto de Orientação e Apoio Sócio Familiar, que faz parte do Programa Estadual de Assistência Social. O Município havia se comprometido no convênio a gastar apenas 30% da quantia de R$ 5.918,00, repassada pelo Estado. No entanto, a quantia gasta com profissionais para ministrar cursos de capacitação no Programa, de acordo com a prestação de contas do Município, foi de R$ 4.592,57, ultrapassando o valor acordado. A sentença judicial suspendeu os direitos políticos do ex-prefeito por cinco anos, determinou o ressarcimento ao erário dos valores indevidamente gastos, sob pena de inclusão em Cadastros de Inadimplentes (Cadin), além da proibição de contratar ou receber benefícios do poder público pelo prazo de cinco anos.

Em ambos os processos as decisões não cabendo mais recurso.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Programa de índio

Nosso programa de índio hoje vai ao arroio do seu Luiz. Um dos lugares mais concorridos e aprazíveis de Herval durante os meses de calor. E fica situado logo ali, coladinho com a cidade.













quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Licença poética





Peço licença uma vez mais para trazer à tona novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...




Sou um sem noção...

e agora desatinado por ti.


Tua pele me palpita, tua alma me faz levitar.
Queria te chamar de princesa, mas é tanta tua leveza
que prefiro te chamar de pluma...
No entanto, teu fogo é tão grande e bom que chamo-te brasa acesa.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Versos del alma gautia

O blog do Toninho trás até vocês “versos del alma gautia”. Um espaço para resgatar e sorver o poetar profundo de alguns dos maiores vultos latinoamericanos, que souberam sofrer o sofrimento de “nuestro pueblo” e também se alegrar com suas parcas alegrias.
Pra começar, fiquemos com a sapiência generosa e espontânea do excepcional Jayme Caetano Braun.





domingo, 4 de setembro de 2011

Um caminho para fortalecer nossa economia




Nos idos do ano 2000, quando Osmar Hences exercia o cargo de Secretário Municipal de Educação de Hulha Negra, na gestão da Frente Popular, lembro-me de ter visitado àquele amigo, ocasião em que pude prestigiar uma magnífica feira realizada anualmente para expor a cultura do povo, sendo esta usada como fonte e ferramenta do desenvolvimento econômico do citado município.
A feira, como disse, realizava-se anualmente, mas nem por isso tinha o caráter de mero evento. A feira, na verdade, funcionava como uma espécie de vitrine do trabalho, dos costumes e da produção local, feitos diariamente. Além das atrações artísticas de cunho estadual, do espaço aberto para os talentos locais brilharem, das danças, brincadeiras e demais atrações artístico-culturais, como a exibição de filmes; a feira ainda contava com uma diversificada e saborosa culinária, exposição de artesanato, mostra de gado leiteiro e de suínos, produtos da apicultura, confecções, venda de carne devidamente embalada e inspecionada, etc. Uma lindura, como dizia o Osmar.
Mas uma das coisas que mais me chamou a atenção foi notar a forte organização e a intensa parceria entre o poder público e os empreendedores locais. Mais que isso, foi ver que a economia local era tratada como política pública, com nome e sobrenome. Lembro-me que todos os produtos ofertados faziam parte de um programa e carregavam o seguinte selo: Da Hulha, a marca que nos orgulha. Toda a cadeia produtiva do município era unida e integrada em torno deste único selo, o que além de certificar a origem e ajudar na busca de mercados consumidores para a produção, também contribuía para afirmar e valorizar a identidade dos próprios produtores, indo além do aspecto econômico.
O fato é que na citada gestão (não conheço a realidade atual), Hulha Negra conquistou inúmeros prêmios por ter uma administração pública que, ao mesmo tempo em que respeitava a lei e controlava as contas, gerenciava as pessoas com maestria na perspectiva de promover qualidade de vida e desenvolvimento econômico numa só tacada. Além do forte estímulo à formalização, o município detinha índice zero de mortalidade infantil, altíssimo rendimento e baixa evasão escolar, o que garantia um retorno mais elevado na arrecadação de ICMS.
Não estaria aí um bom caminho para fortalecer nosso município? Digo utilizar aquilo que é tipicamente nosso, nossos talentos artísticos, nossa culinária, nossas matérias primas, nosso artesanato, nossas belezas naturais, como ponto de partida e de apoio do desenvolvimento econômico local. Demandar sim junto aos governos estadual e federal os investimentos necessários em infra-estrutura (melhoria e pavimentação de estradas e aumento da capacidade energética, especialmente), mas junto com isso a gestão municipal fazer a parte que lhe cabe no sentido de tirar muitos produtores da informalidade e agregar valor a nossa produção para levá-la muito além dos limites do nosso município.
Que tal disponibilizar nossos produtos permanentemente para venda em banca própria mantida no Mercado Público da capital ou outro espaço semelhante, como defendia Roque Oliveira durante a última disputa eleitoral? Que tal criar uma marca para identificar e integrar toda a nossa cadeia produtiva? Que tal plantar hoje as sementes do desenvolvimento e no futuro promover uma feira de produção como esta que prestigiei na Hulha? Ganharia o poder público, ganharia mais ainda nossa gente ávida de uma vida melhor e mais próspera. Fica a dica.

sábado, 3 de setembro de 2011

Música para os meus ouvidos

Momento poético



O novo homem
(Carlos Drummond de Andrade)



O homem será feito
em laboratório.
Será tão perfeito
como no antigório.
Rirá como gente,
beberá cerveja
deliciadamente.
Caçará narceja
e bicho do mato.
Jogará no bicho,
tirará retrato
com o maior capricho.
Usará bermuda
e gola roulée.
Queimará arruda
indo ao canjerê,
e do não-objeto
fará escultura.
Será neoconcreto
se houver censura.
Ganhará dinheiro
e muitos diplomas,
fino cavalheiro
em noventa idiomas.
Chegará a Marte
em seu cavalinho
de ir a toda parte
mesmo sem caminho.
O homem será feito
em laboratório,
muito mais perfeito
do que no antigório.
Dispensa-se amor,
ternura ou desejo.
Seja como flor
(até num bocejo)
salta da retorta
um senhor garoto.
Vai abrindo a porta
com riso maroto:
"Nove meses, eu?
Nem nove minutos."
Quem já conheceu
melhores produtos?
A dor não preside
sua gestação.
Seu nascer elide
o sonho e a aflição.
Nascerá bonito?
Corpo bem talhado?
Claro: não é mito,
é planificado.
Nele, tudo exato,
medido, bem-posto:
o justo formato,
standard do rosto.
Duzentos modelos,
todos atraentes.
(Escolher, ao vê-los,
nossos descendentes.)
Quer um sábio? Peça.
Ministro? Encomende.
Uma ficha impressa
a todos atende.
Perdão: acabou-se
a época dos pais.
Quem comia doce
já não come mais.
Não chame de filho
este ser diverso
que pisa o ladrilho
de outro universo.
Sua independência
é total: sem marca
de família, vence
a lei do patriarca.
Liberto da herança
de sangue ou de afeto,
desconhece a aliança
de avô com seu neto.
Pai: macromolécula;
mãe: tubo de ensaio
e, per omnia secula,
livre, papagaio,
sem memória e sexo,
feliz, por que não?
pois rompeu o nexo
da velha Criação,
eis que o homem feito
em laboratório
sem qualquer defeito
como no antigório,
acabou com o Homem.
Bem feito.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Extra Extra!





A Coluna Espeto corrido de hoje, publicada na página 12 do jornal Diário Popular, veicula informação relativa ao trânsito em julgado de processos os quais responde o ex-prefeito Marco Aurélio Camarão, por conta de irregularidades apontadas na sua administração à frente da prefeitura de Herval, entre os anos 2005 e 2008. Pela relevância do assunto no que tange a nossa vida administrava e política, reproduzo aqui a íntegra da matéria assinada pelo articulista José Ricardo Castro:





·         Problema
Ex-prefeito de Herval, Marco Aurélio Gonçalves da Silva (PDT), também conhecido como Camarão, recebe duas condenações do Poder Judiciário. Por atos de Improbidade Administrativa. Além da devolução de recursos ao Erário Municipal, está com seus direitos políticos suspensos por oito anos. Também não pode fazer contratos com o Poder Público por cinco anos.

·         Problema II
Camarão sofreu ações civis públicas propostas pelo Ministério Público por dilapidação do patrimônio público e por má aplicação de valores recebidos do governo do Estado em sua administração (2004/2008). A devolução de dinheiro é de R$ 2.876,17 acrescidos de correção monetária e juros de mora de 1% desde 22 de julho de 2009. Não cabem mais recursos.

·         Problema III
Camarão já havia sido condenado em outros três processos por Improbidade Administrativa em razão de perseguição política, dispensa ilegal de licitações e indevida aplicação e não prestação de contas de verbas repassadas ao município pelo Incra. Tem ainda outras três ações civis públicas e quatro processos criminais quer na atuação como prefeito quer crime contra a administração.

·         Problema IV
Camarão, além dos processos acima citados, responde a execuções judiciais em razão de multas estabelecidas pelo Tribunal de Contas. Valor: mais de R$ 400 mil decorrentes de outros dois processos.

Pitada filosófica



Um único minuto de reconciliação vale mais do que toda uma vida de amizade.


O segredo de uma velhice agradável consiste apenas na assinatura de um honroso pacto com a solidão.


A sabedoria é algo que quando nos bate à porta já não nos serve para nada.


Não se é de parte nenhuma enquanto não se tem um morto debaixo da terra.


Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.

 
Tomei consciência de que a força invencível que impulsionou o mundo não são os amores felizes mas os contrariados.


Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do Zodíaco.

Gabriel García Márquez (Trecho do livro Memórias de Minhas Putas Tristes)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Rir é o melhor remédio

Senti Nela

Fotos produzidas pelo amigo também aficionado pela terrinha, Luiz Leopoldo (o Leopoldo da Veterinária)

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