O Blog busca retratar coisas da vida interiorana e do meu interior, numa abordagem que mistura reflexão, notícias, riso, poesia, musicalidade, transcedentalidade e outras cositas más. Tudo feito com produções próprias, mas também com a reprodução do pensar ou do sentir dos grandes gênios que o país e a humanidade pariram.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Osmar (e) ternamente


Há exatamente um ano, o extraordinário Osmar Hences regressava à pátria espiritual, deixando-nos a alma deserta e o peito apertado, mas também com as marcas profundas de suas magníficas lições. Refiro-me a mim e outros (as) tantos (as) mais, que tiveram a sorte e o privilégio de encontrá-lo nas estradas desta vida. Que bom ele ter existido em mim e em todos nós!

30 de abril de 2009! Como apagar as lembranças doídas daquele dia frio e interminável, carregado com as nuvens escuras do espanto e do incontrolável pranto?

Não por acaso, seu corpo seria sepultado no dia 1º de maio (dia do trabalhador), numa espécie de homenagem Divina a quem trabalhou dia e noite para que o trabalho fosse sempre fonte da dignidade, e nunca da exploração humana.

“O senso comum acredita que a riqueza provém da própria riqueza, sendo que é o trabalho que primeiro produz a riqueza. Não existe riqueza que não seja produzida ou reproduzida pelo trabalho. Esta é a grande vantagem do explorador: o explorado acredita não ter condições de se manter vivo sem a presença de alguém que o explore, quando na verdade o explorador só existe como tal porque se apropria da quase totalidade da riqueza produzida pela força de trabalho daquele que é explorado”, ensinava ele.

Esta é a principal lembrança que quero guardar do “sor” Osmar: um sujeito vivo, arguto, leal, amoroso, humilde, visionário, alegre, sensível, generoso; que ensinava tanto quanto se deixa ensinar; que era capaz de amar alguém mesmo discordando de alguns de seus gestos ou pontos de vista; que andava com os pés no chão e os olhos sempre mirando as estrelas... Sobram adjetivos para descrever figura tão encantadora e iluminada!

Ao longo de sua vida, quantas vidas ele iria resgatar dos abismos do abandono ou da indiferença!

Em sua rápida passagem por este mundo de dores e desafios, quantos talentos ele iria ajudar na sua própria (re) descoberta, como uma ave que ensina seus filhotes a voar, sem nunca carregar-lhes no colo!

Fui e sou um destes, banhados pelo seu oceano de sabedoria e ternura, e disso me encho de orgulho.

Osmar, mar imenso de amor! Lembrando teus versos, espero que sigas “preparando a terra pra um mundo novo”, na vida que existe depois desta vida.

À ele, a minha vibração de (e) terna saudade e gratidão!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Com emenda de Marroni, Herval renova frota do transporte escolar



A prefeitura de Herval irá renovar sua frota do transporte escolar. Na sexta-feira (dia 16/4), o prefeito Ildo Sallaberry (PP) recebeu a visita do deputado Fernando Marroni que anunciou a destinação de R$ 200 mil para o município. O dinheiro repassado através de emenda parlamentar ao Orçamento Geral da União de 2010 será aplicado pelo prefeito na compra de dois novos veículos para o transporte de estudantes. “Iremos adquirir um microônibus e uma Kombi para realizar o transporte dos estudantes do município”, anunciou Sallaberry.

O prefeito ainda frisou que a destinação do recurso chega em boa hora, pois a prefeitura tem feito pesados investimentos em educação e melhoria das escolas e isso tem aumentado a demanda por transporte escolar. Atualmente 750 estudantes matriculados na rede municipal.

“Em 2005, Herval estava no Cadim (o SPC das prefeituras) e não tinha direito de participar de programas federais, mas com a interferência do deputado Fernando Marroni conseguimos regularizar a situação do município e, hoje, com sua ajuda estamos entrando em programas capazes de melhorar muito a qualidade do ensino no município, o que tem se refletido em um aumento natural da demanda por transporte”, destacou o prefeito Sallaberry.

Além de anunciar oficialmente a destinação da emenda para Herval, Marroni colocou-se à disposição do prefeito para auxiliar o município no desenvolvimento de projetos capazes de receber financiamento da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2.

“Herval não pode perder essa oportunidade única, por isso vamos intensificar o que já fazemos desde que assumi o mandato: auxiliar a prefeitura na elaboração dos projetos e monitorar dia-a-dia os ministérios para que o prefeito consiga receber os recursos”, disse. (Fonte assessoria de imprensa deputado Marroni)

terça-feira, 27 de abril de 2010

A Saúde no rumo certo



O debate sobre saúde no município precisa de ar, ele vem sendo sufocado por uma série de asneiras, revanchismos ou oportunismos políticos.
Como contraponto, quero aqui lembrar a situação encontrada no início da gestão e também algumas conquistas já alcançadas pelo nosso trabalho nesta área tão importante na vida de todos nós, e assim mostrar que nem todos são farinha do mesmo saco.
Herdamos uma Secretaria mal cuidada, em condições precárias de funcionamento, exatamente porque no passado ela fora demasiadamente desvirtuada em suas atribuições.
Assim, a obrigação legal de criar um padrão adequado – e preferencialmente no próprio município – no que tange aos serviços básicos de saúde, foi sendo convenientemente abandonada ou deixada para depois. Em seu lugar, uma epidemia de conveniências políticas.
De direito, a oferta de medicamentos, transporte social, agendamentos para tratamento fora do município, exames de diagnósticos, além de um nível satisfatório de resolutividade nos atendimentos clínicos, em conformidade com as normas estabelecidas pelo Sistema Único de Saúde. De fato, o que existia era uma rede paralela erguida ao redor da prestação pública ou conveniada dos serviços de saúde.
E numa Secretaria com poucos recursos humanos na área administrativa, esta concorrência indevida e ilegal com o SUS, teria o poder de precarizar ou até mesmo impedir algumas ações e serviços inscritos na sua lista de obrigações.
A lei determina que 15% da arrecadação da prefeitura deve ser investida em políticas de saúde. Não por acaso, a gestão anterior deixaria de cumprir esta determinação, ficando uma dívida no percentual de 1,29% relativa ao exercício de 2007, a qual precisou ser resgatada com a população no primeiro ano da administração do prefeito Ildo. Isto mostra aos oportunistas de plantão que os números também são importantes e, em se tratando de saúde, podem ser a diferença entre a vida e a morte das pessoas. Discursos inflamados e infamantes não curam nem salvam vidas, mas as ações e investimentos concretos sim.
Por tudo isso, aqueles primeiros meses de gestão seriam pavorosos: uma enorme demanda reprimida por um lado; uma avalanche de demandas fora da alçada da Secretaria por outro.
O jeito seria trabalhar, trabalhar e trabalhar. Com muito trabalho e humildade, muitos desafios já foram vencidos. Cito alguns deles: a contratação de servidores por meio de concurso público, afastando as contratações por apadrinhamento ou preferência política. A aquisição de novos veículos, materiais e equipamentos. A oferta de novos serviços e ações de saúde pelo SUS, muitos dos quais oferecidos no próprio município, tais como exames laboratoriais, de ultrassonografia e eletrocardiograma, além de mamografias feitas em Pelotas. A garantia dos atendimentos fisioterápicos e pediátricos, este último uma antiga reivindicação da comunidade. O convênio com o hospital, assegurando internação e pronto atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana. O consultório odontológico inaugurado na escola Padre Libório. A adesão aos Programas de Saúde na Escola (PSE), Telessaúde, Sorrindo Para o Futuro, etc.
Em seguida, ainda devemos ter a oferta de exames de raio-X na própria cidade; o fortalecimento da Estratégia de Saúde da Família, com a adesão ao NASF – Núcleos de Apoio à Saúde da Família; a implantação do Programa Primeira Infância Melhor; a ampliação do Centro Municipal de Saúde. E não deve parar por aí.
Sem dúvida, ainda existe um longo caminho pela frente. Existem erros e problemas, mas a negligência e a inconsequência deixaram de existir. O mais importante é que a saúde no município finalmente começou a andar no rumo certo. E isto, depois de um longo tempo de arranjos, remendos e desvios, já representa um grande e importante passo.

sábado, 17 de abril de 2010

Direitos e ... DEVERES!!!

Secretaria Municipal da Saúde lança cartaz lembrando que a lei não menciona apenas os direitos do cidadão. Ela também fala e estabelece deveres a todos nós!!!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Saúde bucal mais perto da população




Foi inaugurado na tarde de ontem (14/4)o Consultório Odontológico da escola municipal Pe. Libório Poersch.
O ato de inauguração contou com a presença do prefeito municipal, Ildo Salaberry, do Secretário da Saúde, Daniel Xavier, da Secretária de Educação, Iádia Martins Peres, do diretor da escola, Luis Eduardo Carvalho, do vereador Paulo César Carvalho, representando o Poder Legislativo, de Orácio Faria Dutra, representando o Conselho Municipal de Saúde e a Associação de moradores do Bairro Jango, além de diversas autoridades da administração municipal. O ato ainda foi prestigiado por um número importante de pessoas da comunidade escolar e de profissionais da saúde.
Tal investimento é um investimento da Secretaria Municipal da Saúde, com recursos da Saúde Bucal, e representa um importante passo na consolidação da Estratégia da Saúde da Família no município, levando os atendimentos de saúde cada vez mais perto da população, sem abrir mão da necessária qualidade na prestação deste serviço público.
Este investimento ainda representa a integração das ações dos diferentes órgãos da administração, na medida em que o mesmo irá fortalacer não apenas as políticas de saúde bucal, mas também de educação no município.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Menos Batista, menos...




Compartilho com vocês um artigo produzido em abril de 2005, e nunca publicado. Pelo menos até agora...



Tratemos de responder a seguinte indagação: um vereador que se sinta ofendido com esta ou aquela opinião que venha a ser manifestada através do jornal, teria poderes de intimar o autor do texto a participar de Sessão da Câmara, exigindo sua retratação ou a apre-sentação de maiores esclarecimentos? Não, não teria. Mesmo que os comentários venham a caluniar ou difamar o suposto vereador, ainda assim, caberia ao Poder Judiciário tratar desta questão, e não ao Legislativo. A Câmara existe para fiscalizar os atos do Executivo, e não dos cidadãos e cidadãs.
Aliás, eu já fui alvo de uma estultice dessas. Certa feita escrevi discordando de uma proposição apresentada por um vereador. Pois o camarada tomou minha manifestação como uma ofensa pessoal e me saiu com quatro pedras na mão. Ele chegou me desafiar publicamente a comparecer ao Plenário da Câmara para dar-lhe explicações sobre o projeto que ele mesmo apresentara, e tudo por eu estar exercendo um direito fundamental, assegurado pela Constituição Federal (art. 5º., inc. IX).
Portanto, nestas condições, eu jamais aceitaria o desafio feito por este vereador, por-que seu desafio, além de ser arbitrário; fora feita de um modo ainda mais arbitrário, e eu não compactuo com arbitrariedades. Uma arbitrariedade que poderia ter lhe custado à perda do mandato, por quebra do decoro parlamentar, conforme estabelece a Lei Orgânica do Mu-nicípio de Herval, em seu artigo 22, inciso III. Em casos como esse, basta à direção da Câmara não passar a mão por cima do esquentadinho, que ele pode ir mais cedo pro chuveiro.
O dito cujo ainda poderia ter respondido a outro processo, por danos morais. Isto porque ele saiu esbravejando que eu apenas assinava o que outros escreviam. Eu questiono, porque então o vereador nunca solicitou que às autoridades competentes procedessem uma investigação sobre o caso? Assinar o que outros escrevem é falsidade ideológica, um crime previsto no Código Penal Brasileiro. Estava aí à chance para o vereador me colocar atrás das grades e limpar a sua preciosa reputação. E não seria difícil comprovar a suspeita do vereador, caso ela fosse verdadeira. A escrita é uma espécie de assinatura, não existem duas idênticas no mundo todo. É claro que existem traços semelhantes entre alguns escritores, mas quem lê e escreve bem, não demora a perceber as diferenças de estilo.
Caso o vereador não se desse por satisfeito com os elementos apurados pelo proces-so investigativo, ele ainda poderia recorrer a outro desafio, e a este sim eu não me furtaria de aceitar: o vereador podia propor que nós sentássemos a sós e cada um produzisse um texto, sobre o tema sorteado minutos antes do nosso “duelo”.
Mas vejam bem, que lucros eu teria em assinar os textos de outrem? E justo numa cidade na qual algumas autoridades acreditam ter um rei na barriga, por estarem investidas dum cargo eletivo. E se eu sou tão inocente a ponto de me prestar a um papelão desses, porque eu me manteria na contramão do rei e seus amigos? Não seria mais óbvio que já nas primeiras peitadas eu me curvasse perante a corte? Então, eu arriscaria o pescoço apenas pra ver o meu nome escrito num jornal? Existem formas menos complicadas de aparecer, convenhamos.
O jeito é ir se acostumando com os novos tempos. Não tem essa de que é preciso o-cupar um cargo eletivo para ter direito a opinar sobre as decisões do Poder Público. Este é um argumento desbotado, mofento, carcomido. É direito e dever dos cidadãos cobrar mais e melhores ações dos seus representantes, mesmo daqueles que não mereceram o nosso voto. E isto não significa querer ocupar o lugar dele. A cidadania não pode começar e acabar no dia da eleição. Cidadania é uma construção cotidiana.
A boa notícia é que dinossauro nenhum canta mais de galo neste país. Pode gritar, pode espernear, o que vale é a lei e ela não mais admite arroubos autoritários de quem quer que seja. É bom sossegar o facho, antes que os atos intempestivos dos mais afoitos botem a perder todo o grupo político vitorioso nas últimas eleições.

sábado, 3 de abril de 2010

Férias que te quero férias...

As férias ficaram para trás, mas os bons recuerdos e as fotos aí estão...


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